PSD / MONTIJOPromoveu debate para discutir mobilidade
Numa sala repleta, os oradores convidados abordaram questões relacionadas com os transportes de âmbito nacional, regional, metropolitano e local que influenciam a qualidade de vida dos Montijenses.

Por Jornal Rostos
O Vice-Presidente da Comissão Política do PSD Montijo, José Pedro Neto começou por caracterizar a situação actual do Montijo em termos de mobilidade e acessibilidades, identificando alguns dos problemas actuais e soluções para os mesmos. Foi desde logo destacado o erro da deslocalização do cais fluvial e os impactos negativos decorrentes desta decisão. Foi também abordada a ineficiência dos transportes públicos rodoviários no acesso ao Cais do Seixalinho, a Lisboa, aos núcleos urbanos vizinhos assim como às freguesias de Canha, Pegões e Santo Isidro. O congestionamento crescente nos locais de acesso e saída do Montijo foram também discutidos, nomeadamente os motivos que levam a que uma infra-estrutura fundamental como a ligação do IC32 ao Passil, passados mais de 10 anos, ainda não tenha sido concretizada com os custos daí decorrentes para o Montijo.
O Mestre em Transportes Miguel Gaspar abordou várias questões ao nível nacional e regional que vão ter um forte impacto na vida dos Montijenses em termos de mobilidade. A revisão do Plano Regional do Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa em consequência da localização do Novo Aeroporto no Concelho de Montijo e Benavente, os problemas e oportunidades da criação da Autoridade Metropolitana de Lisboa e a importância do Arco Ribeirinho da Margem Sul foram o enfoque da sua intervenção. Outro tema foi o futuro da mobilidade urbana no Montijo, em função do envelhecimento da população e a necessidade de uma gestão mais eficiente das infra-estruturas existentes.
Já o Deputado do PSD, Luís Rodrigues, optou por centralizar a questão nas decisões erradas que têm vindo a ser tomadas em políticas de transportes. A situação económica do país não é compatível com investimentos públicos desnecessários e em duplicado. Exemplificou através dos investimentos na ordem dos 400 milhões de euros no Aeroporto da Portela os quais terão que ser rentabilizados, a construção das linhas de TGV ainda para mais sem ligação directa ao Novo Aeroporto de Lisboa. Estas opções são a prova das decisões erradas que estão a ser tomadas pelo governo. Ao nível regional, foi também discutida a concessão do Baixo Tejo por valores extremamente elevados sem que a mesma perspective o investimento no verdadeiro arco ribeirinho, o qual não pode passar exclusivamente apenas pela existência do IC32. O Deputado Luís Rodrigues frisou ainda a necessidade que sejam desde já reservados canais de acessibilidade ao nível do planeamento no concelho do Montijo para que no futuro não seja inviabilizada ligação ferroviária ao concelho, nomeadamente ao seu núcleo urbano.
Os munícipes presentes demonstraram as suas preocupações no cais fluvial, na qualidade dos transportes públicos existentes, na ausência de qualquer tipo de ligação ferroviária ligeira ou outra e na ausência de uma política municipal que fomente a utilização das bicicletas, a qual não passa exclusivamente pela criação de ciclovias no perímetro exterior da cidade.













