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Bastidores

PSD no Montijo debate “CIDADES CRIATIVAS”Crescimento da população activa no Concelho do Montijo estabilizou

Maria José Florêncio considerou importante ressalvar que o crescimento da população residente no Concelho do Montijo, não acompanhou a tendência verificada nos concelhos vizinhos, tais como Palmela, Moita e Alcochete, sendo deste grupo, o Concelho onde o crescimento da população residente foi menor.
Sublinhou que, com base nos mesmos dados, conclui-se também que o crescimento da população activa no Concelho do Montijo estabilizou, não acompanhando o crescimento dos mesmos concelhos vizinhos.

Miguel Amado, referiu ser premente e fundamental repensar novamente as cidades, tornando-as mais compactas e evitando um uso excessivo do solo e de mobilidade pendular, existindo ainda a necessidade de concentrar e rentabilizar infra-estruturas já existentes e equipamentos colectivos, melhorando e racionalizando os fluxos urbanos.

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PSD no Montijo debate “CIDADES CRIATIVAS” Crescimento da população activa no Concelho do Montijo estabilizou

Por Jornal Rostos

Realizou-se no dia 25 de Fevereiro, mais uma tertúlia social-democrata, desta vez subordinada ao tema “ Cidades Criativas” onde se debateram temas relacionados com o Planeamento e Ordenamento do Território, Recuperação de Património Edificado, Competitividade Municipal, Criatividade e Qualidade de vida.
Os oradores convidados foram Maria José Florêncio e Miguel Amado.

Crescimento da população activa no Concelho do Montijo estabilizou

A primeira intervenção da noite pertenceu a Maria José Florêncio que realizou uma análise profunda à evolução demográfica registada no Concelho do Montijo no período de 2000-2007 utilizando, como base, dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Deste ponto, é importante ressalvar que o crescimento da população residente no Concelho do Montijo, não acompanhou a tendência verificada nos concelhos vizinhos, tais como Palmela, Moita e Alcochete, sendo deste grupo, o Concelho onde o crescimento da população residente foi menor. Com base nos mesmos dados, conclui-se também que o crescimento da população activa no Concelho do Montijo estabilizou, não acompanhando o crescimento dos mesmos concelhos vizinhos.

Quantidade de edifícios licenciados é superior ao crescimento da população

A segunda parte da intervenção de Maria José Florêncio centrou-se no número de edifícios licenciados no Concelho do Montijo e também nos concelhos anteriormente referidos. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (1995-2007), registou-se que a construção da Ponte Vasco da Gama teve influência no licenciamento da construção edificada, embora seja de registar o seu decréscimo nos anos de 2006 e 2007, relativamente aos concelhos de Moita, Palmela e Alcochete, situação que não se verifica no concelho do Montijo.
Comparando em termos médios do número de edifícios licenciados em cada ano e o aumento da população residente em igual período no Concelho do Montijo, verifica-se que a quantidade de edifícios licenciados é superior ao crescimento da população residente, situação que implica consequências muito negativas no futuro sustentável da cidade e que foram também objecto de análise profunda por parte dos presentes.

Falta de um planeamento sustentável a nível das cidades actuais

A segunda intervenção na tertúlia esteve a cabo de Miguel Amado, que abordou temáticas propostas numa perspectiva futurista, referenciando erros actuais e passados e sugerindo propostas e soluções para contrariar as ineficiências registadas, tais como a falta de um planeamento sustentável a nível das cidades actuais, no que respeita ao futuro, relativamente à escassez de água, às distorções em termos de mobilidade que afecta cada vez mais o bem-estar e o dia-a-dia das cidades, os consumos excessivos de energia, o aumento dos resíduos a tratar devido ao aumento da população mundial, o aumento do ruído, a falta de espaços verdes contrapondo com a diminuição também do solo disponível devido ao aumento dos edifícios instalados e do isolamento das populações relativamente ao aumento da insegurança e cada vez mais das dificuldades financeiras evidenciadas na população.

Necessidade de concentrar e rentabilizar infra-estruturas

Na segunda parte da sua intervenção, Miguel Amado abordou o Programa Polis, a Agenda Local XXI e o Livro Verde sobre o Ambiente Urbano na óptica das oportunidades que estes instrumentos de intervenção dão aos políticos e governantes, aos agentes económicos e sociais e aos cidadãos de intervir e interagir nas cidades de modo a melhorá-las relativamente a um futuro equilibrado e sustentável.
Referiu ser premente e fundamental repensar novamente as cidades, tornando-as mais compactas e evitando um uso excessivo do solo e de mobilidade pendular, existindo ainda a necessidade de concentrar e rentabilizar infra-estruturas já existentes e equipamentos colectivos, melhorando e racionalizando os fluxos urbanos.

Fundamental repensar e criticar construtivamente

Para a Vereadora Social-democrata e moderadora da tertúlia, Lucília Ferra, é fundamental repensar e criticar construtivamente o presente e projectar o futuro com base na Sustentabilidade, Promoção e Divulgação de uma Imagem de Marca que orgulhe os Montijenses, numa maior autonomia económica do Concelho tendo sempre presente uma perspectiva inclusiva de CIDADE.
Para o mês de Março encontram-se já preparadas e delineadas novas iniciativas sobre temas actuais, e que se destinam a habilitar o Partido Social-democrata do Montijo a apresentar propostas concretas e credíveis para o Governo da Cidade de Montijo.

Simão Cortiço

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