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Bastidores

PS ALMADAQuer reunião extraordinária na Assembleia Municipal
“A Política Municipal de Habitação Social”

"É inadmissível que a Câmara de Almada esteja há nove anos com dinheiro que lhe foi transferido para proceder ao realojamento de 30 famílias que habitam em barracas no Bairro do 1.º Torrão, na Trafaria, e que até hoje não o tenha feito." - refere um comunicado do Partido Socialista - Almada.

"Para esclarecer estas questões, bem como porque se impõe confrontar a Câmara Municipal de Almada com os problemas da habitação social em Almada que decorrem da inércia da autarquia comunista, o PS requereu a convocação de uma Assembleia Municipal extraordinária para debater “A Política Municipal de Habitação Social”." - sublinha o Partido Socialista-

4 min de leitura
PS ALMADA Quer reunião extraordinária na Assembleia Municipal “A Política Municipal de Habitação Social”

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral do comunicado do Partido Socialista - Almada:

PS ALMADA quer reunião extraordinária
na Assembleia Municipal

Este fim-de-semana dois factos demonstraram que PCP em Almada não se interessa pela habitação social e não tem sensibilidade para resolver, em tempo, problemas graves.
O PCP, através do seu Deputado à Assembleia da República, José Lourenço, no final de uma acção partidária sobre Habitação Social realizada em Almada, produziu no início de Março, ao lado do Vereador da Habitação da Câmara de Almada, a seguinte declaração: “Durante estes dois dias de visitas por todo o País, tentámos dar ênfase à nossa campanha de que ´sim é possível´, e devemos destacar o trabalho realizado em Almada, pois têm sido feitos centenas de realojamentos”.
Nos últimos dias, dois factos da maior gravidade vieram a público sobre a acção da autarquia comunista no domínio da habitação social:

 Um casal, com três filhos menores, foi alvo de um despejo e demolição da barraca em que viviam há 13 anos, sem que a Câmara Municipal fosse capaz de encontrar ou contribuir para encontrar qualquer resposta, o que fez com que a família esteja a dormir na rua. Estão em risco da mesma situação mais 4 famílias que ainda vivem na Quinta das Amoreiras, no Feijó;

 Foi publicado no Correio da Manhã de Domingo que a Câmara de Almada recebeu da Administração do Porto de Lisboa, há nove anos, 800 mil euros para realojar cerca de 30 famílias do Bairro do 1.º Torrão, na Trafaria, sem que o tenha feito até ao momento, e não o perspectivando fazer no curto prazo.

Estes dois factos são dois exemplos da total insensibilidade social da autarquia comunista em Almada. A atitude da maioria comunista é a de manter zonas de exclusão em Almada, colocando os interesses da sua agenda partidária à frente dos interesses das pessoas que necessitam de habitação.

A definição de prioridades políticas do PCP evidencia uma preocupante insensibilidade social:

 O PCP faz propaganda em Almada dizendo “No ano de 2007 tínhamos cerca de dois mil pedidos e um ano depois temos mais do dobro, isto é um termómetro da crise social que atravessamos e nós, autarquia, sentimo-nos impotentes por não conseguirmos dar a este assunto a resposta que gostaríamos uma vez que o Governo se demitiu desta questão de habitação social”.

 A Câmara de Almada dá-se ao luxo de não utilizar dinheiros que lhes foram transferidos há 9 anos pela Administração do Porto de Lisboa para realojar 30 famílias do Bairro do 1.º Torrão, na Trafaria.

 O PCP faz propaganda em Almada dizendo “Os casais não conseguem pagar as prestações das casas e estes números de pedidos de habitação social são o indicador da grave crise que atravessamos”.

 A Câmara de Almada deixa um casal com três filhos menores a dormir na rua, porque afirma que há muitos pedidos de habitação social e uns são mais urgentes do que outros, não se percebendo a hierarquia das prioridades.
O PS considera:

 É inadmissível que a Câmara de Almada esteja há nove anos com dinheiro que lhe foi transferido para proceder ao realojamento de 30 famílias que habitam em barracas no Bairro do 1.º Torrão, na Trafaria, e que até hoje não o tenha feito.

 É preocupante que a Câmara de Almada não tenha previsto qualquer mecanismo de emergência para realojamentos urgentes de famílias em estado de necessidade, como a situação que ocorre desde quinta-feira com a família da Quinta das Amoreiras, no Feijó. Mais preocupante ainda é a circunstância de, havendo esse mecanismo, porque razão não foi o mesmo accionado neste caso concreto?

Para esclarecer estas questões, bem como porque se impõe confrontar a Câmara Municipal de Almada com os problemas da habitação social em Almada que decorrem da inércia da autarquia comunista, o PS requereu a convocação de uma Assembleia Municipal extraordinária para debater “A Política Municipal de Habitação Social”.

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