Em SetúbalConferência assinala centenário da República
O vice-presidente do Instituto de História Contemporânea, António Reis, sublinhou na conferência de abertura do colóquio que foi em Setúbal, “sem margem para qualquer dúvida, que se deu o verdadeiro arranque da revolução republicana portuguesa”. A afirmação deve-se ao facto de ter sido no congresso setubalense realizado em Abril de 1909 que, depois de esgotadas todas as hipóteses de entendimento político com o poder régio, que os republicanos decidiram instituir o novo regime através de uma revolução armada.

Por Jornal Rostos
António Reis adiantou que defendeu, junto da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, que as comemorações nacionais deveriam começar em Setúbal.
O protagonismo republicano sadino foi enaltecido também pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, na abertura oficial do encontro, ao frisar que “decidiu-se em Setúbal o fim da monarquia”.
A edil recordou, igualmente, que o próprio movimento insurreccional armado “já estava nas ruas de Setúbal com um dia de antecipação”, ou seja, a 4 de Outubro de 1910.
A autarca traçou, ainda, um paralelismo entre a revolução republicana e a do 25 de Abril, momentos na História do País que, considera, contribuíram para se celebrar “uma sociedade mais justa, livre e plena”.
O colóquio foi promovido pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, pelo Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, pelo Centro de Estudos Bocageanos e pelo Centro Cultural Emmérico Nunes, com o apoio de diversas instituições, nomeadamente a Câmara Municipal de Setúbal.
A sessão oficial de abertura contou com a participação de João Serra, representante da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, que sublinhou que os valores “Liberdade, Igualdade e Fraternidade não são utopias datadas, mas antes aspirações que mobilizam” e que a “República só pode contar com a participação dos cidadãos, pois é feita por eles”.
Na sessão de abertura participaram, ainda, o presidente do IPS, Armando Pires, e a representante da comissão organizadora do colóquio, Luísa Solla.
A iniciativa decorreu ao longo do dia, e incluiu vários painéis de intervenções que abordaram diferentes períodos e perspectivas relacionadas com o republicanismo em Portugal.
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