Governo Civil do Distrito de SetúbalApresentou em Alcácer do Sal o Dispositivo Operacional Distrital de Combate aos Incêndios Florestais
No total, vão estar ao serviço de todo o Distrito, durante o período crítico (de 1 de Julho a 30 de Setembro), cerca de 387 homens e mulheres em regime de permanência, de acordo com a disponibilidade de meios no Distrito, reforçados pontualmente com todos os meios e recursos não afectos de forma directa ao dispositivo.

Por Jornal Rostos
Em termos concretos, o dispositivo apresentado conta, também, com 102 recursos técnicos terrestres, nove postos de vigia, dois meios aéreos ligeiros e dois pesados, sendo que apenas um ficará sedeado no Distrito, e os restantes ficarão sedeados em Distritos limítrofes, e serão mobilizados quando necessário.
Segundo Alcino Marques, Comandante Distrital de Operações de Socorro, o “caminho não é de facilidades”, apesar dos resultados do ano passado. “Tem de haver muita competência, confiança e determinação”, ressalvou.
O pré-posicionamento de meios de vigilância e detecção, o ataque inicial e de reforço, atentes às características do Distrito de Setúbal face ao risco de incêndios, o accionamento imediato e simultâneo de meios aéreos e equipas de combate a incêndios, vão permitir uma acção rápida e eficaz em caso de fogos.
“É necessário garantir eficácia na prevenção, pré-posicionamento de meios e ataque inicial musculado e massivas campanhas de prevenção para alterar comportamentos das pessoas. Portugal sem fogos continua a depender de todos”, concluiu.
Traçando o retrato Distrital na área da Protecção Civil e os desafios que a breve trecho se irão colocar à região, a Governadora Civil do Distrito de Setúbal, Eurídice Pereira, manifestou total confiança no dispositivo apresentado, que tem, na sua opinião, sabido dar resposta às adversidades e às situações que merecem acção pronta e eficaz.
“O Distrito de Setúbal vive duas realidades territoriais distintas: a Península e o Litoral Alentejano. A Península, território essencialmente urbano, apresenta um conjunto de riscos e um tempo de resposta a ignições completamente díspar do Litoral Alentejano, ainda maioritariamente rural, com outro tipo de riscos e tempos de resposta, inevitavelmente superiores. Relativamente ao flagelo dos fogos, são particularmente preocupantes, pela sua delicadeza, as áreas Protegidas – Estuários do Tejo e Sado, Costa Vicentina, Serra da Arrábida, Arriba Fóssil e as Matas classificadas. Neste Distrito, estão implementadas 20 das 50 indústrias de maior risco do País, o que representa uma concentração de 40% dos riscos industriais neste território. Os 200 km de costa, que vão de Caparica a Sines são, sobretudo no Verão, em que a população triplica nalgumas zonas balneares, em plena Fase Charlie, um factor de constante alerta para quem detém a responsabilidade de pugnar pela segurança dos cidadãos e bens. Este Distrito é, também, atravessado pelas principais auto-estradas do País, as mais usadas em férias e que coincidem com a fase Charlie, registando ainda índices de sinistralidade além dos nossos desejos. Possuímos duas áreas portuárias, sendo que Sines é o maior Porto da Europa de águas profundas. Este retrato que, resumidamente, enunciei ilustra a multiplicidade de riscos com que o Distrito se confronta, anualmente, relativamente à ameaça dos fogos florestais, mas também e sobretudo a outro tipo de ameaças, para as quais a Missão da Protecção Civil exige respostas específicas, coordenação e acção com a prontidão e eficácia a que a nossa responsabilidade nos obriga”, disse.
Eurídice Pereira deixou a todos os agentes uma palavra de incentivo e confiança no trabalho que desempenham. “Podemos, pois, contar com o empenho, profissionalismo e know-how de todos os agentes de protecção Civil”, referiu, reiterando o capital de profissionalismo e entrega de todos os que contribuíram para os resultados do ano passado.
Em 2008, o total de área ardida 20% da média dos últimos anos, “com um total de 1 233 incêndios e 387 ha, o que representa 0,3 ha por incêndio, o melhor ratio de sempre”.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Pedro Paredes, o Governos e a Administração Pública tem colhido os frutos da boa coordenação de esforços na área do combate aos fogos florestais.
“É vital para nós proteger a nossa maior riqueza que é a floresta. Mais que isso, nos últimos anos tem havido menos área ardida, menos ocorrência de incêndio, quer dizer, portanto, que o Governo e todas as entidades da Administração Pública, que termina nas autarquias, têm trabalhado mais em conjunto. É isso o que de melhor aconteceu nos últimos anos. Estamos a proteger o que é nosso, simplesmente porque estamos a tomar atenção, estamos a coordenar, estamos a fazer encontros como estes que de alguma forma todos nos coordenamos para trabalhar melhor para prevenir melhor”, afirmou.
Rui Pereira apresentou Dispositivo Nacional
O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, presidiu, na quinta-feira passada, no Aeródromo de Ponte de Sôr, à cerimónia de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DCIF) para a Fase BRAVO - que se iniciou na sexta-feira, dia 15 de Maio, e termina no próximo dia 30 de Junho. Numa cerimónia na qual também estiveram presentes o Ministro da Agricultura, Jaime Silva, o Secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, os Governadores Civis e Autarcas, o Presidente da ANPC, entre outros, Rui Pereira anunciou que o Dispositivo para a Fase BRAVO contará com mais de 6 000 elementos, cerca de 1 700 viaturas e 24 meios aéreos (17 helicópteros, 5 helicópteros pesados Kamov e 2 aviões Canadair).
“Este dispositivo garante uma resposta operacional adequada e articulada em função do grau de probabilidade dos incêndios florestais. Assim o impõe a floresta Portuguesa, um bem comunitário e um bem económico da maior importância. Hoje podemos dizer que estamos melhor preparados para uma resposta concreta. Dispomos hoje de um dispositivo articulado, de uma doutrina clara e de uma capacidade de resposta rápida”, garantiu o Ministro da Administração Interna.













