Direito de Resposta – PalmelaComunicado de Octávio Machado - Vereador Independente na Câmara Municipal de Palmela
“Concorro à Câmara Municipal de Palmela, por outro Partido, o CDS-PP, mas com a mesma lógica e independência com que concorri nas listas do PSD, muda o apoio, mas eu sou a mesma pessoa, que prosseguirá com o trabalho autárquico.
Para alguns, o ser eleito como “alvo a abater” pelo Sr. Bruno Vitorino, seria importante, para mim não, porque não lhe reconheço qualidades para “presidir” à Distrital do PSD de Setúbal.
Srs. “presidentes” (de Setúbal e Palmela), obviamente NÃO RENUNCIAREI AO MANDATO AUTÁRQUICO, NEM DEIXAREI O TRABALHO”!” – refere o comunicado enviado para a nossa redacção.

Por Jornal Rostos
Em anexo se envia Comunicado do Sr.Vereador Octávio Machado, com base do Direito de Resposta, a fim de ser publicado integralmente no Vosso Jornal, atenta a publicação na V/ edição de 18 de Maio corrente de um comunicado da Comissão Política Distrital do PSD.
Cumprimenta
Maria Rosa Pinto (Advogada)
COMUNICADO do VEREADOR INDEPENDENTE OCTÁVIO MACHADO
Palmela
20-05-2009
Em face do comunicado da Comissão Política Distrital do PSD de Setúbal, publicado no Diário Digital Rostos.pt, no passado dia 18, compete-me esclarecer:
Quando figuras ilustres e respeitadas do PSD no Distrito, o Sr. Deputado, Engº Luís Rodrigues, a Sra. Ex-Governadora Civil, Dra. Maria das Mercês Borges, o Sr. Ex-Deputado e Autarca José Cardoso, o Sr. José Rosário, representante dos TSD, entre outros, me solicitaram para ser candidato pelo PSD à Autarquia de Palmela (e foi a terceira vez que o fizeram), tendo tido o apoio incondicional em todos os momentos, do Dr. Nuno Matias, então Presidente da JSD Distrital, fiz aquilo que qualquer militante deve fazer, aceitei.
Sem qualquer tipo de contrapartidas, ao contrário de outros…
Não era tarefa fácil, o PSD tinha deixado de ser Governo e ao nível do Concelho, o então Vereador, tinha primado pela ausência a 27 sessões de Câmara, (tantas, quantas as faltas de todos os Vereadores, no seu conjunto durante 3 mandatos – 12 anos) só se fazendo substituir uma vez.
Cenário esclarecedor.
Não imaginava eu à data “as deslealdades” de alguns membros da Comissão Política que integravam candidaturas a outros órgãos. Desde ser da sua responsabilidade fazerem as listas para as Juntas de Freguesia e não o terem feito; desde terem-se ausentado para férias nos períodos de pre-campanha e campanha eleitorais…
Mas não se ficaram por aqui, continuaram, aliàs como já tinham iniciado, em meados dos anos 90, com a tentativa de instauração de um inquérito, e neste mandato, com a tentativa de retirada de confiança política, não só a mim, como a outros eleitos nas Freguesias.
Uma Comissão Política, com alguns elementos que se salientaram logo no início do mandato, por serem a “principal força opositora” ao trabalho do Vereador eleito.
Militantes e Autarcas eleitos nas listas, denunciaram a infracção aos Estatutos do PSD e os comportamentos menos éticos ao Conselho Jurisdicional Nacional do PSD.
A informação, meses depois, foi a de que o processo tinha sido remetido para o Conselho Jurisdicional Distrital.
É verdade que me candidatei nas listas do PSD, mas fi-lo numa lógica não partidária, com um programa para o qual a Comissão Política não contribuiu em nada e com o objectivo de trabalhar em prol dos Munícipes.
E se alguns políticos trocam a lealdade ao seu programa e aos Munícipes pela “fidelidade partidária”, e/ou pela regra da “obrigatoriedade de pensamento único” eu não partilho dessa opinião. Vivemos em Democracia e os Partidos Políticos, devem nas suas estruturas ser também democráticos, como aliás é demonstrado a nível nacional.
Os compromissos são com os cidadãos e com o programa apresentado.
É assim que se prestigia e se contribui para a credibilidade dos partidos políticos.
Em sede de Plenário da Comissão Política Concelhia do PSD de Palmela, solicitei a avaliação do meu trabalho, um a um, a todos os membros da Comissão Política.
Nenhum apontou qualquer erro ou desvio.
Então pergunta-se: porquê a tentativa anterior de quererem retirar-me a confiança política?
Em minha opinião, pura perseguição. Pois não quero acreditar que, foi por ter aceite pelouros numa Câmara CDU, porque o presidente da Distrital também os aceitou na Câmara do Barreiro.
Com uma diferença: Não usufruo de quaisquer regalias. Poderá ele dizer o mesmo?
Que autoridade moral tem alguém que beneficiou da “imoralidade” de ter “descarregado” militantes de outro Concelho em Palmela, para chegar ao poder, como o fez João Afonso, actual Presidente do Conselho Jurisdicional Distrital, beneficiando o actual Presidente da Distrital – Bruno Vitorino?
Não será com estas atitudes e comportamentos que se desprestigia a Democracia e o PSD?
Confundir o PSD com quem pratica estes actos, seria um acto sem sentido, descabido e eu não o faço, nem o farei.
O PSD é um grande partido, mas será maior se tiver a capacidade para afastar esta gente.
Tenho a certeza de que estas pessoas e outras que as suportam irão reflectir nos seus actos e afastar-se-ão, porque tais actos não são dignos da Democracia e muito menos do PSD.
Ficou claro para todos, que estas pessoas têm medo do Trabalho que venho realizando em benefício dos Munícipes do Concelho de Palmela.
É esse trabalho que os preocupa e que não querem avaliar, mas sou um Homem de palavra, valores e princípios. Tenho um compromisso com aqueles que em mim votaram e confiaram e só me candidato, agora por outro partido, depois de há meses me ter desfiliado do PSD, porque a opção indicada pelo PSD, não reúne as condições para dar continuidade ao trabalho que venho realizando.
Aliás, a discussão do perfil do candidato do PSD em Plenário de Secção, em Palmela, foi algo de hilariante e até anedótica.
Porque não apresentaram perfil, levando um dos presentes a dizer que não passava cheques sem cobertura.
Novo Plenário marcado e o perfil foi apresentado, merecendo da parte de um dos quatro militantes presentes, para além dos membros da Comissão Política Concelhia, o comentário de que o perfil ora apresentado não devia ser conhecido da opinião pública, o que é revelador da fraqueza e dos defeitos do documento apresentado.
Em face ao exposto e porque estas atitudes ofendem gravemente este Concelho, que não é um deserto, como alguns defendem e porque tenho princípios e valores e porque nunca a Comissão Política pôs em causa o trabalho por mim desenvolvido, enquanto Vereador e porque como resultado eleitoral tive mais votos do que qualquer elemento da Comissão Política Concelhia e o dobro da percentagem do Sr. Presidente da Distrital – Sr. Bruno Vitorino e tendo em conta a conduta de alguns dos membros da actual Comissão Política, quer Concelhia, quer Distrital, ambas presididas por “dois manos, ou seja irmãos” e porque sou fiel ao meu programa e àqueles que me elegeram, prosseguirei com o trabalho.
Continuando, isso sim, à espera de que esses Senhores tomem uma atitude séria, a bem do PSD do Distrito de Setúbal e do Concelho de Palmela, renunciando, eles sim, aos seus “cargos”.
Os eleitores conhecem-me e conhecem o meu trabalho e sabem perfeitamente do que eu estou a falar.
Concorro à Câmara Municipal de Palmela, por outro Partido, o CDS-PP, mas com a mesma lógica e independência com que concorri nas listas do PSD, muda o apoio, mas eu sou a mesma pessoa, que prosseguirá com o trabalho autárquico.
Para alguns, o ser eleito como “alvo a abater” pelo Sr. Bruno Vitorino, seria importante, para mim não, porque não lhe reconheço qualidades para “presidir” à Distrital do PSD de Setúbal.
Srs. “presidentes” (de Setúbal e Palmela), obviamente NÃO RENUNCIAREI AO MANDATO AUTÁRQUICO, NEM DEIXAREI O TRABALHO”!
P.S. Seria também caso para perguntar: porque foram os Autarcas, com melhores resultados eleitorais os escolhidos por “v. exas.”, para serem alvos das vossas críticas? (ex: Setúbal, Montijo e Palmela – com o dobro ou até o triplo do conseguido pelo Sr. Bruno Vitorino na sua candidatura à Câmara do Barreiro?)
Octávio Machado
Vereador Independente na Câmara Municipal de Palmela
Foto : CMP













