António Duro - candidato na Moita do Partido SocialistaA um concelho divorciado da solidariedade do social nós contrapomos um concelho solidário

Por Jornal Rostos
Decorreu na passada sexta feira, na Biblioteca Municipal da Moita, a apresentação de António Duro, candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal da Moita.
O evento contou com a apresentação do jovem comunicador da televisão Francisco Mendes, que introduziu um momento musical do cantor e compositor Carlos Mendes, que também quis apadrinhar o acto.
Vítor Cabral, presidente da Comissão Politica Concelhia do PS, na sua intervenção, invocou as virtudes e qualidades pessoais que justificaram a escolha de António Duro para este desafio dos socialistas no concelho da Moita.
Um excelente perfil de gestor e de político
Vítor Ramalho presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista e, Eduardo Cabrita membro da Comissão Nacional e Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro e da Administração Local, marcaram presença.
Vítor Ramalho salientou as expectativas que os socialistas têm para as autárquicas no distrito de Setúbal e a enorme confiança numa mudança, na Moita, protagonizada por António Duro, sublinhando que António Duro - “ tem um excelente perfil de gestor e de político, com grande conhecimento da vida autárquica em geral e da Moita em particular, dando assim todas as garantias para uma grande liderança e progresso deste concelho ”.
Importantes obras que o governo tem projectadas
Eduardo Cabrita, sublinhou o desenvolvimento previsto para a região através das importantes obras que o governo tem projectadas como a 3ª travessia do Tejo, o aeroporto na zona de Alcochete e a plataforma logística do Poceirão, entre outras, e a importância que as respectivas câmaras estejam nas mãos de pessoas com dinâmica e com visão para o futuro, afirmando “ ser António Duro a pessoa certa aqui na Moita para essa mudança e aproveitamento do que essas grandes obras poderão trazer para o concelho da Moita ”.
Não permitiremos que persigam trabalhadores da câmara
António Duro apresentou as razões da sua candidatura e agradeceu a presença a todos que afincadamente colaboraram na execução da sede de campanha.
“ Se nos candidatamos em democracia, fazemo-lo em confronto de ideias, em pluralismo de opiniões, logo existem certamente diferenças, e estas têm que ser ditas sem equívocos, com clareza e honestidade. Não vemos nos adversários políticos, inimigos, aliás dizemo-lo sem rodeios, disputamos o mesmo eleitorado que eles e estamos convictos que este nos irá dar razão e nos dará o seu voto maioritário de confiança, para a mudança que protagonizamos. ” – sublinhou António Duro.
“ O que não permitiremos e denunciaremos com todas as nossas forças e meios, é que se persigam trabalhadores da câmara que querendo participar na vida autárquica local, na melhoria da sua terra, pois são munícipes também, sejam perseguidos e maltratados por entrarem nas nossas listas. Isso existia antes do Abril de 74 e noutros regimes ditatoriais de modelos ultrapassados que ruíram, mas não pode acontecer nesta terra. “ – acrescentou.
Nós não fizemos, por culpa dos governos centrais
Sobre a actual gestão camarária António Duro afirmou: “ Não podemos calar também a nossa discordância e incredulidade a tanta mentira, tanta desculpa para o que não fez e prometeu a actual gestão da câmara. Desde 2004 que as transferências do estado central aumentaram 32% para este concelho. Mas a culpa para o que não fizeram é sempre dos governos, sejam eles quais forem. Mas como é possível prometer piscinas, pavilhões, pistas de atletismo, etc, sem uma cuidada planificação financeira? Será que pensavam mesmo fazer estes equipamentos? E claro, como sempre, a culpa é do malvado governo que não lhes dá o dinheiro que eles dizem querer para cumprirem todas as promessas que não pensaram seriamente em cumprir, pois nem capacidade têm para disponibilizar a percentagem das verbas que competem ao município. “
Por outro lado questionou: “ E daqui perguntava ao actual executivo camarário, a que candidaturas de Fundos Comunitários ou Estruturais se candidatou? Digam quais e para quê? É que para obter fundos e fazer obras de envergadura estruturantes é preciso capacidade do município para suportar a parte que lhe compete, e aí é mais complicado. Mas o Zé do Povo não sabe estas coisas e já vai decorando o slogan “Nós não fizemos, por culpa dos governos centrais”. É o velho ditado que cita que uma mentira dita muitas vezes passa como verdade. “
Erros da administração acentua concelho dormitório
O Candidato do Partido Socialista referiu sobre o Plano Director Municipal - “ Agora o drama é não serem autorizadas as Alterações ao Plano Director Municipal-PDM. Que aquilo é que era, aquilo é que ia trazer o desenvolvimento ao concelho… Que a oposição, toda em bloco, votou contra e denuncia esta Alteração porque tem inveja do desenvolvimento continuado de mais do mesmo, da saga do betão a continuar a crescer para as zonas rurais. Uma alteração que vai agravar os erros da administração sustentada e equilibrada do território, de acentuado concelho dormitório a crescer em quantidade, em densidade e expansão de betão, mas não de qualidade de vida das populações. Como a lei não permite tudo, inventaram-se uns corredores nas zonas rurais a invadir, a ver se passa.”
António Duro acrescentou : “ Compreendemos que haja pessoas que aguardem a revisão do PDM para resolverem problemas que têm. Seremos sensíveis a todas as situações lógicas, aceitáveis e que não colidam com o interesse colectivo e da qualidade de vida que pretendemos melhorar a todos, mas não permitiremos situações escandalosas como algumas que têm vindo a público denunciadas por muita gente e por toda a oposição. Não estamos contra os pequenos e médios construtores, nada disso, queremos que continuem a desenvolver aqui a sua actividade, mas com condições, com qualidade urbanística, verão que também ganharão com elas, pois será a única forma de ultrapassar a crise no sector. “
Um concelho solidário
Na sua intervenção António Duro referiu algumas ideias chave daquilo que virá a ser o seu programa e projectos de acção : “ A um concelho divorciado da solidariedade, do social, nós contrapomos um concelho solidário com os seus munícipes, ajudando os mais carenciados, os desempregados, os idosos, todos os que não têm quem lhes valha. E faremos isto em complemento e em substituição daquilo que os governos centrais fizerem, ou não fizerem, mas essencialmente no que a câmara não fez e devia ter feito. Será aqui a nossa prioridade nº 1 e dizemos com grande determinação e emoção, “Sim, nós vamos fazer”.
Salientou ainda que - “ A um concelho que tem tratado o rio como este o tem tratado, fazendo o que faz vista em vez do que faz falta, nós olharemos para o rio de forma diferente, com amor e respeito, transformando-o em factor de desenvolvimento económico, de turismo e de lazer, de braço dado com a história e a defesa do ambiente. O rio, a sua extensa área ribeirinha deste concelho, e a nossa excelente localização geográfica, podem vir a ser uma das grandes soluções para o desenvolvimento económico e a salvação deste concelho, tornando-se num pólo de criação de empregos e receitas que o município e as suas gentes tanto precisam. “
Um concelho moribundo em termos de empresas
“ A um concelho moribundo em termos de empresas, empregos e receitas próprias geradas, apostaremos forte no desenvolvimento económico em geral, na captação de empresas geradoras de riqueza e de mais emprego local, e daremos ainda uma especial atenção às questões da mobilidade e penetração tentacular de transportes no interior do município, aproximando dos centros de decisão e de aquisição de bens e serviços, todas as aldeias e bairros, promovendo assim a inclusão de todos os que habitam o concelho, seja em que ponto for do mesmo. Que não hajam dúvidas, Sim, nós vamos fazer.” – sublinhou António Duro.
A câmara se substitui e concorre com o associativismo
“A um concelho onde ninguém entende o que se faz na educação, cultura e desporto, onde a câmara se substitui e concorre com o associativismo e a escola, gastando consigo milhões e distribuindo tostões, pretendemos fazer um concelho em que a educação, a cultura e o desporto, com esse associativismo e essa escola, se perfilem como pilares de um desenvolvimento integrado e duradouro, posicionando-nos a par dos concelhos com maior e melhor qualidade de vida. Sim, nós vamos fazer. “ – referiu o candidato socialista.
Um concelho da Moita com futuro para todos
“ Na certeza que estas linhas de força são a Solução para fazer do concelho da Moita um lugar mais agradável, mais justo, fraterno e solidário, onde se encontre maior prazer em trabalhar e viver, Sim, convosco, com todos sem excepção, Nós Vamos Ganhar e SIM, NÓS VAMOS FAZER --- um concelho da Moita com futuro para todos” sublinhou a finalizar o candidato à presidência da Câmara Municipal da Moita do Partido Socialista.
Após a apresentação da candidatura foi inaugurada a sede de campanha situada na rua Miguel Bombarda, nº 56.
A sede de campanha “Autárquicas 09” do Partido Socialista da Moita é um agradável espaço que, sublinha o PS – “se pretende de convívio e trabalho, incluindo um pequeno auditório de 50 lugares sentados, zonas de trabalho e de exposição, e para a qual todos estão convidados.”













