Colóquio em SetúbalComportamentos de Risco na Adolescência
O colóquio continua amanhã, dia 23 de Junho,durante todo o dia, na ESCE/IPS, com novos painéis subordinados a esta temática.

Por Jornal Rostos
“Conhecer a realidade local, de forma a se investir na prevenção de comportamentos de risco”, foi uma das necessidades levantadas pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que iniciou a sessão de abertura, realizada, hoje de manhã, no auditório da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal (ESCE/IPS).
O município de Setúbal, reconhecendo o impacte que determinados comportamentos, como a violência e o consumo de substâncias ilícitas, assumem nos adolescentes, nas famílias e na comunidade em geral, tem procurado adoptar estratégias de intervenção em conjunto com outras entidades do Concelho. Neste sentido, a edil setubalense, que reforçou a noção de que “a adolescência é uma fase complexa no desenvolvimento humano”, salientou também “o papel importante que as autarquias, pela sua proximidade com as comunidades, podem desempenhar” no diagnóstico e, sobretudo, na intervenção em situações de risco.
Já José Carlos Sousa, coordenador da Equipa de Apoio às Escolas da Península de Setúbal Sul, que defendeu, igualmente, uma maior articulação entre as diversas entidades, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Setúbal “na promoção de actividades de enriquecimento escolar”, nomeadamente através de cursos de alfabetização.
“As acções têm se ser conjugadas em uníssono”, frisou o coordenador, ressaltando também que é imperativo que se passe “rapidamente da fase de diagnóstico para as intervenções em concreto”, melhorando as respostas perante as situações identificadas.
“Quanto mais cedo forem detectados os problemas, melhor as respostas podem ser dadas”, sublinhou José Carlos Sousa, a propósito da optimização das soluções a serem apresentadas.
A optimização das soluções dadas pelas diferentes entidades envolvidas no combate aos comportamentos de risco na adolescência foi também defendida por João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT). Nesse sentido, sublinhou, é necessário “conhecer as necessidades das populações e os recursos existentes, para depois alocar as respostas”.
Sobre os problemas das drogas na adolescência, o presidente do IDT salientou que apesar de, “pela primeira vez, existir uma perspectiva de diminuição de consumo de substâncias ilícitas entre os jovens no grupo etário entre os 15 e 19 anos”, continua a ser importante um forte investimento na sensibilização para prevenir estes comportamentos.
Já Fátima Lopes, directora do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Setúbal, que também defendeu a importância do trabalho conjunto entre instituições, considera que esta “é uma problemática que deverá ser sempre abordada”, frisando que “os comportamentos de risco são um sintoma de mal-estar de um jovem”.
“A fragmentação das respostas, não aproveitando os recursos existentes”, foi o problema basilar identificado por Fátima Lopes a propósito do actual dispositivo, considerando que a mudança desta atitude “é o principal desafio que se avizinha”.
Promover a abordagem e reflexão dos comportamentos de risco na adolescência, nas várias dimensões e em particular na conduta violenta no meio escolar, nos consumos de substâncias psicoactivas e nos comportamentos sexuais são objectivos do encontro.
Foto CMS













