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Bastidores

Bloco de Esquerda - BarreiroDefesa intransigente das vertentes rodoferroviárias para a TTT

A concelhia do Barreiro do Bloco de Esquerda refere que a terceira travessia do Tejo – “deve ser rodoferroviária de modo a melhorar as acessibilidades ao Barreiro, que apesar de ser o Centro geográfico da área metropolitana de Lisboa se encontra como o mais periférico concelho no que diz respeito às distâncias a percorrer.”

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Bloco de Esquerda - Barreiro Defesa intransigente das vertentes rodoferroviárias para a TTT

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral, enviado para a nossa redacção, pela da Concelhia do Barreiro do Bloco de Esquerda:

A concelhia do Barreiro do BE tem verificado que a propósito de uma diferença de discurso entre o BE concelhio e a recomendação que os deputados do BE apresentaram na Assembleia da República, o PS e algumas pessoas deste Partido têm, localmente, feito a tentativa de encontrar argumentos para combater as nossas posições políticas que, têm vindo a ameaçar, isso sim, as incongruências políticas do Partido Socialista.

Para que terminem de vez quaisquer interpretações que não correspondam às posições do Bloco de Esquerda enquanto Partido de âmbito nacional, e enquanto estrutura local do Barreiro, vimos esclarecer os seguintes pontos:

1. Quer o BE a nível central quer as candidaturas de Barreiro e Lisboa são favoráveis à construção de uma terceira travessia do Tejo e o local mais indicado, para o actual momento de decisão, é o eixo Barreiro-Chelas.

2. Essa travessia deve ser rodoferroviária de modo a melhorar as acessibilidades ao Barreiro, que apesar de ser o Centro geográfico da área metropolitana de Lisboa se encontra como o mais periférico concelho no que diz respeito às distâncias a percorrer.

3. Lisboa é a segunda capital mais poluída da Europa e, em consequência terão de ser tomadas medidas pela Câmara da capital, no sentido de reduzir a circulação no seu interior. Por isso, a candidatura do BE à Câmara de Lisboa tem propostas no sentido de favorecer os transportes públicos e desincentivar o uso de carros privados no interior da cidade.

4. A construção da terceira travessia não tem significado face ao grave problema da circulação no interior de Lisboa, pois, as previsões são que apenas aumente menos de 1% o número de veículos a circular na capital.

5. A construção simultânea dos dois modos não implica o início simultâneo do atravessamento pelos comboios e automóveis – como é salientado no estudo do LNEC - pelo que o desfasamento proposto se pode considerar uma alternativa positiva para ganhar os cidadãos para o transporte público, estratégia de transportes que o Bloco vem defendendo desde sempre.

No entanto, para que não fiquem dúvidas a candidatura do Barreiro põe a sua preocupação fundamental nas acessibilidades da nossa cidade, que se encontra sem articulação adequada entre os vários modos de transporte e, sem as adequadas continuidades, dentro do mesmo modo. Daí a defesa intransigente das vertentes rodoferroviárias para a TTT.

A moção da Assembleia de Militantes do PS do Barreiro não pode retirar destas posições qualquer “demagogia inconsequente” pois não existe nenhum documento do BE que defenda apenas a vertente ferroviária, como referem na moção. O que preocupa o Partido Socialista é a falta de respostas do seu governo aos reais problemas do país e tenta turvar as águas para ver “se pesca alguma coisa”. Aliás o que preocupa o Partido Socialista é o BE não agir de “maneira irresponsável e leviana”, como referem na moção mas, antes pelo contrário, assumir-se cada vez mais pela alternativa de proposta, quer seja a nível nacional ou local.

Barreiro, 22 de Junho de 2009
A Concelhia do Barreiro do Bloco de Esquerda

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