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Bastidores

João Soeiro, candidato à Presidência da Junta de Freguesia da MoitaDefendeu a elevação da Vila da Moita à categoria de Cidade

"Estamos saturados, fartos e cansados, de ouvir sempre como desculpa a responsabilização do governo central para o que de mal se passa na nossa terra, porque para a moita o governo central é o mesmo que para o restante País e a realidade mostra que os meninos do clube de Futebol da nossa terra não têm ao seu dispor condições equiparadas às que estão disponíveis para os meninos das outras sedes de concelho, e até de qualquer aldeia de Portugal, muitas delas governadas pela mesma cor politica." - sublinhou João Soeiro, na apresentação da sua candidatura à presidência da junta de Freguesia da Moita.

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João Soeiro, candidato à Presidência da Junta de Freguesia da Moita Defendeu a elevação da Vila da Moita à categoria de Cidade

Por Jornal Rostos

Texto integral da intervenção de João Soeiro, na apresentação da sua candidatura à Presidência da Junta de Freguesia da Moita, nas eleições autárquicas de 2009.

Apresentação dos Candidatos à Junta de Freguesia da Moita
JOÃO SOEIRO

Estimados amigos e companheiros, nasci na nossa querida Moita há 49 anos e tenho como primeiro e último nome João Soeiro, o mesmo do valente forcado Moitense, que sendo irmão do meu avô paterno, viveu muitos e intensos momentos de glória nesta Praça de Touros Daniel do Nascimento.
Tenho muito orgulho em ter sido convidado pelo Partido Socialista a candidato ao cargo de Presidente da Junta de Freguesia da nossa terra, o que decidi aceitar POR AMOR À MOITA, slogan da nossa campanha.
Até ao momento dediquei 26 anos da minha vida ao movimento associativo da Moita, distribuídos pelo Centro Náutico Moitense, Bombeiros Voluntários da Moita e União Futebol Clube Moitense e muitos mais anos ainda espero dedicar, no entanto encontrei nesta candidatura uma forma de estender a toda a população, o empenho que sempre manifestei nas questões relacionadas com a nossa terra. Não me interesso pelo que é fácil obter, aliás, sempre fui motivado por conquistas difíceis e de preferência em condições adversas.
Esta forma de estar motiva-me ainda mais, para travar esta batalha que assenta na exigência pelo respeito que as nossas gentes merecem, pelo respeito do qual a nossa terra é digna.
Entre as mais variadíssimas questões, permitam-me destacar algumas que considero de grande importância para a qualidade de vida da nossa população. Ao longo de décadas habituámo-nos a apreciar o potencial artístico de alguns nossos conterrâneos em espectáculos que tinham lugar nas colectividades, protagonizados por homens e mulheres 100% amadores. Hoje os tempos são outros e os melhores espectáculos organizados pelo poder local têm lugar sempre no mesmo palco e fora da Moita. Dado que os mesmos são pagos também com o dinheiro dos contribuintes Moitenses, deve-se proceder à sua descentralização de modo a que tenham também lugar em palcos da nossa Freguesia, sem esquecer que cabe às autarquias a revitalização do movimento associativo para que os movimentos amadores voltem a ter a expressão de antigamente. É mais barato, ocupa e desenvolve novos e velhos.

No plano ambiental, milhares de pessoas testemunham diariamente que é urgente uma intervenção na vala real de modo a pôr fim, de uma vez por todas, à situação que passa por um enorme ninho de ratos, ambiente próprio para a reprodução de mosquitos, cheiros nauseabundos, um autêntico foco de doenças, um atentado à saúde pública numa das zonas mais movimentadas da nossa Freguesia.
Devem ser envidados todos os esforços possíveis os quais visem uma rápida solução para este problema. Problema idêntico passa-se no Parque Municipal, onde o denominado lago não passa de um verdadeiro charco, sem qualquer tipo de protecção, colocando em perigo eminente as vidas de crianças que porventura lá possa cair. E neste âmbito há que referir o facto do saneamento básico ainda não chegar a todos os pontos da nossa Freguesia e da caldeira estar atulhada em lama e ser o espelho da nossa vergonha.
Quem costuma estar atento à elevação de vilas Portuguesas à condição de cidades, verifica muitas das vezes com extrema facilidade que algumas dessas vilas estão muito aquém da nossa em termos de requisitos mínimos para o efeito.
Pessoalmente não vejo razões, as quais possam impedir a Moita de ascender a tão prestigiante estatuto. Sendo uma matéria que não influencia directamente a vida dos cidadãos, estou no entanto crente que não deixa por isso de ser uma questão a ter em conta por quem ama a Moita no seu todo e não apenas numa parte. Uma cidade é uma cidade, uma vila é uma vila, e de certo que o prestigio adquirido tomaria os Moitenses plenos de orgulho.

A sociedade contemporânea é fértil em perigos que afectam a juventude e não só, os quais se relacionam directamente com o consumo de álcool e drogas. É do conhecimento geral os elevadíssimos custos utilizados na recuperação dos cidadãos, que entram por esses caminhos, para além, dos inimagináveis problemas familiares que os mesmos causam. A prática desportiva contínua funciona como a melhor prevenção para combater esse flagelo. Conhecedores dessa realidade, governantes do poder local de outros concelhos muitas vezes a custas próprias, outras vezes em parceria com o poder central, fizeram com que houvesse uma enorme proliferação de modernos equipamentos desportivos após o 25 de Abril de 1964, porque com a revolução dos cravos o País saiu da escuridão, saiu do obscurantismo e desenvolveu-se.
Por incrível que pareça, nesta matéria não só o 25 de Abril não chegou à Moita, mas pior que isso, somos a única vila não apenas de Portugal mas certamente de todo o Mundo civilizado a ficar mais pobre em termos desses equipamentos do que antes da revolução, ou seja, em 1973 havia na Moita um Pavilhão Desportivo e uma Mini Piscina, e hoje passados quase 40 anos de poder local sempre na mesma cor, existe apenas o Pavilhão construído, repito, pelo poder anterior ao 25 de Abril, porque a Piscina foi transformada numa coisa qualquer que até tem um nome bonito mas não nos serve para nada.

Poucos foram os que questionaram essa infeliz decisão, eu fui um dos que questionei. Mentiram publicamente quando disseram que aquele equipamento encerrara para obras. Tendo aprendido a nadar no nosso cais, estriei essa Piscina em 1973, foi nela que os meus filhos aprenderam a nadar, tendo feito regularmente natação até ao seu encerramento. Com a colocação de um OUTDOR com uma bonita foto de uma Piscina, junto a uma rotunda da nossa terra, e a pouco dias das autárquicas de há 4 anos, pergunta-se qual o atestado de estupidez que vai ser passado este ano aos Moitenses?
Temos um Parque Municipal construído nos anos 60 e dois cortes de Ténis abandonados sem qualquer manutenção ou limpeza, os quais ainda assim são frequentados por inúmeros amantes da modalidade. Qualquer pocilga seria por certo encerrada se manifestasse as mesmas condições de higiene e limpeza que os cortes de Ténis Municipais da Moita. Os praticantes da modalidade da nossa terra devem insurgir-se contra esta autêntica vergonha e descriminação de que são vítimas em relação aos das outras freguesias em que este tipo de equipamentos existe de acordo com as condições normais, legais para sua utilização e prática da modalidade.

Na Moita existe um clube de Futebol quase Centenário ao qual não foi apenas prometido, mas garantido também, próximo a eleições autárquicas novas instalações em que um dos campos seria relvado. Em 1997 a localização era ao lado da caldeira, em 2001 transferiu-se para o Juncalinho, o tal Complexo Desportivo do Juncalinho, ainda se lembram? Ao fim de 10 anos o clube da nossa terra saiu humilhado, foi alvo de chacota, e o seu bom nome usado e abusado para fins eleitorais.
Caiu a promessa, caiu a garantia, sobrando o inevitável prejuízo para o clube que perdeu os anos mais favoráveis para a apresentação de candidaturas a financiamentos junto do governo central. Quem paga o prejuízo face à consequência de tudo isto a qual se traduz na inexistência de um campo de Futebol relvado numa terra que tem um clube quase Centenário com mais de 200 praticantes? Estamos saturados, fartos e cansados, de ouvir sempre como desculpa a responsabilização do governo central para o que de mal se passa na nossa terra, porque para a moita o governo central é o mesmo que para o restante País e a realidade mostra que os meninos do clube de Futebol da nossa terra não têm ao seu dispor condições equiparadas às que estão disponíveis para os meninos das outras sedes de concelho, e até de qualquer aldeia de Portugal, muitas delas governadas pela mesma cor politica.
Os autarcas do Partido Socialista à frente da Junta de Freguesia, irão reivindicar condições dignas para a prática do desporto na Moita, dado que em termos de equipamentos desportivos encontramo-nos em relação ao resto do País numa condição de vergonhosamente sós.
Nos dias de hoje é incompreensível a ausência de uma política desportiva séria, mas o não aproveitamento da disponibilidade dos que restam a trabalhar no movimento associativo de modo empenhado e competente, misturando tudo no mesmo saco como se da mesma farinha se trata-se, é algo que justifica um outro adjectivo. Sempre fui, sou e continuarei a ser um homem ligado ao fenómeno desportivo, o que me permite afirmar com toda a convicção que se tivesse alguma responsabilidade, no atraso de que a Moita é vítima nesta matéria, sentia-me envergonhado e incompetente.
As Juntas de Freguesia não têm poderes, dinheiros e competências para certas e determinadas decisões, no entanto podem e devem exigir a quem de direito que cumpra as promessas, que honre as garantias e os compromissos assumidos com instituições em particular e cidadãos, em geral. O Partido Socialista tem para a Junta de Freguesia da Moita uma equipa recheada de valores e vontade para dar voz à Moita sede de Concelho, não basta sermos bons rapazes, temos que ser capazes de bater o pé, experientes no movimento associativo, desinibidos, pró-activos, ambiciosos, reivindicativos, exigentes na defesa dos legítimos direitos e interesses da nossa terra e população.
Não basta dizer que se faz tudo pela nossa terra, é preciso fazer mesmo tudo o que está ao nosso alcance não temendo denunciar todos os dias o que está errado esteja quem estiver à frente da Câmara. A Moita não pode perder esta oportunidade de dar a vitória aos candidatos do Partido Socialista sobe pena de se atrasar ainda mais em relação a qualquer aldeia do nosso País.
O Partido Socialista a governar a Junta de Freguesia da Moita será líder de um movimento de grande unidade Moitense até hoje nunca visto, na exigência do respeito que à nossa terra é sistematicamente negado, respeitará e dignificará as tradições e a nossa história. Os homens e mulheres do Partido Socialista são na Moita a voz que denuncia o que há muito devia-mos ter e não temos, o que devia ser feito e não é, mas POR AMOR À MOITA, SIM, NÓS VAMOS FAZER.
A história faz-se de exemplos de coragem. Devemos honrar e seguir o exemplo dos melhores homens e mulheres que a nossa terra ao longo dos séculos viu nascer, dos que mais e melhor a amaram, dos que mais e melhor a defenderam, dos que mais e melhor a serviram.
Por tudo isto é imprescindível a vitória do Partido Socialista nas Juntas de Freguesia e Câmara Municipal a 11 de Outubro, porque são os autarcas do PS os que mais amam, defendem e servem a Moita, os únicos capazes de transformar finalmente a nossa terra, numa Moita próspera e feliz.

Por tudo isto dizemos, POR AMOR À MOITA, SIM, NÓS VAMOS FAZER.

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