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Bastidores

Marília Gonçalves, candidata à Presidência da Junta de Freguesia da Moita«A minha própria casa na freguesia da Moita… não tem ligação à rede de saneamento básico»

“O flagelo do desemprego que aos poucos nos vai afectando, a necessidade de falar e ser ouvido, partilhar experiencias, traçar novos rumos, construir opiniões bem fundamentadas e adquirir novas competências, merecem a nossa atenção.
Há que traçar novos rumos também a outros níveis, e inverter o fatalismo da diminuta (ou não suficiente) oferta de emprego no nosso Concelho” - sublinhou Marília Gonçalves, na apresentação da sua candidatura à presidência da junta de Freguesia da Moita.

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Marília Gonçalves, candidata à Presidência da Junta de Freguesia da Moita «A minha própria casa na freguesia da Moita… não tem ligação à rede de saneamento básico»

Por Jornal Rostos

Texto integral da intervenção de Marília Gonçalves, na apresentação da sua candidatura à Presidência da Junta de Freguesia da Moita, nas eleições autárquicas de 2009.

Discurso de Marília Gonçalves
Candidata Independente nas listas do PSD a Presidente da Junta de Freguesia da Moita
24 de Julho 2009

Boa tarde a todos.

Gostava de agradecer a presença e o apoio do Dr. Pedro Passos Coelho (especialmente hoje, sendo o dia do seu aniversário), do nosso futuro Presidente da Câmara Municipal da Moita, Luís Nascimento, e de todos os meus colegas (o trabalho que nos espera é árduo, algo delicado e extenuante mas vereis que muito reconfortante).
Agradeço também a presença de todos vós.
Alguns de vós conhecem-me através da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento Vertical de Escolas D. Pedro II na Moita, com a qual colaboro desde 2002 e sou presidente faz já 3 anos.
Esta colaboração deu-me uma ideia muito clara das necessidades, desejos e dificuldades experimentadas por alunos, encarregados de educação e professores.
Muito já foi feito. Mais continuará a ser feito num esforço conjunto entre a associação, alunos, pais, professores e instituições (Direcção Regional Educação de Lisboa e Vale do Tejo, Conselho Municipal de Educação da Moita, Câmara Municipal da Moita, Junta de Freguesia da Moita).

Como disse, ainda há muito por fazer, desde as pequenas coisas, básicas mas inexistentes às grandes e ambiciosas.
 Por exemplo, á entrada do sec. XXI, escolas existem na nossa freguesia, onde não há equipamentos básicos e onde os alunos têm como único elemento de brincadeira a terra do chão e pouco mais.

 Na saúde: a acção formativa e a construção de uma primeira linha de defesa nas nossas escolas nunca foi tão urgente. Pouco está construído e o tempo urge.

 A busca da excelência no nosso ensino, assistência e formação conjunta dos nossos alunos/filhos é algo que devemos também procurar

A minha acção na Junta de Freguesia estende-se, como é evidente, para além das escolas.

Uma geografia próxima é a família. Vivemos tempos conturbados onde cada vez mais as preocupações sociais, a inter-ajuda e a colaboração de muitos fazem-nos a todos mais fortes e melhores preparados para as adversidades.
A falta de tempo de qualidade, a falta de tempo apenas... e a delegação nas instituições das actividades que tradicionalmente recaíam sobre as famílias é algo que nos preocupa a todos.

O flagelo do desemprego que aos poucos nos vai afectando, a necessidade de falar e ser ouvido, partilhar experiencias, traçar novos rumos, construir opiniões bem fundamentadas e adquirir novas competências, merecem a nossa atenção.

Há que traçar novos rumos também a outros níveis, e inverter o fatalismo da diminuta (ou não suficiente) oferta de emprego no nosso Concelho!

As mulheres ... não podia deixar de falar sobre elas!
Força da natureza, gente de fibra, quantas vezes sub avaliadas e mal amadas, pilares sólidos, pedras basilares.
As nossas avós, gente de trabalho e sacrifício. Alicerces de nós.
Merecem apreço, respeito e cuidado. Aqui, há trabalho a fazer.
As mães que o são e as que o virão a ser.
As que se debatem entre o emprego e a família.
As que fazem fintas às adversidades e assumem o papel de âncora aquando das tempestades que as assolam.
Todas nós compreendemos.
Aqui, sabe-se ouvir!

Aos jovens, a quem o meu querido colega (João Saramago Tavares) falou.
Faço minhas as suas palavras!
Podem contar connosco!
Eu conto com vocês!

Aos nossos idosos ...
Vivi 6 anos na Holanda! Lá os idosos não têm vergonha de ser velhos.
Porque haveriam de ter? São estimados, acariciados e reconhecidos.
Um dia, também eu serei idosa e gostaria de ter mais do que o que vos é oferecido. Mais assistência na saúde, mais solidariedade e apoio merecido, mais actividades e lazer, menos preocupações convosco e com os vossos.
Quero começar hoje os alicerces do que virei a ter. Rapidamente para que possais beneficiar o quanto antes.
Gente de fibras!
Vós sois os nossos alicerces!

O ambiente!
Aqui também há trabalho.
Na educação e formação cívica.
Nas velhas questões que todos conhecemos. E nas novas soluções.
Dou-vos como exemplo a minha própria casa, situada na freguesia da Moita, que faz parte da área da grande Lisboa… não tem ligação à rede de saneamento básico.
Ela como tantas outras! Custa a crer!
E vivemos nós em pleno sec. XXI numa área metropolitana de uma capital da Europa!

O património.
A manutenção dos equipamentos existentes.
A manutenção do legado que outros antes de nós construíram.
O esforço de reconversão de edifícios devolutos em equipamentos sociais.
A defesa das tradições e o ensino da história das mesmas.

(colectividades)
Na nossa freguesia existem vários clubes e colectividades que por razões várias têm vindo a assumir um papel preponderante e próximo das populações colmatando deficiências no apoio municipal.
A nossa população precisa dessas colectividades e clubes.
Como tal, é justo que o poder local olhe para elas com mais carinho.

Estou aqui para trabalhar, mas também para exigir para a minha terra.
Não contem com facilitismos da minha parte.
Não é tempo para eles, não fazem sentido!
Concordarei com o que é lícito mas insurgir-me-ei fortemente contra o que não abona em favor da minha freguesia.

(Sr. futuro Presidente da CMM, prepare-se que vamos falar muitas vezes sobre estes assuntos e outros problemas que nos irão fazer ter acesas discussões )

Muito obrigada a todos.

24 de Julho de 2009
Marília Gonçalves

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