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SetúbalMário Cristóvão tomou posse como Governador Civil do Distrito de Setúbal

O novo Governador Civil do Distrito de Setúbal, Mário Cristóvão, tomou hoje posse numa cerimónia realizada no salão nobre do Ministério da Administração Interna.

Mário José Ribeiro Pinto Cristóvão ocupou, até ontem, o cargo de Adjunto do Gabinete da Governadora Civil do Distrito de Setúbal, Eurídice Pereira, função que desempenhou desde Novembro de 2007.

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Setúbal Mário Cristóvão tomou posse como Governador Civil do Distrito de Setúbal

Por Jornal Rostos

Foram, também, empossados, hoje, os novos Governadores Civis do Distrito de Aveiro, Braga, Faro e Viseu.
Durante a cerimónia, o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, ressalvou a importância da actividade dos Governadores Civis e a responsabilidade acrescida que têm no âmbito da Administração Interna.

“No âmbito especificamente do Ministério da Administração Interna, deixo público testemunho da importância da actividade dos Governadores Civis. Os Governadores Civis têm um papel geral de representação do Governo, mas têm funções de responsabilidade acrescida no domínio da Administração Interna. Em primeiro lugar, desde 2001, dirigem os Gabinetes Coordenadores de Segurança Distritais, um local, por excelência, para promover a coordenação da acção dos serviços das Forças de Segurança ao nível distrital. Em segundo lugar, no âmbito da Protecção Civil são autoridades distritais e têm desempenhado um papel notável, designadamente no combate aos fogos florestais. Em terceiro lugar, em matéria de segurança rodoviária, actualmente, coordenam conselhos coordenadores distritais que, também, promovem prevenção e a segurança rodoviárias e têm obtido assinaláveis êxitos nos últimos anos”, referiu.

Rui Pereira, manifestou, ainda, a sua confiança nos recém empossados Governadores Civis, ressalvando que as suas responsabilidades são “sempre as mesmas, e elevadíssimas, sejam exercidas durante um dia ou em quatro anos”. Nesse sentido, disse, “o Governo e o Ministro da Administração Interna confiam plenamente em vós para exercerem as funções de responsabilidade que lhes foram confiadas. Estou certo que as desempenharão com elevada competência e dedicação”.
O Ministro da Administração Interna deixou, ainda, uma palavra de apresso aos Governadores Civis cessantes, pelo trabalho realizado enquanto representantes do Governo junto dos Distritos, funcionando “como provedores das populações”. Todos os Governadores Civis “exerceram as suas funções com notável dedicação e competência”, afiançou.
Rui Pereira referiu-se, por último, à revisão do papel dos Governadores Civis, prevista pela Constituição, ressalvando, contudo, não tratar-se de uma abolição da função, até porque é um cargo fundamental para o Estado de Direito democrático.
"A Constituição assinala uma necessidade rever esse papel e, até, o fim dos Governadores Civis com a regionalização, mas não é menos verdade que, quando a regionalização chegar, e espero que chegue, o papel dos Governadores será revisto, certamente, no sentido da criação de um órgão necessário, que será o de delegados ou representantes da República nas próprias regiões. Ou seja, tratar-se-á de uma revisão e não de uma extinção do cargo, em sentido próprio, porque as funções desempenhadas pelos governadores civis são funções, absolutamente, indispensáveis para o Estado de Direito democrático", disse.

Biografia do Governador Civil do Distrito de Setúbal, Mário Cristóvão

Mário José Ribeiro Pinto Cristóvão iniciou hoje funções de Governador Civil do Distrito de Setúbal.
Nasceu a 12 de Fevereiro de 1959, em Alcobaça, Distrito de Leiria, tendo frequentado o 5.º ano do Curso Superior de Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho, do Instituto Superior de Línguas e Administração, em Lisboa.
Exerceu, até ontem, o cargo de Adjunto do Gabinete da Governadora Civil do Distrito de Setúbal, função que ocupou desde Novembro de 2007.
Foi, de Março de 2003 a Maio de 2007, Adjunto do Gabinete do Secretário de Estado da Administração Interna, tendo sido responsável pela comunicação com o exterior e com os cidadãos, pelo acompanhamento dos indicadores da sinistralidade rodoviária, e pela ligação com os Governos Civis na avaliação dos prejuízos causados por situações de catástrofe tais como Incêndios Florestais e Cheias. No âmbito da sua função, integrou a Delegação Nacional que participou, em Verona, Itália, na reunião anual sobre segurança rodoviária e integrou, em representação do Ministério da Administração Interna, a Comissão para as Alterações Climáticas, a funcionar junto do Ministério do Ambiente.

De Abril de 2002 a 2007 foi Director Delegado da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) e, de Abril de 2002 a 2007, gerente da Servirádio, empresa de serviços de consultoria em radiodifusão.
De Dezembro de 1995 a Março de 2002 foi Adjunto do Gabinete do Secretário de Estado da Comunicação Social (SECS). Foi, ainda, Membro do Conselho Consultivo do ICP/ANACOM, em representação do SECS e participou, em 2001, como observador na Assembleia Geral do World DAB Fórum, em Roma.
Foi Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Radiodifusão de Dezembro de 1993 a Dezembro de 1995.
Como autarca, foi membro da Assembleia Municipal de Setúbal de 1985 a 1989 e membro da Assembleia de Freguesia de S. Sebastião Setúbal de 1982 a 1985.

De Novembro de 1974 a 1977 e de 1978 a 1988 foi membro da Comissão Nacional da Juventude Socialista (JS). Foi, também, durante o período de Novembro de 1974 a 1977 membro da Comissão Nacional do Partido Socialista, em representação da JS, e de 1984 a 1986, membro do Secretariado Nacional da Juventude Socialista.
Integrou, ainda, de 1986 a 1988, a Comissão Política Nacional do Partido Socialista, período em que foi, também, Presidente da Comissão Nacional da Juventude Socialista de 1986 a 1988.

Entre 1984 a 1986 exerceu o cargo de Presidente da Federação Distrital de Setúbal da Juventude Socialista.
Em 1986 foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Línguas e Administração de Lisboa.
Fundou, em 1988, a Cooperativa “Rádio Voz de Setúbal” e em 1987 o Centro de Estudos e Reflexão sobre Novas Ideias (CERNI), entidade na qual exerceu, também, funções de dirigente.
Foi responsável, em 1997, pela área de jornalismo da Casa de Cultura da Juventude de Setúbal e Director da Revista “Momento”, revista mensal sobre a juventude do Distrito de Setúbal.

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