Partido Socialista - Moita“Há uma “ponte” entre a Moita e a Baixa da Banheira que passa sobre Alhos Vedros”
António Duro, candidato a presidente da Câmara Municipal da Moita, sublinhou que um dos seus projectos será trabalhar pela criação em Alhos Vedros, de uma “Casa Museu das Nossas Memórias”, onde se possam guardar e concentrar todo o registo histórico muito diversificado e riquíssimo deste concelho.
Referiu que a câmara requalificou o Moinho de Maré no cais de Alhos Vedros mas que nada mais ali fez, cais que é um esgoto a céu aberto e que tem um cheiro nauseabundo quando a maré está vazia.

Por Jornal Rostos
No restaurante “Os Arcos” o Partido Socialista promoveu a apresentação dos candidatos à Assembleia de Freguesia de Alhos Vedros.
“Numa sala que se revelou pequena para tanto entusiasmo, 82 pessoas que apinharam por completo o restaurante, assistiram e vibraram com este evento” – sublinham.
Vítor Cabral, presidente da comissão política concelhia, vereador e recandidato em nº 2 na lista à câmara, natural da freguesia, conhecido como grande animador de eventos culturais de destaque que têm ajudado a elevar o nome de Alhos Vedros, na sua intervenção salientou “o apoio crescente que se tem sentido no apoio aos eventos e ao projecto que este movimento cívico, transversal ao partido socialista, onde pontificam uma maioria de independentes desejosos de mudança neste concelho”
“Este projecto não é contra ninguém, não é um projecto pela negativa, mas sim um projecto em prol da nossa terra, um projecto de mudança, de progresso e futuro.” – referiu Vítor Cabral.
As melhores soluções para os problemas de que sofre a nossa terra
José Moura, o candidato a presidente da Junta de alhos Vedros, 44 anos, preparador de trabalho, nascido e criado em Alhos Vedros, membro actual da assembleia de freguesia, referiu que o programa de acção – “é reivindicativo dos poderes municipais e centrais”
“Este é um projecto colectivo, não individual, nenhum de nós por si só pense que esta é responsabilidade de apenas um ou alguns, este trabalho é de todos.
Nele estão pessoas de livre e enorme vontade, pessoas com diversas sensibilidades, independentes ou filiadas (maioritariamente independentes) conterrâneos desta Nossa freguesia, democratas, gente de valor, de trabalho e de rigor, que honram com o seu empenho e cidadania, a candidatura do Partido Socialista a Alhos Vedros. Esta é a nossa terra e não existe fundamento para que permaneçamos à margem das decisões que a transformam e por isso mesmo influenciam a nossa qualidade de vida. As nossas legitimas preocupações levam-nos a pensar seriamente nas melhores soluções para os problemas de que sofre a terra.” – sublinhou o candidato do PS à presidência da Junta de Freguesia de Alhos Vedros.
Mudar e fazer melhor é tarefa árdua
“Mudar e fazer melhor é tarefa árdua, exige vontade, ideias e persistência. Mas de igual modo exige Respeito por todos aqueles que desejem contribuir para dignificar Alhos Vedros e trazer qualidade à nossa população
O futuro é hoje e terá que ser construído com todos, com os que pensam igual e com os que pensam diferente, numa matriz da esquerda democrática moderna e participativa
Cabe-nos pois, a nós todos, decidir o nosso futuro, participando, nas colectividades, no associativismo, no nosso bairro, na nossa rua, nas empresas, nos sindicatos, e agindo de acordo com as nossos valores democráticos, à participação, ao exercício da cidadania, e a escolher votando no Partido Socialista, aquele que melhor pode representar a nossa terra, e que, acredito, nesta eleição autárquica, a equipa que somos todos nós” – referiu José Moura.
Propagandas sem vergonha
Manuel Borges, candidato a presidente da Assembleia Municipal salientou um conjunto de acções que classificou de “propagandas sem vergonha” que a câmara municipal tem vindo a fazer, disse “há falta de obras de vulto”.
No decorrer da sua intervenção, mostrou aos presentes o Boletim Municipal onde a câmara tem como tema de capa o prémio de Cidades de Excelência, afirmando que – “aquilo não foi mais do que um manual feito por 1 técnico da câmara em parceria com outras câmaras nacionais e estrangeiras”.
Por outro lado, referiu que no boletim a câmara apresenta as novas estações de caminhos de ferro e as passagens desniveladas como se fossem obras suas.
Manuel Borges divulgou um relatório de 2003/2004 da divisão de cultura e desporto da Câmara Municipal da Moita onde é salientado que o concelho da Moita enfermava por falta de equipamentos desportivos e perguntou - “Será que desde aí até hoje evoluiu alguma coisa? Há algum equipamento desportivo mais que tenha nascido depois dali? Passados todos estes anos, e sendo a própria câmara de gestão PCP/CDU a assumir a falta deste equipamentos, o que fez a mesma para inverter isso?”.
Alhos Vedros é “uma terra mártir” das políticas seguidas
António Duro, candidato a presidente da câmara, sublinhou as suas relações sentimentais e afectivas com a freguesia de Alhos Vedros, onde, recordou veio muito novo para a escola primária, cresceu e onde viveu até casar e onde ainda hoje vivem os seus pais, presentes na sala.
O candidato do Partido Socialista, considerou que Alhos Vedros é “uma terra mártir” das políticas seguidas, sempre esquecida e lembrou por graça, sobre os sentimentos que possuem sobre tal realidade os Alhos Vedrenses que dizem : “Há uma “ponte” entre a Moita e a Baixa da Banheira que passa sobre Alhos Vedros.”
António Duro, enalteceu a vida cultural ímpar que existe em Alhos Vedros, no notável trabalho desenvolvido por alguns dedicados intelectuais ligados à cultura e investigação histórica e antropológica, numa terra com história como poucas.
O candidato do PS sublinhou o trabalho da CACAV, entre outros na sua Casa Amarela – Escola Aberta Agostinho da Silva, referindo as acções que esta associação Alhos Vedrense tem realizado na defesa da cultura e património histórico da vila.
Criação em Alhos Vedros de uma “Casa Museu das Nossas Memórias”
O candidato à presidência da Câmara Municipal da Moita, referiu o que considerou “a vergonhosa situação em que se encontra a zona histórico antiga da vila de Alhos Vedros, a cair, emparedada nas portas e janelas a tijolo e cimento, com os telhados caídos, no que considera ser uma agressão ambiental a que a câmara fecha os olhos e nada faz para tentar resolver o problema.”
Recordou que tal não existe só nesta freguesia, mas, também na Moita, na Baixa da Banheira, no Rosário e prometeu ser um dos seus projectos bandeira a Requalificação das Zonas Histórico Antigas e a potenciação e renascimento do comércio tradicional local.
Sublinhou a importância dos achados arqueológicos encontrados em Alhos Vedros e que ninguém sabe bem onde se encontram esses artefactos, luta que sabe a CACAV tem defendido em se concentrarem estes resultados de pesquisa histórica rica numa casa museu.
António Duro, sublinhou que um dos seus projectos será trabalhar pela criação em Alhos Vedros, de uma “Casa Museu das Nossas Memórias”, onde se possam guardar e concentrar todo o registo histórico muito diversificado e riquíssimo deste concelho.
Referiu que a câmara requalificou o Moinho de Maré no cais de Alhos Vedros mas que nada mais ali fez, cais que é um esgoto a céu aberto e que tem um cheiro nauseabundo quando a maré está vazia.
Câmara retirar o lodo e as lamas para as marinhas vizinhas
Sobre o rio e a defesa do património e ambiental sublinhou as obras que estão projectadas e aprovadas para o cais da Moita e zona ribeirinha até ao Rosário, e criticou o facto de a câmara ter decidido retirar o lodo e as lamas para as marinhas vizinhas, aterrando-as assim em vez de as defender como apregoa.
António Duro referiu que “algo vai muito mal quando a obra bandeira de um mandato era a demolição do dique, obra construída mal, pela câmara sem ouvir os homens que conhecem o rio, e que ali gastou cerca de 1 milhão de contos então, do dinheiro dos contribuintes sem que a ninguém sejam assacadas responsabilidades.”
O candidato do PS finalizou reafirmando que o projecto do PS “não é contra ninguém, contra pessoas, mas contra a estagnação, contra a falta de ideias, de projectos, de infra-estruturas necessárias que este concelho necessita, situação que é necessário inverter antes que seja tarde de mais. Temos vontade, garra, projectos e gente capaz de mudar a situação deste concelho e levá-lo no rumo do progresso, com futuro.”













