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Bastidores

Bloco de EsquerdaQuer regras claras para defender as populações e o ambiente dos concelhos do Arco Ribeirinho Sul
. Moita, Barreiro, Almada, Seixal e Alcochete

Ontem, numa viagem de barco, que partiu do Estaleiro Naval do Gaio, o Bloco de Esquerda apresentou uma declaração conjunta dos candidatos autárquicos aos seis Concelhos da zona ribeirinha do Tejo, sobre o processo de desenvolvimento da metade sul da Área Metropolitana de Lisboa numa “lógica de interligação orgânica e de revitalização, quer a nível de equipamentos, quer na vertente social e cultural”, evitando uma réplica da “experiência vinda do Parque das Nações”.

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Bloco de Esquerda Quer regras claras para defender as populações e o ambiente dos concelhos do Arco Ribeirinho Sul . Moita, Barreiro, Almada, Seixal e Alcochete

Por Jornal Rostos

Nesta visita ao estuário do Tejo, esteve também presente Francisco Louçã, líder nacional do BE, que frisou serem necessárias regras claras para proteger "uma paisagem que as pessoas possam viver com intensidade e com gosto", contra a "auto-estrada" da especulação imobiliária.
Esta iniciativa intermunicipal do Bloco de Esquerda teve como principal objectivo dar a conhecer a posição das candidaturas autárquicas de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo e Seixal, sobre a requalificação das áreas obsoletas existentes nas zonas de intervenção do Projecto do Arco Ribeirinho Sul.
Numa declaração apresentada pelo vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal da Moita, Joaquim Raminhos, os bloquistas reivindicam:

• A necessidade de “olhar” para o Arco Ribeirinho Sul como uma entidade territorial urbana que se deve desenvolver de forma articulada em todas as suas vertentes, ao contrário do que indicia o Plano Estratégico de promover três novos fragmentos de cidade (Margueira, Siderurgia e Quimiparque) para os colocar no mercado imobiliário, confinando o resto a ser paisagem;

• A instalação em todo o Arco Ribeirinho Sul de redes de infra-estruturas, equipamentos, pólos de investigação e desenvolvimento, bem como pólos de emprego, em vez de concentrar naquelas três áreas as ofertas de habitação, comércio e serviços que se julga que o mercado dinamizado pelo aeroporto poderá gerar e absorver;

• A necessidade de construir Cidade a partir da reabilitação das áreas centrais dos seis concelhos, e não abrir três novas frentes de urbanização em localizações privilegiadas do ponto de vista paisagístico e de facilidade de acesso a Lisboa;

• A participação das populações ao longo de todo o processo.

Francisco Louçã sustentou ainda que zonas como o Alentejo, como a península de Setúbal ou como a zona ribeirinha do Tejo "correm o risco de" cair na "especulação e na utilização destes terrenos para projectos imobiliários".
O compromisso dos candidatos autárquicos do Bloco, bem como dos deputados nacionais, é de proteger as populações, "em nome do que é de todos e todas", garantiu Francisco Louçã.

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