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Bastidores

Debate no Montijo promovido pelo PS SetúbalNovo Aeroporto “por módulos” hipoteca futuro da região

Os candidatos do Partido Socialista pelo Círculo Eleitoral de Setúbal debateram a importância do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, num almoço que teve lugar no Montijo e que contou com a presença de Paula Alves, militante do PS a exercer funções como Administradora da NAER - Novo Aeroporto SA .

A hipótese de construir o aeroporto “por módulos”, como tem sido defendido pelo PSD, foi rebatida ponto por ponto pela especialista, para quem «toda a cadeia de valor, desde operador ao passageiro, sofre com os custos acrescidos de tal solução».

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Debate no Montijo promovido pelo PS Setúbal Novo Aeroporto “por módulos” hipoteca futuro da região

Por Jornal Rostos

Para Paula Alves, está em causa um «modelo de desenvolvimento cujo alcance estratégico extravasa a região de Setúbal». Mas será a região de Setúbal a mais afectada se o projecto for abandonado, adiado ou atrasado. «A localização aqui é um factor de dinamização da actividade económica e um pólo gerador de emprego», salientou Paula Alves, concretizando que um aeroporto em funcionameno (retirando a fase da construção) gera cerca de mil empregos qualificados por cada milhão de passageiros. Actualmente, passam por Portugal cerca de 14 milhões de passageiros por ano, sendo o crescimento do tráfego aéreo, entre 2005 e 2008, da ordem dos 6,4% por ano.
A experiência de Paula Alves no sector aeroportuário permite-lhe ainda concluir que as quebras recentes no número de passageiros são meramente conjunturais. «Nunca houve uma crise em que o aeroporto não retomasse, depois, a sua actividade normal. Logo, não faz sentido abandonar o projecto com base nesse argumento», disse Paula Alves.

Se o calendário previsto for cumprido, a construção do novo aeroporto em Montijo / Alcochete deverá ter início no próximo ano, devendo entrar em exploração em 2017, com capacidade para 22 milhões de passageiros. «Neste tipo de projectos temos de ter uma concepção estratégica e uma visão de médio e longo prazo», salientou Paula Alves, lembrando a complementaridade do aeroporto com outros investimentos com forte impacto no distrito de Setúbal, como a Terceira Travessia do Tejo, a rede de Alta Velocidade ou a Plataforma Logística do Poceirão.

Manter a Portela em funcionamento e construir um aeroporto «pequeno e por módulos», na margem sul, contraria toda esta lógica de modelo de desenvlvimento para a região e para o país. «Obrigava a uma duplicação de equipamentos de handling, de segurança, de recursos humanos, etc., o que levaria à ineficiência e à perda de competitividade de Portugal face a outros aeroportos».
Além disso, mais de 25% do tráfego da TAP é de transferência para outros aeroportos, o que tornaria muito difícil a gestão da plataforma aeroportuária. «Imaginem um passageiro que sai na Portela e tem de apanhar o voo de ligação em Alcochete», exemplificou a administradora da NAER, para quem esse cenário só levaria à perda de tráfego do aeroporto nacional. «Todos os países com dimensões de tráfego semelhantes à nossa que ensaiaram a solução de dois aeroportos pequenos não têm tido bons resultados», garantiu.

Por outro lado, uma infraestrutura desta natureza só consegue atrair actividade económica se tiver dimensão e dinâmica. «Se a Portela se mantiver em actividade, dificilmente um aeroporto na margem sul conseguirá criar dinâmica empresarial e fixar empresas», considera Paula Alves.
No almoço/debate estiveram presentes o cabeça de lista, Vieira da Silva, vários candidatos do PS pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, bem como a presidente e candidata do PS à Câmara Municipal do Montijo, Maria Amélia Antunes.

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