XXI Assembleia da Paz do CPPC reuniu hoje em LisboaPela Paz e a Cooperação Contra a guerra e a NATO
Realizou-se hoje, na Casa do Alentejo, em Lisboa, a XXI Assembleia da Paz do Conselho Português para a Paz e Cooperação/CPPC, que contou com a participação de cerca de 120 activistas vindos de vários pontos do País.
Por Jornal Rostos
Na sequência de um vivo e animado debate, os activistas do CPPC definiram como principal prioridade a luta contra a NATO, criando condições que permitam, até ao final do próximo ano ou início de 2011, aquando da realização da cimeira dessa organização – que pretende em solo português aprovar o seu novo conceito estratégico – encontrar uma resposta forte do movimento da paz contra as suas pretensões. Este tema foi mesmo de uma moção específica, onde se afirma que «tendo como meta alcançar a liderança mundial e o domínio do planeta, a NATO assume-se como a mais séria ameaça à segurança e paz no mundo».
A moção afirma o compromisso do CPPC convocar, «desde já, todas as organizações e pessoas de boa-fé e amantes da paz, da amizade e da cooperação entre os povos, para conjunta e publicamente manifestarem o seu repúdio pelas intenções, a presença militar e a acção bélica protagonizadas pela NATO e afirmarem a necessidade urgente de um futuro de paz e harmonia entre os povos». O CPPC garante ainda que «mobilizará e articulará vontades, tomará posição e realizará iniciativas sobre as questões vitais da paz e da guerra, dos direitos humanos e da lei internacional que a presença e a doutrina da NATO colocam, como matérias de reflexão e acção conjunta dos cidadãos portugueses, dos povos e das organizações amantes da paz».
Ficou ainda expressa a convicção de que a realização da cimeira da NATO «não é bem-vinda em Portugal», país que tem como princípio constitucional «a dissolução dos blocos-político militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos».
A luta contra o militarismo, com com particular relevo para a militarização da União Europeia, e pela defesa do Direito Internacional foi igualmente definida como prioridade. Inserem-se neste ponto a «continuação das Campanhas por um Mundo Livre de Armas Nucleares e de Bases Militares Estrangeiras (destacando a Península Ibérica); a intervenção contra a corrida aos armamentos; contra a participação de tropas ou forças militarizadas portuguesas em agressões a outros povos e por uma política externa independente de Portugal».
A terceira prioridade aprovada foi a «solidariedade e cooperação com todos os povos do mundo, em particular com os povos do Próximo e Médio Oriente, da América Latina, das Caraíbas e de África. Apoiando a luta e a sua resistência contra a guerra e a ocupação, contra a ingerência estrangeira, a chantagem ou ameaça de intervenção militar. Apoiando a luta dos povos pelo direito ao exercício da autodeterminação, pela liberdade e justiça, e a soberania dos seus países».
A terminar a XXI Assembleia da Paz, foram eleitos os órgãos sociais do CPPC para os próximos dois anos. A Direcção Nacional, Mesa da Assembleia Geral e Comissão Fiscalizadora foram eleitas por clara maioria. O professor universitário Rui Namorado Rosa foi reconduzido no cargo de presidente da Direcção Nacional, tendo sido eleito para a presidência da Mesa da Assembleia-Geral o professor universitário António Avelãs Nunes. Integram ainda estes órgãos activistas de várias formações e origens, unidas pela mesma vontade inabalável de construir um mundo de paz em que as relações entre os povos sejam norteados pelos princípios da solidariedade e da cooperação.
Foi também reeleita a Presidência, que reúne destacadas personalidades de várias áreas da vida nacional.
A moção afirma o compromisso do CPPC convocar, «desde já, todas as organizações e pessoas de boa-fé e amantes da paz, da amizade e da cooperação entre os povos, para conjunta e publicamente manifestarem o seu repúdio pelas intenções, a presença militar e a acção bélica protagonizadas pela NATO e afirmarem a necessidade urgente de um futuro de paz e harmonia entre os povos». O CPPC garante ainda que «mobilizará e articulará vontades, tomará posição e realizará iniciativas sobre as questões vitais da paz e da guerra, dos direitos humanos e da lei internacional que a presença e a doutrina da NATO colocam, como matérias de reflexão e acção conjunta dos cidadãos portugueses, dos povos e das organizações amantes da paz».
Ficou ainda expressa a convicção de que a realização da cimeira da NATO «não é bem-vinda em Portugal», país que tem como princípio constitucional «a dissolução dos blocos-político militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos».
A luta contra o militarismo, com com particular relevo para a militarização da União Europeia, e pela defesa do Direito Internacional foi igualmente definida como prioridade. Inserem-se neste ponto a «continuação das Campanhas por um Mundo Livre de Armas Nucleares e de Bases Militares Estrangeiras (destacando a Península Ibérica); a intervenção contra a corrida aos armamentos; contra a participação de tropas ou forças militarizadas portuguesas em agressões a outros povos e por uma política externa independente de Portugal».
A terceira prioridade aprovada foi a «solidariedade e cooperação com todos os povos do mundo, em particular com os povos do Próximo e Médio Oriente, da América Latina, das Caraíbas e de África. Apoiando a luta e a sua resistência contra a guerra e a ocupação, contra a ingerência estrangeira, a chantagem ou ameaça de intervenção militar. Apoiando a luta dos povos pelo direito ao exercício da autodeterminação, pela liberdade e justiça, e a soberania dos seus países».
A terminar a XXI Assembleia da Paz, foram eleitos os órgãos sociais do CPPC para os próximos dois anos. A Direcção Nacional, Mesa da Assembleia Geral e Comissão Fiscalizadora foram eleitas por clara maioria. O professor universitário Rui Namorado Rosa foi reconduzido no cargo de presidente da Direcção Nacional, tendo sido eleito para a presidência da Mesa da Assembleia-Geral o professor universitário António Avelãs Nunes. Integram ainda estes órgãos activistas de várias formações e origens, unidas pela mesma vontade inabalável de construir um mundo de paz em que as relações entre os povos sejam norteados pelos princípios da solidariedade e da cooperação.
Foi também reeleita a Presidência, que reúne destacadas personalidades de várias áreas da vida nacional.













