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Bastidores

Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda da MoitaPCP tenta desresponsabilizar a autarquia da situação social que vive o Concelho

“Pode a concelhia do PCP fazer todas as leituras que quiser sobre as causas da situação em que se encontra o país (sendo que admitimos que a maioria delas são verdadeiras, nomeadamente as erradas medidas de carácter económico, a falta de cumprimento da Lei das Finanças locais por parte dos Governos do PS, PSD e CDS), o que não podemos aceitar é a tentativa de desresponsabilização da CDU pelo agravamento da situação de dormitório a que votou este concelho.” – refere um comunicado do Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda da Moita.

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Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda da Moita PCP tenta desresponsabilizar a autarquia da situação social que vive o Concelho

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral do comunicado do Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda da Moita:

O Bloco de Esquerda no Concelho da Moita não está surpreendido que por oposição o PCP apenas considere nesta autarquia as forças de esquerda. Isso é fruto das alianças feitas nas Juntas de Freguesia da Moita e de Alhos Vedros com o PSD. O que Bloco de Esquerda estranha é o nervosismo da Concelhia do PCP, concelhia que tem apadrinhado toda a política da gestão autárquica e também as alianças com o PSD no nosso concelho.
A verdade é que o PCP não desmente nada do que o BE divulgou, apenas contorna os dados.
O Bloco de Esquerda no Concelho da Moita condena, o facto de ser a Concelhia do PCP quem vem anunciar o chumbo do malfadado PDM e não o executivo da Câmara Municipal, o que só prova que é aquele organismo partidário quem dirige a autarquia. Estranhamos também as acusações de “manobra político-eleitoral ”, em período não eleitoral - tais acusações apenas vêm mostrar a desonestidade política com que são feitas.
Pode a concelhia do PCP fazer todas as leituras que quiser sobre as causas da situação em que se encontra o país (sendo que admitimos que a maioria delas são verdadeiras, nomeadamente as erradas medidas de carácter económico, a falta de cumprimento da Lei das Finanças locais por parte dos Governos do PS, PSD e CDS), o que não podemos aceitar é a tentativa de desresponsabilização da CDU pelo agravamento da situação de dormitório a que votou este concelho.

Quem é o culpado de a câmara municipal só em juros e amortizações pagar por ano cerca de 2 milhões de euros? A CDU é a principal responsável, porque gasta (e mal) acima das receitas, comprometendo o futuro deste Concelho para os próximos 10 a 15 anos, e também os Governos porque não cumprem com a Lei das Finanças Locais. Quem é o culpado dos milhares de euros lançados ao lixo no desassoreamento da Caldeira da Moita e agora orçamentarem de novo mais de 1 milhão?
Quem é o culpado de se continuar a apostar na política da construção quando existem mais de 3 mil casas vazias? Quem passa as licenças de habitabilidade que permitem continuarem a viver centenas de pessoas em habitações sem casas de banho?
A concelhia do PCP na sua nota emite um chuveirinho de acusações justas aos partidos do arco governamental, mas também é verdade que as poucas grandes obras realizadas pela CDU no Concelho não o foram com exclusiva participação financeira do Município, mas com verbas mistas de fundos europeus, governamentais e concelhios, como o permite a legislação.

A concelhia do PCP tenta desresponsabilizar a autarquia da situação social que vive o Concelho, mas omite que a autarquia ao atrasar meses e meses os pagamentos a pequenos industriais das mais variadas actividades, contribui para a impossibilidade de aumentos salariais e de outras regalias sociais dos trabalhadores de tais empresas e comércios.
É lamentável ver como a autarquia da Moita aplica as mais elevadas taxas de IMI (antiga contribuição autárquica) para particulares sem se preocupar se estão ou não empregados. Taxas de IMI que ao serem as máximas actualmente permitidas por Lei também afastam as indústrias do concelho, contribuindo assim para a manutenção do Desemprego,
Desemprego que segundo dados da União de Sindicatos de Setúbal era em Maio deste ano (não há dados actuais) de 4080 pessoas e daí para cá todos sabemos não tem parado de aumentar, sem que a autarquia tenha tomado qualquer medida de apoio social adicional.
È interessante verificar como a grande aposta camarária nas grandes superfícies, veio levar à falência, ou empurrou para perto dela o comércio de proximidade.

É lamentável que uma autarquia governada por um partido da esquerda, acuse as forças políticas da oposição, nomeadamente o BE da não aprovação do PDM, PDM que todos sabem apostar apenas na especulação imobiliária, e em famosos protocolos firmados entre a Câmara e os especuladores do costume, protocolos e acordos que estão tanto quanto continuamos a saber sob investigação da polícia judiciária.
Que fique claro que o BE, nunca votou contra qualquer proposta apresentada pela maioria CDU sem ter alternativas, mas tais alternativas sempre foram chumbadas pelas atitudes autistas da maioria, maioria que para se auto-proteger, não distribui pelouros pela oposição, mas reivindica-os onde está em minoria.
O Bloco de Esquerda tem um programa, tem ideias sobre as prioridades do Concelho e vai continuar a defender essas ideias e essa prioridades, nomeadamente os orçamentos participativos que envolvam os cidadãos nas discussões dos dinheiro públicos, no combate à especulação imobiliária, na aposta por uma cultura viva e não só a do espectáculo, pela criação de ecomuseus, do sal à cortiça, passando pela construção naval, numa carta verde para o Concelho e pela reabilitação urbana que acabe com os pátios, dando às pessoas que aí vivem condições dignas de habitabilidade.

5 de Dezembro de 2009
Núcleo concelhio do Bloco de Esquerda da Moita

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