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Bastidores

BARREIROJorge Espírito Santo, Presidente Colégio de Oncologia da Ordem Médicos
Discorda de eventual encerramento de «muitos serviços» aos doentes com cancro

Jorge Espírito Santo, Presidente Colégio de Oncologia da Ordem Médicos e deputado da Assembleia Municipal do Barreiro, sublinhou ao “Diário de Noticias” que o Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, deverá opor-se à proposta do coordenador nacional das Doenças Oncológicas sobre os requisitos para a prestação de cuidados aos doentes com cancro.

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BARREIRO Jorge Espírito Santo, Presidente Colégio de Oncologia da Ordem Médicos Discorda de eventual encerramento de «muitos serviços» aos doentes com cancro

Por Jornal Rostos

Segundo Jorge Espirito Santo, se a proposta referida avançar tal como está implica o encerramento de "muitos serviços" aos doentes com cancro.
Não porque o documento não agrade globalmente aos especialistas de Oncologia, bem pelo contrário. Mas porque os limites mínimos que estabelece para a existência dos serviços podem levar ao fecho de cerca de metade das unidades de Oncologia que hoje funcionam nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e à limitação da prestação de determinados cuidados aos doentes por parte de outras.
"É claro que o Colégio se irá opor ao encerramento de serviços que sejam úteis para os doentes" – salientou Jorge Espírito Santo ao DN.
O Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos refere a notícia do DN só deverá tomar na sua reunião do próximo dia 19 de Janeiro.

Unidades têm de ter 500 novos casos por ano

A proposta da Coordenação Nacional das Doenças Oncológicas, segundo o DN, refere que para existirem as unidade Oncologia de nível 3, estas terão de registar um volume mínimo de 500 novos casos por ano, as de nível 2, 1000 casos e, as de nível 1, 2000.
Estes números, segundo Jorge Espírito Santo “não fazem sentido”, que defende cuidados de saúde de proximidade, com qualidade para os doentes de cancro e não apenas grandes centros, com vários serviços concentrados em Lisboa, Porto e Coimbra.
Jorge Espírito Santo salienta que "não se pode confundir dimensão com qualidade. O que se deve fazer é avaliar os resultados das unidades a funcionar no país. E se estes são bons significa que devem manter-se".

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