Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, Vítor Ramalho“Nenhum secretário-geral é vitalício”
Vitor Ramalho, refere a RR, considera que as revelações do semanário “Sol” podem causar forte erosão no PS, mas o líder distrital de Setúbal, "não acredita que esteja posta em causa a governabilidade".

Por Jornal Rostos
Vítor Ramalho, falou à Rádio Renascença sobre o impacto que as notícias sobre um alegado plano para controlar a comunicação social podem ter no panorama político.
O presidente da Federação de Setúbal do PS, referiu que a questão da governabilidade não está em causa, porque ao Presidente da República não interessa, nem interessa ao PSD, com uma crise interna para resolver.
O caso da TVI e da “Face Oculta” referiu : “Este fenómeno acarreta ilusão nas instituições e, se não houver cuidados, a prazo, uma forte ilusão no próprio Partido Socialista (…) se não houver juízo”.
Os socialistas estão preocupados, tal como os restantes portugueses, sobre este caso, sublinhou Vítor Ramalho.
Questionado pela RR, sobre se será necessário mudar o líder do partido, Vítor Ramalho diz que para já não, mas “nenhum secretário-geral é vitalício”.
“A Monarquia acabou há 100 anos e estamos agora a comemorar o Centenário da República, ninguém é vitalício na República e menos no Partido Socialista, porque o secretário-geral está limitado a três mandatos”, disse Vítor Ramalho à Renascença.
O líder distritla acrecentou que José Sócrates não se reúne há vários meses com os principais órgãos da direcção do PS.
Vítor Ramalho acha que o secretário-geral devia dar “mais atenção ao partido” e “ouvir mais do que aquilo que ouve”.













