Jornadas Nacionais da Cáritas Portuguesa«Muitos dos erros que conduziram a esta crise financeira teimem em persistir»
O reforço da actuação em rede como contributo significativo para erradicar a pobreza foi sublinhado pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, no início das Jornadas Nacionais da Cáritas Portuguesa, esta manhã, no Auditório Charlot.
Na sessão oficial de abertura do encontro, a autarca salientou que a acção dos “responsáveis locais pode ser identificada como intenção de promoção do bem-estar, no entanto continua a ser importante reforçar a actuação em rede, reforçando o empenho na solidariedade, na justiça social e no aumento da coesão, contribuindo para criar um impacte decisivo na erradicação da pobreza”.
Na sessão oficial de abertura do encontro, a autarca salientou que a acção dos “responsáveis locais pode ser identificada como intenção de promoção do bem-estar, no entanto continua a ser importante reforçar a actuação em rede, reforçando o empenho na solidariedade, na justiça social e no aumento da coesão, contribuindo para criar um impacte decisivo na erradicação da pobreza”.

Por Jornal Rostos
A presidente da Câmara Municipal considera um dever de todos os que participam nas jornadas “Combate à pobreza e à exclusão social pelos caminhos da inovação social”, a decorrer até amanhã, “aproveitar estas oportunidades para, em conjunto, implementar medidas que possam de facto ser correctivas e geradoras de justiça social”.
Maria das Dores Meira acrescentou que o desemprego, o insucesso escolar e a qualificação e formação de profissionais continuam a constituir carências nacionais, sendo que “a alteração destas situações depende da vontade e da competência ao nível de outros órgãos e patamares de decisão, nem sempre concertados”.
Para a autarca é necessário “acabar com a noção de que o combate à pobreza é um custo para a sociedade e reafirmar a importância da responsabilidade de todos, envolvendo não só os diferentes patamares de decisão, não apenas órgãos de decisão, mas também dos actores privados, para os aspectos diferenciados da pobreza”.
Maria Cavaco Silva, primeira-dama, que também participou na sessão oficial de abertura do encontro, sublinhou, no que toca à crise nacional e mundial, que estas jornadas focam algo que considera “muito importante: a inovação. É preciso ser diferente e criativo”.
A necessidade de ter confiança no futuro foi nota dominante na intervenção de Maria Cavaco Silva, para quem é “possível lutar contra a crise e o desânimo”, acrescentando, noutro registo, em relação à tragédia da Madeira, que “os povos sentem mais necessidade de união em momentos de catástrofe”.
A sessão de abertura das Jornadas Nacionais contou também com as participações do bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, do presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, e do governador civil, Manuel Malheiros, que reconheceu que “os indicadores sobre o risco de pobreza no distrito causam motivos de preocupação, embora os valores não se afastem muito da média europeia”.
A sessão de abertura ficou ainda marcada por um minuto de silêncio em memória das vítimas da tragédia da Madeira.
Antes do início oficial dos trabalhos, o presidente do Tribunal de Contas e do Conselho Fiscal da Cáritas Portuguesa, Guilherme Oliveira Martins, conduziu uma conferência intitulada “Combate à pobreza no quadro da globalização”.
Durante a intervenção, a que se seguiu um período de debate, Guilherme Oliveira Martins sublinhou que receia que “muitos dos erros que conduziram a esta crise financeira teimem em persistir”, salientando que “a economia tem de ser orientada para o bem de todos; para as pessoas”.
O responsável máximo pelo Tribunal de Contas advertiu, ainda, “que metade da população portuguesa vive em situação vulnerável à pobreza”, contrapondo, que, mesmo assim, “houve progressos em Portugal, embora o fenómeno da pobreza careça de atenção permanente. Basta distrair um minuto para ela aumentar”.
Uma globalização “humana e não mercantil”, o consumo desregulado e os desafios ambientais e do envelhecimento demográfico são algumas questões que Oliveira Martins considera relevante ultrapassar para que se alcance a hegemonia financeira, económica e social a nível mundial.
Maria das Dores Meira acrescentou que o desemprego, o insucesso escolar e a qualificação e formação de profissionais continuam a constituir carências nacionais, sendo que “a alteração destas situações depende da vontade e da competência ao nível de outros órgãos e patamares de decisão, nem sempre concertados”.
Para a autarca é necessário “acabar com a noção de que o combate à pobreza é um custo para a sociedade e reafirmar a importância da responsabilidade de todos, envolvendo não só os diferentes patamares de decisão, não apenas órgãos de decisão, mas também dos actores privados, para os aspectos diferenciados da pobreza”.
Maria Cavaco Silva, primeira-dama, que também participou na sessão oficial de abertura do encontro, sublinhou, no que toca à crise nacional e mundial, que estas jornadas focam algo que considera “muito importante: a inovação. É preciso ser diferente e criativo”.
A necessidade de ter confiança no futuro foi nota dominante na intervenção de Maria Cavaco Silva, para quem é “possível lutar contra a crise e o desânimo”, acrescentando, noutro registo, em relação à tragédia da Madeira, que “os povos sentem mais necessidade de união em momentos de catástrofe”.
A sessão de abertura das Jornadas Nacionais contou também com as participações do bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, do presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, e do governador civil, Manuel Malheiros, que reconheceu que “os indicadores sobre o risco de pobreza no distrito causam motivos de preocupação, embora os valores não se afastem muito da média europeia”.
A sessão de abertura ficou ainda marcada por um minuto de silêncio em memória das vítimas da tragédia da Madeira.
Antes do início oficial dos trabalhos, o presidente do Tribunal de Contas e do Conselho Fiscal da Cáritas Portuguesa, Guilherme Oliveira Martins, conduziu uma conferência intitulada “Combate à pobreza no quadro da globalização”.
Durante a intervenção, a que se seguiu um período de debate, Guilherme Oliveira Martins sublinhou que receia que “muitos dos erros que conduziram a esta crise financeira teimem em persistir”, salientando que “a economia tem de ser orientada para o bem de todos; para as pessoas”.
O responsável máximo pelo Tribunal de Contas advertiu, ainda, “que metade da população portuguesa vive em situação vulnerável à pobreza”, contrapondo, que, mesmo assim, “houve progressos em Portugal, embora o fenómeno da pobreza careça de atenção permanente. Basta distrair um minuto para ela aumentar”.
Uma globalização “humana e não mercantil”, o consumo desregulado e os desafios ambientais e do envelhecimento demográfico são algumas questões que Oliveira Martins considera relevante ultrapassar para que se alcance a hegemonia financeira, económica e social a nível mundial.















