Departamento Federativo de Mulheres Socialistas de SetúbalPromoveu homenagem a Mulheres Sindicalistas do Distrito de Setúbal
O Departamento Federativo de Mulheres Socialistas do Distrito de Setúbal, em colaboração com a Comissão Politica Concelhia do PS Montijo, realizou no dia 18 de Março de 2010, uma sessão de homenagem a mulheres sindicalistas do Distrito de Setúbal com destacado percurso no movimento sindical, provenientes das duas centrais sindicais, CGTP e UGT.
Foram homenageadas Filomena Ventura FENPROF/CGTP; Cristina Tunes SBSI/UGT; Donzilia Antunes STAD/CGTP; Emerenciana Cardoso SINTAP/UGT; Emília Mondim ex-sindicalista na Empresa Control-Data nas décadas de 70 e 80, tendo sido oferecido a cada uma das homenageadas o livro “Operárias e Burguesas”, de Alice Samara.
Foram homenageadas Filomena Ventura FENPROF/CGTP; Cristina Tunes SBSI/UGT; Donzilia Antunes STAD/CGTP; Emerenciana Cardoso SINTAP/UGT; Emília Mondim ex-sindicalista na Empresa Control-Data nas décadas de 70 e 80, tendo sido oferecido a cada uma das homenageadas o livro “Operárias e Burguesas”, de Alice Samara.

Por Jornal Rostos
Departamento Federativo de Mulheres Socialistas de Setúbal
Homenagem a Mulheres Sindicalistas do Distrito de Setúbal
O Departamento Federativo de Mulheres Socialistas do Distrito de Setúbal, em colaboração com a Comissão Politica Concelhia do PS Montijo, realizou no dia 18 de Março de 2010, uma sessão de homenagem a mulheres sindicalistas do Distrito de Setúbal com destacado percurso no movimento sindical, provenientes das duas centrais sindicais, CGTP e UGT.
A sessão, que contou com a presença de Helena André, actual Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, foi palco de várias intervenções. Maria Amélia Antunes destacou o papel das mulheres na vida social e política portuguesa nos últimos 100 anos, fazendo referência aos 100 anos da República a par com o centenário do Dia Internacional da Mulher.
Vitor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS que não podendo estar presente não deixou de saudar a iniciativa através duma mensagem, reforçando a importância do sindicalismo neste momento de crise em que os direitos dos trabalhadores/as são mais vulneráveis e é necessário estar vigilante.
A Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas de Setúbal, Catarina Marcelino, apresentou um documentário que atravessou todo o séc.XX, fazendo uma retrospectiva histórica referindo várias protagonistas, desde a primeira República, passando pelo Estado Novo, com uma referência à década de 60 e ao marcelismo. Passou pelo 25 de Abril de 1974 e pela conquista da igualdade das mulheres perante a Lei, relembrando as mulheres que no parlamento Português fizeram a diferença nas décadas de 70 e 80, com uma referência especial a Maria de Lourdes Pintasilgo. Falou dos anos 90, época que apelidou de “período dourado das conquistas pela igualdade” com marca socialista, destacando-se nomes como Joana de Barros Baptista, Maria de Belém Roseira, Maria do Céu Cunha Rêgo, chegando aos dias de hoje onde a Lei da Paridade (2006) permite que o parlamento nacional seja constituído por 30% de deputadas, onde o aborto deixou de ser crime desde 2007 e onde o Governo tem o maior número de Ministras até hoje, 5 mulheres, havendo novamente uma Secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais.
Após esta retrospectiva histórica houve um momento de poesia por José António Chocolate Contradanças que recitou um poema de sua autoria e um poema de Sofia de Mello Brayner.
Seguiram-se as homenagens a Filomena Ventura FENPROF/CGTP; Cristina Tunes SBSI/UGT; Donzilia Antunes STAD/CGTP; Emerenciana Cardoso SINTAP/UGT; Emília Mondim ex-sindicalista na Empresa Control-Data nas décadas de 70 e 80, tendo sido oferecido a cada uma das homenageadas o livro “Operárias e Burguesas” de Alice Samara, seguindo-se as intervenções destas mulheres que, através de palavras breves reconheceram a importância do sindicalismo nas suas vidas como forma de exercerem a cidadania e de praticarem uma actividade política em prol dos trabalhadores e das trabalhadoras.
A iniciativa terminou com uma intervenção de Helena André, que também foi homenageada com um livro de Alice Samara pela sua actividade sindical, que referiu as conquistas realizadas pelas mulheres ao longo do século XX, mas também as dificuldades que persistem no mundo do trabalho, destacando as diferenças salariais que em Portugal atingem mais as mulheres com mais formação (cerca de 30% de diferença dos salários dos homens com a mesma actividade), o facto das equipas de negociação colectiva terem poucas mulheres e não estarem sensibilizadas para a negociação na área da igualdade de género o que tem dificultado progressos nesta área negocial.
Mas referiu a luta das mulheres nos sindicatos que segundo disse, lutam pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e não pelas trabalhadoras em particular, sendo a sua actividade muitas vezes dificultada pela dupla jornada de trabalho, pago e não pago, que afecta as mulheres em média mais 16h por semana que os homens.
Deu como exemplo de boas práticas no caminho da igualdade no trabalho e no emprego, as novas regras da parentalidade (licenças de maternidade e paternidade partilhadas), salientando o facto de com a anterior legislação a partilha de licenças entre mães e pais ter sido gozada apenas por pouco mais de 600 homens e hoje, com a nova legislação, esta partilha ter chegado a cerca de 12.000 pais. Fez ainda referência à rede de equipamentos sociais que foi alargada com o Programa PARES, fundamental para que homens e mulheres possam estar em igualdade no mercado de trabalho, tendo onde deixar os seus dependentes, crianças, idosos e pessoas com deficiência.
Estiveram presentes nesta iniciativa, mais de 80 participantes, entre os/as quais, para além do secretariado - Fátima Lopes, Maria José Esteves, Licínia Rafael, Cármen Ribeiro e Carla Silva, se destacam Eduardo Cabrita, Pedro Marques, Sofia Cabral, Alexandre Rosa, Ondina Margo, Nuno Tavares, Mariana Caixeirinho, José Capelo, Natividade Coelho, entre muitos/as outros/as que quiseram estar presentes nesta homenagem às Mulheres Sindicalistas do Distrito de Setúbal.
Homenagem a Mulheres Sindicalistas do Distrito de Setúbal
O Departamento Federativo de Mulheres Socialistas do Distrito de Setúbal, em colaboração com a Comissão Politica Concelhia do PS Montijo, realizou no dia 18 de Março de 2010, uma sessão de homenagem a mulheres sindicalistas do Distrito de Setúbal com destacado percurso no movimento sindical, provenientes das duas centrais sindicais, CGTP e UGT.
A sessão, que contou com a presença de Helena André, actual Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, foi palco de várias intervenções. Maria Amélia Antunes destacou o papel das mulheres na vida social e política portuguesa nos últimos 100 anos, fazendo referência aos 100 anos da República a par com o centenário do Dia Internacional da Mulher.
Vitor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS que não podendo estar presente não deixou de saudar a iniciativa através duma mensagem, reforçando a importância do sindicalismo neste momento de crise em que os direitos dos trabalhadores/as são mais vulneráveis e é necessário estar vigilante.
A Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas de Setúbal, Catarina Marcelino, apresentou um documentário que atravessou todo o séc.XX, fazendo uma retrospectiva histórica referindo várias protagonistas, desde a primeira República, passando pelo Estado Novo, com uma referência à década de 60 e ao marcelismo. Passou pelo 25 de Abril de 1974 e pela conquista da igualdade das mulheres perante a Lei, relembrando as mulheres que no parlamento Português fizeram a diferença nas décadas de 70 e 80, com uma referência especial a Maria de Lourdes Pintasilgo. Falou dos anos 90, época que apelidou de “período dourado das conquistas pela igualdade” com marca socialista, destacando-se nomes como Joana de Barros Baptista, Maria de Belém Roseira, Maria do Céu Cunha Rêgo, chegando aos dias de hoje onde a Lei da Paridade (2006) permite que o parlamento nacional seja constituído por 30% de deputadas, onde o aborto deixou de ser crime desde 2007 e onde o Governo tem o maior número de Ministras até hoje, 5 mulheres, havendo novamente uma Secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais.
Após esta retrospectiva histórica houve um momento de poesia por José António Chocolate Contradanças que recitou um poema de sua autoria e um poema de Sofia de Mello Brayner.
Seguiram-se as homenagens a Filomena Ventura FENPROF/CGTP; Cristina Tunes SBSI/UGT; Donzilia Antunes STAD/CGTP; Emerenciana Cardoso SINTAP/UGT; Emília Mondim ex-sindicalista na Empresa Control-Data nas décadas de 70 e 80, tendo sido oferecido a cada uma das homenageadas o livro “Operárias e Burguesas” de Alice Samara, seguindo-se as intervenções destas mulheres que, através de palavras breves reconheceram a importância do sindicalismo nas suas vidas como forma de exercerem a cidadania e de praticarem uma actividade política em prol dos trabalhadores e das trabalhadoras.
A iniciativa terminou com uma intervenção de Helena André, que também foi homenageada com um livro de Alice Samara pela sua actividade sindical, que referiu as conquistas realizadas pelas mulheres ao longo do século XX, mas também as dificuldades que persistem no mundo do trabalho, destacando as diferenças salariais que em Portugal atingem mais as mulheres com mais formação (cerca de 30% de diferença dos salários dos homens com a mesma actividade), o facto das equipas de negociação colectiva terem poucas mulheres e não estarem sensibilizadas para a negociação na área da igualdade de género o que tem dificultado progressos nesta área negocial.
Mas referiu a luta das mulheres nos sindicatos que segundo disse, lutam pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e não pelas trabalhadoras em particular, sendo a sua actividade muitas vezes dificultada pela dupla jornada de trabalho, pago e não pago, que afecta as mulheres em média mais 16h por semana que os homens.
Deu como exemplo de boas práticas no caminho da igualdade no trabalho e no emprego, as novas regras da parentalidade (licenças de maternidade e paternidade partilhadas), salientando o facto de com a anterior legislação a partilha de licenças entre mães e pais ter sido gozada apenas por pouco mais de 600 homens e hoje, com a nova legislação, esta partilha ter chegado a cerca de 12.000 pais. Fez ainda referência à rede de equipamentos sociais que foi alargada com o Programa PARES, fundamental para que homens e mulheres possam estar em igualdade no mercado de trabalho, tendo onde deixar os seus dependentes, crianças, idosos e pessoas com deficiência.
Estiveram presentes nesta iniciativa, mais de 80 participantes, entre os/as quais, para além do secretariado - Fátima Lopes, Maria José Esteves, Licínia Rafael, Cármen Ribeiro e Carla Silva, se destacam Eduardo Cabrita, Pedro Marques, Sofia Cabral, Alexandre Rosa, Ondina Margo, Nuno Tavares, Mariana Caixeirinho, José Capelo, Natividade Coelho, entre muitos/as outros/as que quiseram estar presentes nesta homenagem às Mulheres Sindicalistas do Distrito de Setúbal.


















