FEDERAÇÃO DISTRITAL DE SETÚBAL - AS ELEIÇÕES INTERNAS NO PSA política exige um reforço de credibilização, o fomento do debate das ideias
“Temos que pôr a fasquia elevada na acção política. Aqui e agora.
Essa fasquia tem de estar para além da pequena política, dos pequenos conflitos fulanizados porque as nossas causas respeitam à defesa dos mais desfavorecidos, da igualdade de oportunidades, da não discriminação, de um Estado regulador, de uma justiça pronta e equilibrada, de um serviço nacional de saúde eficaz, com vista a um desenvolvimento coerente, coeso e sustentável.” – sublinha Vítor Ramalho, presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista.
“Na altura em que se realizam eleições internas no nosso distrito é obrigação do presidente da Federação saudar todos os candidatos, apelar ao voto dos militantes e salientar a importância da política com P grande e não pequeno” – salienta o líder distrital socialista.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral de Vítor Ramalho, Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista:
FEDERAÇÃO DISTRITAL DE SETÚBAL
AS ELEIÇÕES INTERNAS NO PS
Nos próximos dias 9 e 10 do corrente terão lugar as eleições para as secções e concelhias do nosso distrito, Setúbal.
Estas eleições ocorrem num período particularmente complexo no mundo, com óbvias repercussões na Europa, a que Portugal não escapa.
Em concreto – a crise que é global é séria, grave e profunda.
A política exige por isso um reforço de credibilização, o fomento do debate das ideias e no que nos respeita, PS, a consciência de que todos os militantes têm e devem trabalhar para o fortalecimento do nosso ideário. Este ideário é claro – defende uma concepção universalista e tolerante na afirmação externa de Portugal, o aprofundamento do papel do nosso país e no mundo e em particular na europa e com os povos e países lusófonos. Também a complementarização das relações da Ibéria com a referida lusofonia e com os povos e países da América Latina.
É útil que tenhamos a noção que somos, como dizia Pessoa, um país cuja alma está na enorme dimensão da nossa fala, que é partilhada por mais de duzentos milhões de seres humanos.
Estas considerações têm a ver com o nosso distrito, porta de entrada e de saída do continente europeu. Que dimensão!
Temos que pôr a fasquia elevada na acção política. Aqui e agora.
Essa fasquia tem de estar para além da pequena política, dos pequenos conflitos fulanizados porque as nossas causas respeitam à defesa dos mais desfavorecidos, da igualdade de oportunidades, da não discriminação, de um Estado regulador, de uma justiça pronta e equilibrada, de um serviço nacional de saúde eficaz, com vista a um desenvolvimento coerente, coeso e sustentável.
É destes desafios e para estes desafios que temos de olhar e estar à altura das respostas, com coragem e sem vendermos gato por lebre.
Não duvido que os candidatos aos vários órgãos do PS que se apresentam às eleições nos dias 9 e 10 do coerente mês saberão responder a estas exigências. Que são as do povo português.
A Federação a que tenho a honra de presidir tem procurado estar à altura destes desafios, em consonância com o sentimento generalizado dos militantes e simpatizantes, sobretudo dos mais anónimos.
Inclusive agora no distanciamento das candidaturas aos actos eleitorais, tratando todas as listas por igual e sem qualquer discriminação respeitando as várias sensibilidades de um partido plural.
Sentimos que devemos dar o exemplo e temos procurado dá-lo.
Honra-me muito, enquanto presidente da Federação ter contribuído para elevar o debate de ideias em incontáveis iniciativas que desde que tomei posse a Federação levou a efeito por todo o lado, prestigiando assim o PS e os seus órgãos. É óbvio que foi mercê do contributo de todos que isso tem sido conseguido. Daí que nas últimas eleições legislativas tivéssemos sido o único distrito do país em que o PS saiu vencedor em todos os concelhos e que tivéssemos também criado condições gerais para mantermos três Câmaras Municipais com maiorias absolutas, Alcácer do Sal, Grândola e Montijo. Obtendo vitórias suportadas como é óbvio, na acção dos autarcas destes concelhos que vivamente saúdo, mas também das opções dos militantes e da estratégia que a Federação fez, e de forma totalmente consequente num deles. Sem hesitar um segundo e arriscando. É que a política afere-se pelos resultados.
O facto do PCP ter passado a terceira força na autarquia de Sines e a circunstância do PS ter conquistado mais 5.000 votos em Setúbal para a Câmara, com a queda vertiginosa do PSD e a diminuição de votos do PCP, apesar do crescimento do número de eleitores, não são questões menores. Elas reforçam as perspectivas de futuro, tal como as reforçam o facto do PCP ter perdido a maioria absoluta na Câmara de Almada, e termos tido mais um vereador na Câmara da Moita e conquistado, entre outras freguesias, duas importantes no concelho de Setúbal.
É por isso que depois dos processos eleitorais de 2009 promovemos já este ano uma importante reunião com todos os membros eleitos pelo PS nas freguesias, realizando ainda uma reflexão aprofundada sobre o papel do ideário do nosso partido, convocando personalidades prestigiadas para tomarem a palavra como Mário Soares, Vieira da Silva, Helena André e João Ferreira do Amaral. Mais recentemente, em cooperação com a Respública teve lugar uma acção de formação para autarcas em que se inscreveram mais de noventa camaradas. Brevemente terá lugar mais uma iniciativa sobre o PEC no distrito promovida pela Federação, antes das assembleias municipais de Abril, para habilitar todos os autarcas a uma consonância de posições. Outras iniciativas se seguirão, de grande impacto público. O momento impõe-no.
Na altura em que se realizam eleições internas no nosso distrito é obrigação do presidente da Federação saudar todos os candidatos, apelar ao voto dos militantes e salientar a importância da política com P grande e não pequeno. Como os militantes e simpatizantes que criaram o nosso PS nos ensinaram devendo ser obrigação dos que forem eleitos honrar essa memória, com a consciência que é normal em democracia ganhar ou perder. É que só é vencido quem mesmo desiste de lutar! Neste momento muito difícil, é útil que o recordemos.
Viva o PS!
Setúbal, 2010-04-07.
Vitor Ramalho
Presidente da Federação













