Assembleia Municipal de Alcácer do SalDiscussão da prestação de contas continua a 11 de Maio

Por Jornal Rostos
A Assembleia Municipal de Alcácer do Sal reuniu ordinariamente, no passado dia 30, para, entre outros assuntos, apreciar e votar os documentos de prestação de contas da Autarquia alcacerense.
Aqueles documentos tinham sido já apreciados na reunião da Câmara Municipal, tendo sido objecto de duras críticas dos eleitos da CDU.
A duração dos debates de outras matérias, no entanto, remeteu este ponto da ordem do dia para hora demasiado tardia, tendo os eleitos decidido prosseguir os debates em próxima reunião, dada a complexidade da matéria em análise. Foi assim que a Assembleia interrompeu os seus trabalhos marcando a sua continuação para o próximo dia 11 de Maio.
PS e PSD votam contra moção sobre o 25 de Abril e o 1º de Maio
Naquela sessão, a CDU apresentou à Assembleia uma moção relativa ao 25 de Abril e ao 1º de Maio, a qual foi aprovada pela CDU e pelo BE com os votos contra do PS e PSD.
A moção saudava as celebrações do 25 de Abril e dos 120 anos do 1º de Maio e condenava “O acentuar das desigualdades sociais, do fenómeno da pobreza e da exclusão social” que, segundo a CDU, transforma Portugal “num país cada vez mais injusto, mais desigual e menos soberano”.
Na mesma moção lamentava-se e repudiava-se, ainda, “a tomada de posição do Executivo do PS na Câmara Municipal, de não autorizar a participação do Movimento Sindical, nas comemorações do Dia do Trabalhador” sublinhando ser este “um facto inédito desde a instauração do Regime Democrático.”
Assembleia Municipal de Alcácer do Sal contra a privatização do Diário do Alentejo
A Assembleia Municipal de Alcácer do Sal aprovou ainda uma moção relativa às “ intenções de privatização do “Diário do Alentejo””.
A moção, proposta pela CDU e aprovada com o voto favorável do BE e a abstenção do PS e PSD, defende que os municípios devem manter a propriedade e carácter público do jornal, considerando que “Como órgão dos municípios, cumpre com a obrigação de divulgar a sua actividade, a promoção cultural, os acontecimentos e a vida na região, as suas gentes e os actores do desenvolvimento”.
Defende, ainda, a moção aprovada que o funcionamento e viabilidade do jornal devem ser apreciados e resolvidos, de modo a garantir a existência do jornal, “no quadro dos objectivos que se lhe atribuam”, tendo em conta as suas responsabilidades “na defesa da região e dos seus interesses diversificados”, a sua história e identidade, a sua “ligação às populações e aos municípios associados, dando prioridade sempre ao serviço público”, sublinhando o facto de este jornal ser “o único órgão não particular ou privado que existe no Sul”.
A moção salvaguarda, ainda, o necessário tratamento de conteúdos informativos e do director, em conformidade com a lei, os pressupostos deontológicos e “os objectivos definidos pela AMBAAL para o jornal e o seu estatuto editorial, independentemente de posicionamentos politico-partidários ou conjunturais de composição das estruturas associativas”.
Fonte - CDU













