Saltar para o conteúdo
Bastidores

Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português«O país precisa é de uma política patriótica e de esquerda»

A DORS do PCP em comunicado saúda «a determinação com que lutam os trabalhadores da região de Setúbal», nomeadamente os «trabalhadores da administração pública central e local, enfermeiros, da TST, da EMEF, da CP, da Inapal e da Amarsul, que mostram em greve e nas ruas da região a sua indignação contra a política de direita prosseguida por PS e PSD».

«Têm razão para lutar as populações da região contra o corte nos investimentos públicos previstos, em particular contra o adiamento da construção da ponte Barreiro-Chelas, indispensável para um equilibrado ordenamento do território da Área Metropolitana de Lisboa, a melhoria das acessibilidades inter e intra-regionais e a qualidade de vida das populações de ambas as margens» - sublinha a Direcção da Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português.

4 min de leitura
Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português «O país precisa é de uma política patriótica e de esquerda»

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral do comunicado da Direcção da Organização Regional de Setúbal do Partido Comunista Português:

É preciso reagir! É preciso dizer basta! Todos à manifestação de 29 de Maio!

A Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP saúda os trabalhadores e a CGTP-IN pela marcação da grande manifestação nacional convocada para 29 de Maio, em Lisboa, e apela à intensificação do protesto e da luta.

Têm razão para lutar os trabalhadores, a juventude, as mulheres, os desempregados e os reformados contra a política de desastre nacional que PS e PSD querem impor ao país. O corte nos salários, com a retenção de 1% e 1,5% de imposto, o aumento do IVA, incluindo nos bens de primeira necessidade, as privatizações, o ataque ao subsídio de desemprego e às prestações sociais em geral, a intenção de alterar a legislação laboral para facilitar os despedimentos, merecem o mais vivo repúdio. Uma política que é um verdadeiro roubo, ainda mais chocante quando são indisfarçáveis os privilégios à banca e aos grandes grupos económicos, de que os 5,5 milhões de euros de lucros por dia que os cinco maiores bancos portugueses tiveram nos primeiros meses do ano são exemplo.

Têm razão para lutar os utentes dos serviços públicos, confrontados com a degradação dos serviços prestados, reflexo já da desastrosa política de extinção de postos de trabalho na administração pública, de que são exemplos os casos do Centro Regional de Segurança Social, do serviço de obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, dos centros de saúde de Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Corroios, Seixal ou S. Francisco, bem como a supressão de serviços dos CTT em várias localidades do concelho de Alcochete ou a intenção do Governo de privatizar a linha do Sado.

Têm razão para lutar as populações da região contra o corte nos investimentos públicos previstos, em particular contra o adiamento da construção da ponte Barreiro-Chelas, indispensável para um equilibrado ordenamento do território da Área Metropolitana de Lisboa, a melhoria das acessibilidades inter e intra-regionais e a qualidade de vida das populações de ambas as margens.

Têm razão para lutar os eleitos e os trabalhadores das autarquias locais contra o anunciado corte de 80 milhões de euros nas transferências do Orçamento de Estado para as autarquias, que acrescerá dificuldades à prestação do serviço público e que terá reflexos na capacidade de investimento e concretização de projectos importantes para o desenvolvimento e a qualidade de vida das populações.

Têm razão para lutar os micro, pequenos e médios empresários contra uma política de privilégio aos grandes grupos económicos e à banca, que os empurra para uma gravíssima situação, que piorará com a degradação do poder de compra dos trabalhadores resultante desta política.
A DORS do PCP saúda a determinação com que lutam os trabalhadores da região de Setúbal. Trabalhadores da administração pública central e local, enfermeiros, da TST, da EMEF, da CP, da Inapal e da Amarsul, que mostram em greve e nas ruas da região a sua indignação contra a política de direita prosseguida por PS e PSD.

A provar que com a unidade e a luta é possível derrotar esta ofensiva estão os aumentos salariais alcançados pelos trabalhadores da DSV, da Vanpro, da SAS, da Schenelecke, da Transtejo e da Soflusa. Da mesma forma o demonstraram as populações da Costa da Caparica que, depois da denúncia e do protesto, obrigaram a TST a repor carreiras que tinham sido cortadas. São exemplos que demonstram as possibilidades que de facto existem de defender direitos.

O que o país precisa é de uma política patriótica e de esquerda, que afirme e recupere a nossa soberania, aumente os salários e as pensões, promova e defenda a produção nacional, aposte num forte sector empresarial do Estado e no investimento público, crie emprego e combata o desemprego. Participar na manifestação de 29 de Maio da CGTP-IN é um contributo indispensável para concretizar esta política.

A Direcção da Organização Regional de Setúbal
do Partido Comunista Português
Setúbal, 21 de Maio de 2010

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção