Universidade de Verão do Partido SocialistaMário Soares referiu a debilidade do ideário dos partidos políticos e o risco que essa debilidade representa
O presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, Vítor Ramalho, sublinhou que perante - "a gravidade da crise internacional e o facto de dever existir uma concorrência de propostas com vista à sua superação", esta inicitaiva «impunha-se» com a diversidade de pontos de vista expostos pelos convidados.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o comunicado da FEDERAÇÃO DISTRITAL DE SETÚBAL sobre a IVª Universidade de Verão
Sob os temas “A Crise”, “O Rumo da U.E.”, “Os Desígnios Nacionais” e “O Papel dos Partidos” decorreu no dia 19, Sábado, a IVª Universidade de Verão no Instituto Politécnico de Setúbal, em que foram convidados Ângelo Correia, Freitas do Amaral e Mário Soares.
A importância dos temas, a personalidade política dos convidados e o interesse suscitado possibilitou que o anfiteatro, onde teve lugar o evento, estivesse sempre com mais de 2/3 de presenças uma sala com mais de 300 lugares.
De inicio o presidente da Federação justificou a razão de ser dos temas da Universidade de Verão e dos convidados. A gravidade da crise internacional e o facto de dever existir uma concorrência de propostas com vista à sua superação, alargando-se a base das contribuições a personalidades e instituições com diferentes formas de abordagem, impunha-se a iniciativa no quadro actual, por si. Daí que o PS, um partido plural e aberto à sociedade tivesse de dar o exemplo.
A iniciativa correspondeu às expectativas criadas. Ângelo Correia, sintetizando no final da sua intervenção as propostas que a apresentou concluiu pela necessidade da política se sobrepor à economia e não o contrário, chamou a atenção para o facto de na Europa se dever impor um novo desenvolvimento económico, que concilie o crescimento com uma mais justa distribuição de riqueza, o que não está a ocorrer. Sustentou as teses que abordou nas consequências da diminuição da fertilidade da mulher e do aumento crescente dos apoios dos Estados ao chamado modelo social europeu, que correrá riscos se não respondermos a um novo paradigma de vida.
Freitas do Amaral ao fundamentar as razões da crise internacional em factores externos, passou em revista a avaliação dos vários governos de Portugal tendo uma posição crítica, no momento actual do eixo franco-alemão e em particular ao facto da Alemanha estar a sustentar posições muito pouco adequadas ao combate à crise, com propostas reducionistas, negando-se como motor da U.E.. Articulou esta conclusão com o agravamento da situação dos mais desfavorecidos e enquadrou de seguida a defesa de desígnios nacionais na lógica de uma maior coesão e clareza deles.
Por fim Mário Soares apresentou conclusões para todos os temas da Universidade, nomeadamente para a caracterização da ausência de rumo da U.E., precisando a relevância de Portugal se dever centrar em desígnios nacionais que reforcem a relação com Espanha, com a lusofonia, com as relações ibero-americanas, de par da importância dos oceanos e da cidadania. Referiu a debilidade do ideário dos partidos políticos e o risco que essa debilidade representa, uma vez que são pilares da democracia, facto que só se combate com o aprofundamento dos ideários e do debate.
No final houve um vasto conjunto de perguntas a que os convidados responderam, sendo de realçar que várias matérias sobre análise da situação actual merecera um consenso alargado.
Setúbal, 21 de Junho de 2010













