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Bastidores

Vítor Ramalho, apresenta candidatura à liderança do PS Setúbal«Nunca confundi a política com o amiguismo»

“O PS - Distrito de Setúbal cresceu em credibilidade. No entanto, há fragilidades que se mantêm. O real sentimento de pertença ao Partido não é transversal a todos os inscritos. Um Partido de causas como o nosso não pode condicionar os seus objectivos a sindicatos de voto. Pôr cobro a isto, é uma inquestionável responsabilidade colectiva” – sublinha Vítor Ramalho, na Carta que edita no seu «site» de Apresentação da sua candidatura à presidência da Comissão Politica Distrital do Partido Socialista.

“A Federação não deixará, também, de reiterar a necessidade de concretização dos grandes investimentos projectados que devem correr, paredes meias, com a defesa das causas sociais, que estão na nossa génese. Num período de crise, onde o desemprego constituiu uma grande preocupação, nunca é demais sublinhá-lo.” – salienta Vítor Ramalho.

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Vítor Ramalho, apresenta candidatura à liderança do PS Setúbal «Nunca confundi a política com o amiguismo»

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral da Carta de Apresentação da candidatura de Vítor Ramalho:

Caro/a Camarada,

Sou candidato a Presidente da Federação do PS do Distrito de Setúbal para o mandato 2010/2012.
Nunca fugi do combate pelo PS, pelo Distrito e pelos Militantes. Muito menos, o faria agora, em período de maior dificuldade e exigência.
Nunca deixei de expressar as minhas ideias em inteira liberdade. A livre expressão deixa sempre uma marca de respeitabilidade.
Nunca confundi a política com o amiguismo. A minha equipa compreende todos os militantes do Distrito, sem excepção.
Nunca deixei de me esforçar ao limite para estar presente, com os Camaradas e com as Estruturas do PS, por todo o Distrito. A solidariedade é uma prática muito cara aos Socialistas.
Nunca deixei de aproveitar as oportunidades, particularmente as mais mediáticas, para valorizar o PS, os Militantes e o Distrito. Esta opção iniciou a abertura de uma nova e saudável imagem do Distrito de Setúbal perante o país.
Dito isto, entendo serem necessários mais dois anos para consolidar o projecto do ciclo político que iniciei e que, sem reservas, assumo não ter sido nada fácil.
Entendo que a participação militante deve ser generalizada, porque quem, voluntariamente, decide fazer parte do Partido, tem de se assumir como protagonista de facto.
A Moção de Estratégia – Novos Desafios, Novas Respostas – definirá, com clareza, o que se pretende realizar no próximo biénio.
Hoje, deixo-lhe alguns apontamentos das reflexões que temos todos, indubitavelmente, de fazer.
O PS - Distrito de Setúbal cresceu em credibilidade. No entanto, há fragilidades que se mantêm. O real sentimento de pertença ao Partido não é transversal a todos os inscritos. Um Partido de causas como o nosso não pode condicionar os seus objectivos a sindicatos de voto. Pôr cobro a isto, é uma inquestionável responsabilidade colectiva.
O PS – Distrito de Setúbal tem uma multiplicidade de estruturas. A aposta numa maior responsabilização e envolvência, quer nas relações orgânicas verticais, quer nas horizontais, tem em definitivo de ser assumida. A descentralização/desconcentração de responsabilidades e a definição de estratégias supra e inter-concelhias têm de ser a resposta.
Á operacionalização desse caminho não é alheia a exigência de um novo modo de financiamento partidário ao nível local.
O PS – Distrito de Setúbal tem, para além dos dirigentes partidários, nos seus eleitos – autarcas e deputados – os rostos a quem cabe, em primeira linha, transmitir, defender e afirmar os ideais do Partido Socialista.
Essas tarefas obrigam a que o Partido aprofunde a partilha de informação que habilite a intervenção consequente, não sem antes se definir o rumo da marcha no diálogo permanente com os militantes. Esta vai ser uma das exigências a reforçar no próximo mandato.
Não obstante, temos de reconhecer que a Federação de Setúbal teve a possibilidade, quase como nenhuma outra, de organizar múltiplas sessões plenárias de militantes com dirigentes nacionais e responsáveis governativos.
O PS – Distrito de Setúbal viu confirmado, com a crise, o acerto do diagnóstico que, em tempo, fez sobre a evolução económico-financeira global. O momento que se vive é difícil e complexo. O futuro incerto. A superação da crise não é coisa dos outros, de uma entidade abstracta. Ela é coisa nossa!
A receita para a ultrapassarmos é só uma: encará-la como um desígnio nacional.
Resulta, assim, a inevitabilidade do reforço do alargamento da nossa base social de apoio, o envolvimento dos actores culturais, sociais e económicos do Distrito, a cooperação com entidades estrangeiras congéneres e o colocar à prova a nossa capacidade de fazer pontes.
Acresce que, no domínio da afirmação externa de Portugal, o Distrito de Setúbal é incontornável. A sua posição geo-estratégica, a sua história na produção de riqueza, as suas características eco-ambientais e a valorização do seu tecido social com o cunho enriquecedor da multiculturalidade, fazem dele, um dos territórios de marca, no contexto nacional.
Exactamente por isso, a Federação não deixará, também, de reiterar a necessidade de concretização dos grandes investimentos projectados que devem correr, paredes meias, com a defesa das causas sociais, que estão na nossa génese. Num período de crise, onde o desemprego constituiu uma grande preocupação, nunca é demais sublinhá-lo.
Perante a seriedade e a transparência destes propósitos bem com as provas já dadas, não duvido da sua participação militante na construção do nosso futuro.

Com toda a solidariedade
do
Vítor Ramalho

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