Concelhia de Almada do Partido Comunista PortuguêsDestruição e vandalização de murais políticos é uma inaceitável demonstração de intolerância
"Uma vez mais, várias pinturas murais do PCP foram destruídas no nosso concelho. E uma vez mais os militantes comunistas repararão, em breve, os murais danificados e somar-lhes-ão novos. Foi esse o compromisso assumido desde a primeira vez em que, a coberto do anonimato, vândalos cobardes tentaram calar a voz do PCP e é isso que faremos novamente e as vezes que forem necessárias." - sublinha um comunicado da Concelhia de Almada do Partido Comunista Português.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral do comunicado da Comissão Concelhia de Almada do Partido Comunista Português:
Uma vez mais, várias pinturas murais do PCP foram destruídas no nosso concelho. E uma vez mais os militantes comunistas repararão, em breve, os murais danificados e somar-lhes-ão novos. Foi esse o compromisso assumido desde a primeira vez em que, a coberto do anonimato, vândalos cobardes tentaram calar a voz do PCP e é isso que faremos novamente e as vezes que forem necessárias.
A liberdade de expressão e de organização política foram duas conquistas da Revolução de Abril, tornadas possível pela acção conjunta dos capitães e do povo português, uns e outros sustentados no exemplo de milhares e milhares de portugueses que, ao longo de 48 anos, e sujeitos à mais brutal repressão, combateram a ditadura fascista e mantiveram sempre acesa a luta pela liberdade, pela democracia e pela paz.
Almada, como tantos outros concelhos da região e do País, conhece bem as consequências da falta de liberdade e de direitos, pois muitos dos seus filhos pagaram com a prisão, e mesmo com a vida, a ousadia de resistir e lutar por uma vida melhor: o jovem anarco-sindicalista piedense Pedro Matos Filipe, que sucumbiu no Campo de Concentração do Tarrafal; o professor comunista Alberto Araújo, que de lá regressou para morrer; o jovem militante do PCP Cândido Martins (Capilé) assassinado a tiro pela GNR numa manifestação em 1962, são apenas três exemplos...
Hoje, 36 anos depois dessa data maior da História nacional que foi o 25 de Abril de 1974, as liberdades e direitos democráticos apesar das diferentes revisões constitucionais continuam consagrados na Constituição da República Portuguesa não podendo, de forma alguma, serem postos em causa.
A destruição e vandalização de murais políticos é uma inaceitável demonstração de intolerância que, a fazer caminho, constituiria um perigo para a própria democracia em que vivemos. Se olharmos atentamente para a história, verificamos que sempre mas sempre a pretexto do anticomunismo se esconde a tirania e o fascismo.













