CCDR-LVT no Portugal Tecnológico 2010«Cidades Perfeitas?»: uma conferência que apontou caminhos
“O objectivo foi cumprido. Conseguimos colocar pessoas de distintas áreas da sociedade a debater a forma de tornar as nossas cidades num lugar melhor”, concluiu a Presidente da CCDR-LVT, Teresa Almeida.
Com mais de uma centena de espectadores a encher o auditório 2 do Pavilhão 1 da FIL, Parque das Nações, a moderadora Fernanda Câncio apontou um caminho e sublinhou a importância das cidades na vida do mundo e das populações. “As cidades são a criação mais extraordinária como ideia, como realização e como ideologia”, disse a jornalista.

Por Jornal Rostos
Os outros membros do painel juntaram-se na busca de soluções. O Presidente do Departamento de Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL) lembrou que “a maior parte da população mundial vive nas cidades e que é preciso investir nas áreas que podem preencher as necessidades dos cidadãos: energia, habitação, ambiente, comunicação, mobilidade, educação, formação e geração de emprego e riqueza». Rodrigo Martins defendeu que “se deve apostar nos jovens, no espírito de aventura”, uma ideia que é fundadora para o artista plástico Leonel Moura: “devem ser as próprias pessoas a desenvolver os seus projectos: deve dar-se liberdade aos cidadãos para criar projectos empreendedores e inovadores”.
Rodrigo Martins acrescentou que “há diferentes opções” para se continuar no caminho de procura de “cidades perfeitas”: “reproduzir o que já existe, gerir o que já existe ou gerar conceitos inovadores e vanguardistas na área da cultura”.
Elvira Fortunato desbravou caminho na discussão ao falar em “Cidades do Conhecimento”. “É preciso tornar as cidades mais perfeitas e rentabilizar melhor os recursos”, disse a Directora do Centro de Investigação em Materiais da FCT/UNL, apelando a uma maior aproximação e junção de esforços. E deu um exemplo: “A inovação existe cada vez mais se se unirem pessoas de várias áreas. A arte e a engenharia já não estão separadas”.
Álvaro Covões, promotor de espectáculos com a empresa Everything Is New, foi ao encontro de uma ideia defendida por Leonel Moura, que deu o exemplo do centro de criatividade em que se tornou a LX Factory. “Os edifícios devem ser multidisciplinares para serem mais rentáveis, como é o caso do Pavilhão Atlântico. Mas este não chega. Há necessidade de mais”, registou o empresário.
João Caraça, Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, falou da necessidade de se projectar o futuro: “Hoje, essencial é a ideia do futuro das cidade. Aquelas que vivem melhor são as que têm um projecto”, lançando a importância de se “apostar na interacção de gerações”.
Já o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, referiu que as “cidades têm limites cada vez menos definidos e um desafio, assim como as cidades criativas. Há que saber tirar as câmaras do caminho da população para as deixar evoluir.”













