Secretário de Estado da Protecção Civil em SetúbalFaz balanço positivo da Fase Charlie no Distrito
“Em relação ao Distrito de Setúbal faço um balanço francamente positivo. Se não fosse o incêndio de Alcácer estaríamos todos muito satisfeitos com os resultados de Setúbal”, disse Vasco Franco, referindo-se ao incêndio registado no dia 26 de Julho na zona da Comporta/Brejos da Carregueira, que ultrapassou os mil hectares.

Por Jornal Rostos
O responsável pela Protecção Civil reuniu-se esta manhã, no Governo Civil, com o Governador Civil do Distrito de Setúbal, Manuel Malheiros, o Comandante Operacional Distrital, António Gualdino, os comandantes das Corporações de Bombeiros do Distrito, os oficiais de ligação do Centro de Coordenação Operacional Distrital e os autarcas dos concelhos onde se registaram maior número de ocorrências, Ana Teresa Vicente, Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Rui Jorge Martins e Paulo Edson Cunha, vereadores das Câmaras Municipais de Almada e Seixal, respectivamente, para analisar a Fase Charlie, aquela que é considerada a época mais crítica dos incêndios florestais (1 de Julho a 30 de Setembro).
“Em relação ao Distrito de Setúbal faço um balanço francamente positivo. Se não fosse o incêndio de Alcácer estaríamos todos muito satisfeitos com os resultados de Setúbal”, disse Vasco Franco, referindo-se ao incêndio registado no dia 26 de Julho na zona da Comporta/Brejos da Carregueira, que ultrapassou os mil hectares. “Em relação a esse incêndio houve uma reflexão, foi percebida a dificuldade no combate ao incêndio dada a natureza do terreno – terrenos arenosos onde os veículos tinham dificuldade em se movimentar. Teremos, na próxima sexta-feira, um encontro a nível Nacional, com todos os Comandantes Operacionais Distritais, para analisarmos os maiores incêndios que ocorreram no País e portanto é uma reflexão que vai continuar”.
De 1 de Janeiro a 30 de Setembro registaram-se 882 ocorrências, mais 13 do que no ano passado, concentrando-se 90,3% destas na Península de Setúbal (17% em Palmela, 16 no Seixal e 15 em Almada). No que concerne às freguesias, Quinta do Conde registou o maior número de ocorrências (47), seguida da Moita (38) e Quinta do Anjo (35).
De acordo com Diogo d’Ajuda, Elo Técnico do Governo Civil, “genericamente é nas freguesias com menor área florestal que ocorrem mais ocorrências devido ao facto da floresta ser mais fragmentada, estar mais abandonada e ter mais massa de combustível. A maior parte dos focos de incêndio localiza-se no interface urbano-florestal e junto das estradas”.
No total, arderam, desde o início do ano, 2274 hectares, “sendo que 1770 referem-se ao incêndio registado em Alcácer do Sal”, esclareceu António Gualdino, Comandante Operacional Distrital.
“Apesar das condições climatéricas que se registaram no mês de Julho e Agosto, Setúbal manteve um número de ocorrências dentro da média dos últimos anos. Portanto, não houve uma situação de agravamento em particular, o que significa que, do ponto de vista da coordenação, da prevenção e da vigilância as coisas correram muito bem. Só isso é que permitiu manter este número de ocorrências. Há situações pontuais identificadas. Há um trabalho de articulação entre o Governo Civil, os autarcas e a parte operacional no sentido de melhorar a sensibilização das populações, particularmente em determinadas áreas, em algumas freguesias, onde houve uma maior concentração de ocorrências o que significa, por ventura, algum descuido por parte das pessoas. Portanto, há que trabalhar com essas populações para no futuro evitarmos essa repetição de maior número de ocorrências”.
O Governador Civil do Distrito de Setúbal destacou a colaboração prestada por várias entidades durante este período, nomeadamente pelas Forças Armadas – Corpo de Fuzileiros – a nível da vigilância em áreas como o Parque Natural da Arrábida, a Mata Nacional da Machada e, na zona de Sines, pelos Militares do Exército. Manuel Malheiros referiu, também, a importância da limpeza dos terrenos à volta da NATO, no concelho do Seixal, realizada por esta estrutura em colaboração com a respectiva Câmara.
Em relação a esta colaboração, o Secretário de Estado fez referência ao “excelente trabalho” realizado. “O Sr. Governador conseguiu mobilizar meios, nomeadamente das Forças Armadas, que contribuiu muito para o reforço da vigilância e isso permitiu que o número de ocorrências tivesse sido muito pequeno nas áreas vigiadas e a área ardida tivesse sido pouco expressiva porque a resposta foi de facto muito rápida. E isso é uma coisa que me apraz registar”, conclui.
No final do encontro o Secretário de Estado reuniu-se com a Força Especial de Bombeiros do Distrito – composta por 30 operacionais - para agradecer o trabalho e esforço desenvolvido nos últimos meses e deixar uma palavra de ânimo em relação ao futuro.
O encontro contou, também, com a presença do Director Nacional de Planeamento, José Oliveira, e do Adjunto do Comando Nacional, Miguel Cruz.













