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Bastidores

Apresentado em Setúbal Joaquim Judas Mandatário de Francisco LopesUma candidatura onde se podem rever os que querem recusar o caminho de destruição da política de direita

“No quadro das Eleições Presidenciais, a candidatura de Francisco Lopes é a única que se mostra capaz de acolher de forma coerente o protesto contra a política de direita, dando voz às lutas populares de que a greve geral marcada para 24 de Novembro será um momento alto. Mas não restem dúvidas que nesse mesmo quadro eleitoral e no momento grave que o país vive, ela será também, pelo movimento de apoio unitário que em torno dela se desenvolva e pelos votos recolhidos, a mais firme garantia de derrota do candidato da direita e do reforço da luta por uma nova política Patriótica e de Esquerda para Portugal e da nossa capacidade para que, juntos, a consigamos concretizar.” – sublinha Joaquim Estêvão Miguel Judas, Mandatário no Distrito de Setúbal da Candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República.

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Apresentado em Setúbal Joaquim Judas Mandatário de Francisco Lopes Uma candidatura onde se podem rever os que querem recusar o caminho de destruição da política de direita

Por Jornal Rostos

Na passada 4.ª feira, 13 de Outubro, foi apresentado em Setúbal o Mandatário Distrital de Setúbal da Candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República.
Divulgamos o texto integral da Declaração de Joaquim Estêvão Miguel Judas como Mandatário no Distrito de Setúbal da Candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República:

Camaradas

Amigos

Senhoras e Senhores Jornalistas

Quero antes de mais sublinhar quanto me honra o convite que me foi dirigido para ser o Mandatário Distrital da Candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República.

Em primeiro lugar porque se trata de uma candidatura proposta pelo Partido Comunista Português. O Partido ao qual me orgulho de pertencer. Um colectivo de trabalho e de luta por uma vida melhor para os trabalhadores e para o povo. O Partido que nunca vira as costas às dificuldades. Um Partido fiel aos valores de Abril, ao seu programa e aos compromissos que assume com os trabalhadores, o povo e o país.

Em segundo lugar porque conhecendo Francisco Lopes desde muito jovem, com ele partilhando, inicialmente no movimento estudantil e juvenil a luta pela liberdade contra a ditadura, e, depois, a luta pelo Portugal de Abril e em sua defesa, sempre nele reconheci o homem, o camarada e o dirigente dotado do saber, da firmeza e da determinação necessária para o exercício das mais elevadas funções a que venha a ser chamado pelo povo português e o interesse nacional.

Como é do conhecimento de todos, as eleições presidenciais, cuja primeira volta está agendada para 23 de Janeiro de 2010, realizam-se num momento particularmente crítico para a vida nacional. Nele se confrontam, por um lado a manutenção e aprofundamento da política de direita que ao longo de mais de 30 anos, servida por sucessivos governos do PS, PSD e CDS e em permanente conflito com a Constituição de Abril, tem feito o país viver um processo constante de crise económica e social com perda da soberania nacional e crescente envolvimento em guerras de agressão imperialista e, por outro lado, a luta dos trabalhadores e de cada vez mais vastos sectores da população portuguesa que exigem uma ruptura com essa política e um novo rumo patriótico e de esquerda para Portugal.

Duramente atingido pela profunda crise do sistema capitalista para a qual foi empurrado pelas políticas de direita, Portugal vê os seus recursos serem saqueados e a sua capacidade produtiva ser destruída pelo grande capital financeiro. Ao mesmo tempo que a Banca e os especuladores bolsistas prosperam, toda a população, e de forma particular os trabalhadores, vêem depauperar os seus salários e rendimentos. Pela mão do PS, PSD e CDS, o Estado, que deveria ser o instrumento da vontade soberana do povo, é entregue como refém da designada vontade do deus mercado e a independência de Portugal colocada à venda no balcão de Bruxelas.

Dos candidatos à eleição para Presidente da República já apresentados ou anunciados, o actual Presidente da República, assume-se, pelo actos passados e presentes, como protagonista da política de injustiças, de destruição do aparelho produtivo, de aprofundamento das desigualdades, de liquidação das funções sociais do Estado e da soberania nacional. Manuel Alegre, Defensor de Moura e Fernando Nobre, pelos apoios que têm ou procuram e pelas atitudes assumidas em momentos chave da condução da política de direita estão com ela comprometidos.

No quadro das Eleições Presidenciais, a candidatura de Francisco Lopes é a única que sem reservas dá voz aos trabalhadores em luta pelo direito ao salário e ao emprego; que dá voz aos jovens em luta contra a precariedade e pelo direito a construir um futuro de dignidade e justiça; que dá voz aos reformados e pensionistas duramente atingidos pela destruição das funções sociais do Estado; das mulheres colocadas na primeira linha dos despedimentos massivos e a quem continua a ser recusada a igualdade de facto nos salários e nos direitos; dos agricultores, industriais e comerciantes vítimas de uma asfixiante política fiscal, de acesso ao crédito e de redução do mercado interno.

No quadro das Eleições Presidenciais, a candidatura de Francisco Lopes é a única que de forma coerente dá voz às populações em luta pelo direito à saúde, à educação, à segurança e a apoio social e se bate pela concretização de uma política de efectivo apoio aos autarcas apostados na defesa do Poder Local Democrático, no desenvolvimento das suas terras e no bem estar das populações. No nosso Distrito a candidatura de Francisco Lopes é a voz determinada na defesa dos projectos de desenvolvimento programados, indispensáveis ao integral aproveitamento das enormes potencialidades da região e ao progresso do país.

No quadro das Eleições Presidenciais, a candidatura de Francisco Lopes é a única que se mostra capaz de acolher de forma coerente o protesto contra a política de direita, dando voz às lutas populares de que a greve geral marcada para 24 de Novembro será um momento alto. Mas não restem dúvidas que nesse mesmo quadro eleitoral e no momento grave que o país vive, ela será também, pelo movimento de apoio unitário que em torno dela se desenvolva e pelos votos recolhidos, a mais firme garantia de derrota do candidato da direita e do reforço da luta por uma nova política Patriótica e de Esquerda para Portugal e da nossa capacidade para que, juntos, a consigamos concretizar.

Neste momento está em cima da nossa mesa de trabalho prosseguir e levar o mais longe possível, a todos os lugares do nosso Distrito, a recolha de apoios à candidatura de Francisco Lopes e a criação de Comissões de Apoio à candidatura presidencial de Francisco Lopes.

Uma candidatura lançada pelo Partido Comunista Português onde se podem rever todos os que querem recusar o caminho de destruição levado a cabo pela política de direita e que acreditam que é possível um outro Portugal, Soberano, de Justiça, Paz, Progresso e Bem-estar.

Viva a Candidatura de Francisco Lopes, por uma política Patriótica e de Esquerda.

Viva Portugal.

Setúbal, 13 de Outubro de 2010

Biografia do Mandatário Regional de Setúbal

Joaquim Estêvão Miguel Judas
Tem 59 anos.
É Médico.
Iniciou actividade política em Évora, cidade donde é natural, no final dos anos 60 como activista do MDP/CDE.
É igualmente nessa data que inicia contactos e adere ao PCP.
Em Almada, onde passou a viver em 1969, quando passou a frequentar o Ensino Superior na Faculdade de Medicina de Lisboa, manteve a sua actividade no Movimento Democrático contra a ditadura.
Na Faculdade de Medicina aderiu à União dos Estudantes Comunistas, recentemente criada, e integrou a Direcção da Comissão Pró-Associação de Estudantes.
Preso pela PIDE/DGS em 1972 e 1973 pela sua actividade política e como dirigente do movimento estudantil passou a integrar a Direcção da UEC entre Abril de 1974 e o final de 1977.
Entre 1978 e 1988 participou na organização dos membros do PCP a residir no estrangeiro e no desenvolvimento do movimento associativo dos portugueses emigrados.
Entre 1989 e 1993 integrou foi responsável pelo gabinete gráfico do Departamento de Propaganda junto do CC do PCP.
Foi membro do Conselho Nacional da Federação Nacional dos Sindicatos dos Médicos
Na região de Setúbal tem participado na dinamização das Comissões de Utentes dos Serviços de Saúde.
É consultor do Movimento das Cidades Saudáveis da OMS.
É Membro da Mesa da Assembleia-geral da Pluricoop.
É Presidente da Assembleia Municipal do Seixal
É membro da DORS do PCP

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