Conselho Geral da Cáritas alertaMuitas famílias não conseguem fazer face às despesas
«Período negro da crise ainda não chegou»
“Uma vez que a taxa de desemprego “vai subir” e, este, será de “longa duração”. O período negro da crise ainda não chegou” – é salientado.

Por Jornal Rostos
O Conselho Geral da Cáritas, reuniu em Fátima, nos dias 13 e 14 de Novembro, tendo participado representantes de 19 Cáritas diocesanas.
O Conselho Geral da Cáritas refere que quando da visita Bento XVI a Portugal, em Portugal – “a crise já mostrava sinais evidentes”
Agora, passados seis meses, o economista Mário Caldeira Dias elucidou os participantes na reunião do Conselho Geral, sobre a «Situação Social e Económica do País», tendo alertado que – “o presente é sombrio, mas os tempos futuros deverão ter uma tonalidade mais negra”
Muitas famílias não conseguem fazer face às despesas
“Muitas famílias não conseguem fazer face às despesas, o que torna a crise mais profunda. Uma parte significativa da população caiu no consumismo desenfreado, não alimentou hábitos de poupança e não cooperou civicamente a favor da solidariedade e da superação da crise. Nos tempos que correm, o aproveitamento dos recursos existentes é essencial, visto que estes serão cada vez menos em relação às necessidades” – refere-se nas Conclusões da reunião do Conselho Geral da Cáritas.
Existem situações na sociedade portuguesa exigentes de profunda reflexão
“Uma vez que a taxa de desemprego “vai subir” e, este, será de “longa duração”. O período negro da crise ainda não chegou” – é salientado.
O Conselho Geral da Cáritas considera – “que existem situações na sociedade portuguesa exigentes de profunda reflexão: escassa penalização dos rendimentos mais elevados, incluindo as pensões de reforma; a diminuição de salários na administração pública, o notório prejuízo das famílias mais numerosas no que respeita ao abono de família; a diminuição de algumas prestações sociais, sem perspectivas da renovação da acção social a favor das pessoas mais carenciadas; o aumento do custo do sistema de justiça, que já era insustentável para os cidadãos de baixos rendimentos e o aumento do custo de vida, através do aumento do IVA”
Luta permanente contra as assimetrias sociais
O Conselho Geral da Cáritas, neste contexto – “recomenda um menor despesismo na sociedade portuguesa e uma luta permanente contra as assimetrias sociais. Formas de actuação que ajudam na coesão social deste país e na eliminação da crise vigente.”
As Cáritas referem que – “apesar das dificuldades existentes, estes agentes sócio-caritativos não devem desistir, mas empenhar-se cada vez mais no serviço da caridade. Os testemunhos dos representantes das dezanove Cáritas presentes no Conselho Geral mostram o caminho profético no intuito de ajudar a eliminar a crise que assola Portugal e o mundo”.
Uma pedra preciosa às famílias fragilizadas
“O auxílio destes organismos tem sido uma pedra preciosa às famílias fragilizadas. A sociedade actual trouxe novos problemas à célula familiar. Para além, da falta de recursos financeiros, o apoio na área psicológica e espiritual é premente. O combate ao aumento do número de desempregados, situações de fome, ajuda na compra de medicamentos e no pagamento das rendas habitacionais e o apoio a imigrantes, toxicodependentes, alcoólicos e idosos são formas das Cáritas mostrarem o o seu serviço à luz da Doutrina Social da Igreja” – é sublinhado nas conclusões do Conselho Geral da Caritas..













