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Bastidores

Comissão Concelhia do Seixal do PCPAs escolas do 2.º e 3.º ciclos e secundárias não funcionaram

“A forte adesão registada é reveladora da recusa por parte dos trabalhadores em aceitar imposições do Governo PS e do PSD, em aceitar medidas que além de injustas não resolvem os problemas do país.” – sublinha a Comissão Concelhia do Seixal do PCP.

Refere o PCP que no concelho do Seixal – “As escolas do 2.º e 3.º ciclos e secundárias não funcionaram. A Segurança Social e a Repartição de Finanças do Seixal estiveram fechadas. Os serviços das seis Juntas de Freguesia e da Câmara Municipal do Seixal não funcionaram. Não houve recolha de lixo.”

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Comissão Concelhia do Seixal do PCP As escolas do 2.º e 3.º ciclos e secundárias não funcionaram

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral do Comunicado do Executivo da Comissão Concelhia do Seixal do PCP - Sobre a Greve Geral:

O Executivo da Comissão Concelhia do Seixal do PCP saúda os trabalhadores pela extraordinária adesão à Greve Geral convocada pela CGTP-IN. A adesão à Greve constitui um forte protesto contra a política de direita que penaliza gravemente os trabalhadores e as suas famílias, deixando intocáveis os escandalosos lucros dos grandes grupos económicos.
O protesto reflectiu-se na adesão à Greve nos vários sectores de actividade.

No Concelho destaca-se a adesão dos trabalhadores da Administração Pública, Local e Central. As escolas do 2.º e 3.º ciclos e secundárias não funcionaram. A Segurança Social e a Repartição de Finanças do Seixal estiveram fechadas. Os serviços das seis Juntas de Freguesia e da Câmara Municipal do Seixal não funcionaram. Não houve recolha de lixo. No sector da Saúde a Greve também teve impacto com várias unidades de saúde sem funcionamento.

Nos transportes, é de realçar a paralisação na Transtejo.
Na Delphi a adesão registada é superior à última Greve Geral, tendo atingido cerca de 40% no primeiro turno.

Na SN Seixal é de destacar a lamentável ingerência no piquete de greve levada a cabo por um dos directores de produção daquela empresa, acção intimidatória para com os trabalhadores.

A forte adesão registada é reveladora da recusa por parte dos trabalhadores em aceitar imposições do Governo PS e do PSD, em aceitar medidas que além de injustas não resolvem os problemas do país.

Enquanto os 23 maiores grupos económicos em Portugal acumulam lucros de 16 milhões de euros por dia, o Orçamento de Estado apresentado pelo Governo PS, bem como as medidas propostas pelo PSD, demonstram mais uma vez a sua subserviência ao grande capital, conduzindo a mais desemprego, precariedade, à degradação das condições de vida das populações, à destruição do aparelho produtivo, à insolvência de micro e pequenas empresas e põem em causa a soberania nacional.

O país não está condenado à chantagem apresentada por este Orçamento. A solução dos problemas do país e dos portugueses reclama uma ruptura e uma mudança de política, e um orçamento que tenha como objectivo central o crescimento económico, a criação de emprego e a promoção do desenvolvimento do país com mais justiça social.

O país precisa de um orçamento que aumente os salários e as pensões, defenda a produção nacional, aposte no investimento e no emprego público, combata as privatizações, avance com uma justa tributação fiscal dos lucros e privilégios dos grupos económicos e afirme a soberania e independência nacionais.

Saudando os trabalhadores pela forte adesão na Greve Geral, o PCP apela a todos os que se sentem atingidos por esta criminosa política de direita para que continuem a fazer ouvir a sua voz.

O Executivo da Comissão Concelhia do Seixal do PCP

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