Greve Geral – CGTP-IN E UGTMais de 3 milhões de trabalhadores fizeram a Greve Geral
Carvalho da Silva, Secretário Geral da CGTP-IN e João Proença, Secretário Geral da UGT, em conferência de imprensa conjunta, divulgaram a avaliação da Greve Geral.
“Estamos em condições de afirmar que estiveram envolvidos na Greve mais de 3 milhões de trabalhadores” – salientou Carvalho da Silva, acrescentando - “É uma muito grande Greve Geral”.
No Parque Industrial de Palmela, de actividade privada, referiu Carvalho da Silva – “foi uma paralisação muito grande”.
“O Governo está a por em causa o direito à negociação colectiva. Isto é completamente inaceitável” – sublinhou João Proença, pondo em causa, desta forma, “o modelo social português”.

Por Jornal Rostos
Na conferência de imprensa, Carvalho da Silva, sublinhou que – “nós tivemos hoje uma extraordinária Greve Geral em Portugal”, apesar de condicionalismos e das dificuldades económicas dos trabalhadores, estes aderiram ao protesto.
É uma Greve que resulta do trabalho dos activistas sindicais nas bases, que desenvolveram muitos contactos de mobilização, referiu Carvalho da Silva.
“Estamos em condições de afirmar que estiveram envolvidos na Greve mais de 3 milhões de trabalhadores” – salientou Carvalho da Silva.
“É uma muito grande Greve Geral” - referiu, tendo em conta os contextos sociais, acrescentando que Greve Geral teve uma adesão de grande “transversabilidade”.
No Parque Industrial de Palmela, de actividade privada, referiu – “foi uma paralisação muito grande”.
Nos Transportes públicos e privados, afirmou, foi grande a paralisação, assim como a paralisação da actividade portuária, da Aviação, dos Tribunais e das Escolas.
Queremos negociação que não sejam uma farsa
“Esta Greve vai ter efeitos quer no imediato, quer no futuro” – salientou, referindo o impacto ao nível do movimento sindical europeu.
A Greve vai permitir “sermos mais exigentes” no cumprimento de Acordos em relação à protecção dos trabalhadores e dos desempregados, bem como na defesa do salário mínimo.
“Queremos negociação que não seja uma farsa”- sublinhou, defendendo a exigência de implementação de politicas de “não empobrecimento da sociedade portuguesa”
Foi uma jornada de grande contestação
João Proença, Secretário Geral da UGT, recordou que foi uma jornada de luta conjunta, unida em torno dos mesmos objectivos, sublinhando que, tal, aconteceu pela primeira vez, com este encontro de perspectivas de acção em comum.
Recordou que actualmente a população activa conta com 4 milhões de trabalhadores, maior que era quando da Greve Geral de 1988, pelo que considerou esta Greve Geral de maior significado.
“Foi uma jornada de grande contestação. Uma jornada que traduziu a esperança num mundo melhor” – referiu.
“Muita gente não fez greve, mas estiveram solidários com a Greve” – sublinhou, referindo em concreto a solidariedade dos pequenos empresários – “que vestiram a camisola da greve”.
“Temos que valorizar o emprego” – referiu, contestando que tudo se limite as políticas que visem concretizar os objectivos dos défices.
Recusamos o PEC 4 e o PEC 5
“Recusamos o PEC 4 e o PEC 5”- salientou João Proença, defendendo a implementação de politicas de criação de emprego.
“O Governo viola acordos” – afirmou, congelando pensões, querendo combater o défice – “à custa de pensões daqueles que ganham menos que o salário mínimo nacional”.
“O Governo está a por em causa o direito à negociação colectiva. Isto é completamente inaceitável” – sublinhou João Proença, pondo em causa, desta forma, “o modelo social português”.
"O défice não justifica tudo" - salientou o secretário geral da UGT.
Segundo João Proença esta Greve Geral cria condições para que continuem a desenvolver-se acções conjuuntas entre as duas centrais sindicais.













