BLOCO DE ESQUERDA BARREIRODEBATE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Por Jornal Rostos
Os números revelam que a Violência Doméstica é, em Portugal, um crime por denunciar e, pior do que isso, sem políticas de resolução à vista.
A violência extrema de que se trata, e que leva à morte, em média, de duas mulheres por dia, foi considerada crime por proposta apresentada, na Assembleia da República, pelo Bloco de Esquerda.
Continuando a sua luta, contra a Violência Doméstica, o Bloco de Esquerda do Barreiro levou a cabo um debate, no passado dia 27, onde foram oradores a ex-presidente da UMAR, Elisabete Brasil, o responsável pelo Grupo de Apoio à Vítima, Telmo Torrinha e a deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto.
A referência e análise crítica de dados lançados por todos – morte de 44 mulheres em 2008, 30 em 2009 e, em 2010, até ao momento, 39, perfazendo um total de 113 mortes, teve como objectivos primordiais o colmatar a existente lacuna de informação, a denúncia de actos cometidos e a apresentação de propostas para a irradicação deste flagelo social, nos nossos dias.
Ao debate, que teve a participação empenhada de muitos dos presentes, seguiu-se o Círculo “Romper o Silêncio”, em que foram evocadas, em voz alta, por um largo número de pessoas, de entre as muitas que encheram a sala d’Os Penicheiros, os nomes de mulheres vítimas até à morte, nos anos de 2008 e 2009.
Em sua homenagem foram usadas rosas vermelhas que, atiradas simbolicamente para o centro do Círculo, marcaram política e emocionalmente o final da acção.
Porque foram apresentadas propostas concretas, por parte dos presentes, para a continuidade do debate em torno do tema, sendo evocados o espaço escola, a violência no namoro e a responsabilidade de algumas instituições, o Bloco de Esquerda manifestou-se disponível para a concretização de futuras outras acções.
A Concelhia do Bloco de Esquerda/Barreiro













