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Bastidores

Deputados do Partido Comunista Português - SetúbalInterrogam o Governo sobre a falta de trabalhadores no Agrupamento de Centros de Saúde Seixal-Sesimbra

"A falta de trabalhadores e a precariedade das relações de trabalho cria ainda mais dificuldades no funcionamento do ACES Seixal e Sesimbra, o que terá naturalmente, consequências negativas junto da população, no acesso e na qualidade dos cuidados de saúde. O Governo tem de dotar o ACES Seixal-Sesimbra dos meios humanos necessários, com a admissão de trabalhadores na Administração Pública, integrados numa carreira, com direitos, através da realização de concursos públicos." - sublinha uma nota do PCP.

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Deputados do Partido Comunista Português - Setúbal Interrogam o Governo sobre a falta de trabalhadores no Agrupamento de Centros de Saúde Seixal-Sesimbra

Por Jornal Rostos

Divulgamos integralmente o documento que recebemos na nossa redacção:

Deputados do Partido Comunista Português interrogam o Governo sobre a falta de trabalhadores no Agrupamento de Centros de Saúde Seixal-Sesimbra

A carência de trabalhadores dos serviços públicos de saúde resulta da política de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde de sucessivos Governos. As medidas aprovadas por este Governo, de congelamento na admissão de trabalhadores para a Administração Pública, e mais recentemente, a aplicação do Despacho assinado pelo Ministro das Finanças, agravaram a situação.

No Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Seixal e Sesimbra cessaram funções 22 trabalhadores no passado dia 29 de Outubro. Trata-se de trabalhadores contratados por empresas de trabalho de temporário. A falta de meios humanos tem obrigado os serviços públicos de salde a recorrerem à colocação de trabalhadores através destas empresas, porque não são autorizados concursos públicos para a admissão de trabalhadores para a administração pública.

Entretanto os trabalhadores foram chamados para assinarem um novo contrato, com um horário de 35 horas semanais. Dado que os trabalhadores com vínculo à função pública não estão autorizados a fazerem horas extraordinárias, são os trabalhadores contratados através das empresas de trabalho temporário que asseguram o trabalho extraordinário, tendo um acréscimo de 50 € no seu vencimento no caso dos assistentes técnicos.

A falta de trabalhadores e a precariedade das relações de trabalho cria ainda mais dificuldades no funcionamento do ACES Seixal e Sesimbra, o que terá naturalmente, consequências negativas junto da população, no acesso e na qualidade dos cuidados de saúde. O Governo tem de dotar o ACES Seixal-Sesimbra dos meios humanos necessários, com a admissão de trabalhadores na Administração Pública, integrados numa carreira, com direitos, através da realização de concursos públicos.
Os deputados do PCP, Paula Santos e Bruno Dias, perguntaramr se o Governo tem conhecimento desta situação, se analisou os impactos no funcionamento do ACES Seixal e Sesimbra e nos cuidados prestados à população provocados pela falta de meios humanos e que medidas vai o Governo tomar para dotar o ACES Seixal e Sesimbra dos meios humanos adequados para o seu bom funcionamento. Os deputados do PCP quiseram também saber se o Governo considera que o recurso à colocação de trabalhadores através de empresas de trabalho temporário é solução para assegurar serviços públicos, designadamente na área da saúde ou se vai abrir concursos públicos para admitir os trabalhadores necessários e quando.

O Gabinete de Imprensa da DORS do PCP

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