Fernando Patrício mandatário concelhio de Sesimbrada candidatura de Francisco Lopes
Joaquim Judas, mandatário regional de Francisco Lopes, relembrou, na sua intervenção, “o triste fado que tem sido a governação de Sócrates, um governo ao serviço do grande capital e dos mercados, contra os trabalhadores, os portugueses e o país”.

Por Jornal Rostos
“Realizou-se mais uma grande noite de fados no Centro de trabalho do PCP na Quinta do Conde que contou com a presença de mais de uma centena de militantes, simpatizantes e amigos” – refere o PCP.
Após o jantar, Zé Pereira, responsável do concelho de Sesimbra do PCP, interveio para apresentar Fernando Patrício, como mandatário concelhio da candidatura de Francisco Lopes e de seguida deu a palavra a Joaquim Judas o mandatário regional.
Judas relembrou, na sua intervenção, “o triste fado que tem sido a governação de Sócrates, um governo ao serviço do grande capital e dos mercados, contra os trabalhadores, os portugueses e o país”.
Sublinhou que “este governo roubou o subsídio de alimentação às crianças, as reformas aos idosos e os salários aos trabalhadores, mas na hora de cobrar os impostos aqueles que ganham milhões votou (conjuntamente com o PSD e CDS) contra a proposta do PCP que permitia arrecadar mais de 200 milhões de euros aos especuladores bolsistas. Se 4,3 milhões de portugueses ganhassem mil euros na bolsa, obteriam um lucro de 4,3 mil milhões de euros e pagariam mais de 818 milhões de euros de impostos. Mas há em Portugal, algumas dezenas de empresários que com o apoio do PS/PSD/CDS facturaram na bolsa 4,3 mil milhões de euros e não vão pagar impostos. Quando o PCP tentou recuperar cerca de 200 milhões de euros, aqueles que durante semanas (Sócrates e Passos de Coelho) negociaram o roubo do abono de família às crianças gritaram “aqui del rei” e votaram contra, que vergonha. Afinal a crise não é para todos. Para que serviu o seu voto? “
Joaquim Judas recordou, ainda “o triste fado do governante que mais tempo esteve no poder, Cavaco Silva”.
Referiu que – “durante 10 anos, Cavaco recebeu subsídios para abater oliveiras, barcos,… destruiu a produção nacional e é um dos principais responsáveis pela situação em que o país se encontra. Antes da destruição da Reforma Agrária e da adesão de Portugal à CEE, o nosso país produzia 80% do que comia e a dívida externa era de 15% do PIB. Ano após ano (Mário Soares, Guterres, Cavaco, Durão, Santana,…) sob o falso lema “menos estado, melhor estado” foram privatizando a economia e diminuindo o papel do estado na sociedade. Essa receita levou a que hoje produza-mos apenas 20% do que comemos e a dívida externa esteja entre os 90% e 100% do PIB. Conduziu-nos ao descalabro em que nos encontramos, e que propõem estes senhores para sairmos da crise? As mesmas falsas soluções. Cavaco, mandou policias bater em policias, passou a idade da reforma das mulheres dos 62 para os 65 anos… e depois incapaz de resolver os problemas que criou fugiu a meio do terceiro mandato”.
“Durante 5 anos como Presidente da República, Cavaco Silva assumiu o papel de um mero corta fitas que sempre apoiou as políticas de Sócrates.
Não moveu uma palha contra essas políticas e assim aparece como um político supostamente consensual para um novo mandato.
Mas não podíamos aqui também, deixar de falar de Manuel Alegre e Defensor de Moura que enquanto deputados no grupo parlamentar do PS sempre apoiaram as políticas deste governo. Quando lá na Assembleia da República era proposto verba para o quartel da GNR, da Escola Secundária ou do Lar de Idosos na Quinta do Conde eles votaram sempre contra e agora vem pedir o nosso voto.” – sublinhou Joaquim Judas.
“A candidatura de Francisco Lopes assume-se como uma candidatura diferente, de outro fado, do fado de Abril. Uma candidatura patriótica e de esquerda. Uma candidatura que defende um papel mais interveniente do Presidente da República na vida política. Que defende a defesa da produção nacional e a valorização dos portugueses como forma de vencer a crise. Uma candidatura que se manifesta contra o roubo dos abonos, das reformas e dos salários e que defende a tributação da especulação bolsista, dos 16 mil milhões de euros registados nos offshores da Madeira, e o aumento do IRC na banca, medidas que permitiam angariar uma verba superior aquela que é obtida nos PEC`s. No dia 23 de Janeiro leia os programas dos candidatos e vote com consciência naquele que defende os Portugueses e Portugal. Vote Francisco Lopes. Para por fim a este triste fado.” – sublinhou Joaquim Judas.
Depois do apelo ao voto na candidatura de Francisco Lopes lançado por Joaquim Judas seguiu-se uma noite de fados que durou até perto das 4 da manhã.
Francisco Lopes no concelho de Sesimbra
Entretanto, no dia 31 de Dezembro 20 horas, realiza-se um jantar no Centro de Trabalho do PCP na Quinta do Conde para comemorar a passagem de ano.
Francisco Lopes almoça, no próximo dia 11 de Dezembro pelas 12:30, nas instalações da Musica, em Sesimbra, e, no dia 8 Janeiro, na Quinta do Conde, em lugar ainda por designar.
Fonte - PCP













