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Bastidores

Francisco Lopes e Jerónimo de Sousa na Quinta do Conde - Sesimbra«Não há maior radicalismo e ilusão do que aceitar a versão dos mercados e abdicar da defesa dos interesses nacionais»

Francisco Lopes afirmou que a sua candidatura é a única que está contra a política de direita que conduziu o país ao desastre nacional em que se encontra. Enquanto que os outros candidatos apoiaram o actual orçamento ele manifestou-se contra e defendeu um orçamento quem em vez de roubar os abonos das crianças, as reformas dos reformados ou os salários dos trabalhadores fosse buscar receitas aos poderosos e recordou que foram apresentadas propostas na Assembleia da República que permitiam ao governo ir buscar mais de 3 mil milhões de euros sem precisar de atacar os mesmos de sempre. Porém tais propostas foram recusadas pela direita.

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Francisco Lopes e Jerónimo de Sousa na Quinta do Conde - Sesimbra «Não há maior radicalismo e ilusão do que aceitar a versão dos mercados e abdicar da defesa dos interesses nacionais»

Por Jornal Rostos

A 8 de Janeiro de 2010 realizou-se na Voz do Alentejo na Quinta do Conde um almoço de apoio à candidatura de Francisco Lopes que contou com a presença de cerca de 200 pessoas.
Coube ao mandatário Concelhio, Fernando Patrício, dar início ao comício que antecedeu a refeição.
Começou por agradecer a presença de todos em mais uma iniciativa de apoio à candidatura de Francisco Lopes, agradeceu à direcção da Voz do Alentejo pela amabilidade que teve ao ceder aquelas magníficas instalações para a realização do evento e por fim agradeceu a todos aqueles que de forma voluntária contribuíram para a sua realização. Em seguida apresentou a mesa que era composta por Victor Antunes, Odete Graça, Augusto Pólvora, José Capucho, José Pereira e Margarida Botelho todos membros da comissão de apoio à candidatura de Francisco Lopes, Fernando Patrício mandatário concelhio, Joaquim Judas mandatário Regional, Heloisa Apolónia membro da comissão política do Partido Ecologista os Verdes, Jerónimo de Sousa Secretário Geral do Partido Comunista português, e Francisco Lopes candidato às eleições presidenciais 2011.
Terminada a apresentação da mesa deu a palavra Jerónimo de Sousa.
Que afirmou que a aprovação do Orçamento de Estado para 2011 o mês de Janeiro vai ter a marca da política de direita que fustiga brutalmente os trabalhadores, os reformados e pensionistas, os pequenos e médios empresários, a juventude, aqueles que precisam de apoio social. O governo aprovou os cortes no abono de família, salários, reformas e pensões e apoios sociais com a ajuda do PSD de Passos Coelho e com a assinatura de Cavaco Silva, Por cada patifaria feita ao povo português pelo governo no fim esta a assinatura de quem apadrinhou e promulgou este orçamento, Aníbal Cavaco Silva.
Sócrates, Passos Coelho e Cavaco cortaram os abonos de família das crianças para poupar 250 milhões de euros mas não tocaram nos lucros fabulosos dos grupos económicos. Lembrou que o PCP apresentou propostas de projectos lei para obrigar a banca e as empresas que facturam de lucro mais de 50 milhões de euros a pagarem 25% de IRC, propôs que se cobrasse 20% de impostos sobre a especulação bolsista entre outras medidas que permitiam ao estado ir buscar mais de 3 mil milhões de euros mas PS e PSD preferiram roubar aos pobres e à classe média para não mexer nos lucros dos ricos.
Jerónimo apelou aos portugueses para que não parem de lutar pelo aumento do salário mínimo para 500 euros já em Janeiro de 2011 e afirmou que se o governo não cumprir os acordos estabelecidos nesse sentido bem como a resolução aprovada na Assembleia da República isso significa que Portugal tem um governo que não só não respeita os trabalhadores como já nem se respeita a si mesmo.
Afirmou que a nossa candidatura é a única que se opõe a esta política de direita. Lembrando que “nada está perdido e que um dia o povo português há-de perceber quem esta com ele e quem esta contra ele”. A solução para Portugal não passa pelo aumento do IVA e dos impostos ou por cortes nos abonos, nos salários, reformas e pensões e nos apoios sociais. A solução para o problema do país passa por pôr Portugal a produzir, por apostar no desenvolvimento da agricultura, das pescas e da indústria e pela valorização do trabalho.
Terminou afirmando que a candidatura de Francisco Lopes é a candidatura de todos os portugueses que estão preocupados com o futuro do país e que desejam um novo rumo para Portugal. Quem quer um país melhor de futuro e progresso social a 23 de Janeiro vota Francisco Lopes.
De seguida foi dada palavra a Francisco Lopes.
Francisco Lopes começou por saudar aqueles que pelo país fora não desistem de lutar pelos seus direitos de que é exemplo a luta dos quintacondenses pela construção do Centro de Saúde, pela contratação de médicos e na defesa do Serviço nacional de saúde.
Referiu-se ao facto de Cavaco Silva ter acusado aqueles que atacam os mercados de ser radicais afirmando que “não há maior radicalismo e ilusão do que aceitar a versão dos mercados e abdicar da defesa dos interesses nacionais”. Lopes comprometeu-se, caso fosse eleito Presidente a defender PORTUGAL impondo condições aos mercados concertando posições com outros países como a Irlanda, a Grécia ou a Espanha.
Francisco Lopes lembrou o papel de Cavaco Silva na destruição das pescas nacionais, um dos sectores que muito contribuiu para a redução drástica do país. O abate da frota pesqueira foi particularmente intenso entre os anos de 1985 e 1995 precisamente aqueles em que Cavaco foi Primeiro-ministro. Foi também nesta altura que o sector agrícola sofreu um pesado revés com a troca de subsídios pelo abate de oliveiras e introdução de cotas de produção. Portugal que no passado já produziu mais de 80% dos alimentos que consumia produz hoje apenas 20% em resultado destas políticas de direita de destruição do aparelho produtivo levadas a cabo por PS/PSD e CDS.
Sobre o Orçamento de Estado para 2011 afirmou que Cavaco promulgou-o pelo que agora não pode fugir as suas responsabilidades e sacudir a água do capote pois ele é responsável por mais recessão e desemprego ao ter apadrinhado o acordo PS/PSD.
“Que país é este, que protege os responsáveis pela fraude do BPN, que investe 4,5 mil milhões do erário público nessa fraude ao nacionalizar o banco e deixando de fora os activos do grupo que dão milhões de lucros e que se prepara agora para investir mais dois mil milhões de euros para ajudar aqueles que cometeram uma fraude por gestão criminosa e o faz à custa de cortes nos abonos das crianças, nos salários dos trabalhadores, nas reformas e pensões? Que país é este, cujo governo rouba aos pobres e a classe média para dar e proteger os ricos? O ano de 2011 vai ser mau para os trabalhadores e o povo que ficarão mais pobres mas já do mesmo não se queixam os ricos que ficarão ainda mais ricos.”
Francisco Lopes afirmou que a sua candidatura é a única que está contra a política de direita que conduziu o país ao desastre nacional em que se encontra. Enquanto que os outros candidatos apoiaram o actual orçamento ele manifestou-se contra e defendeu um orçamento quem em vez de roubar os abonos das crianças, as reformas dos reformados ou os salários dos trabalhadores fosse buscar receitas aos poderosos e recordou que foram apresentadas propostas na Assembleia da República que permitiam ao governo ir buscar mais de 3 mil milhões de euros sem precisar de atacar os mesmos de sempre. Porém tais propostas foram recusadas pela direita.
Terminada a refeição, foi feito o apelo à participação de todos nas iniciativas de campanha e feito o apelo ao voto em Francisco Lopes, deu-se por encerrado o comício e passou-se ao almoço.
Quanto à ementa, feijoada tipo transmontana.

Fernando Patrício

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