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Bastidores

UGT manifestaProfunda preocupação pela violência no Egipto

Uma delegação da UGT, representada por vários membros do Secretariado Executivo, reuniu hoje com o Embaixador do Egipto em Lisboa, Hamdi Loza, a quem declarou a sua preocupação face à situação vivida no Egipto.

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UGT manifesta Profunda preocupação pela violência no Egipto

Por Jornal Rostos

Numa declaração assinada pelo Secretário Geral da UGT, (ver anexo) a Central manifestou ao citado embaixador, ter conhecimento, através da Confederação Sindical Internacional (CSI), que milícias, conduzidas por elementos do partido no poder, começaram a aterrorizar a população, atacando os manifestantes, impedindo-os de exercerem o seu direito à liberdade de expressão.

A UGT mostrou-se também solidária com os seus colegas representantes das organizações sindicais independentes, que sempre se mostraram firmes na defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras apesar dos momentos difíceis que atravessam nestas circunstâncias profundamente hostis.

Perante esta situação, a UGT, na voz da sua Secretária Internacional, Wanda Guimarães, pediu ao embaixador para que interviesse junto do governo egípcio, no sentido de ser assegurada a defesa dos cidadãos contra as milícias e a protecção dos manifestantes pacíficos.

A Central afirmou ainda que a sua principal preocupação prende-se com a necessidade de serem asseguradas as liberdades sindicais fundamentais, como a liberdade de expressão, de modo a que ninguém sofra qualquer discriminação ou retaliação em virtude do exercício dos seus legítimos direitos.

Após ter escutado a exposição da UGT, o Embaixador agradeceu a preocupação manifestada pela Central e garantiu que estavam a ser desenvolvidos vários procedimentos para a instauração da segurança e pacificação do clima de violência. Hamdi Loza assegurou que o governo egípcio criou um comité independente que visa apurar os verdadeiros responsáveis pelas situações de violência criadas durante as manifestações.

Informou ainda que a ministra do Trabalho egípcia se tinha reunido com os empresários, para que os trabalhadores não fossem penalizados pelas ausências ao trabalho ou discriminados relativamente ao direito do livre exercício de expressão.

No final da reunião, a UGT expressou o desejo de que o povo egípcio possa encontrar livremente o caminho para a paz e para a democracia, sublinhando a importância da existência de organizações sindicais livres que possam representar diferentes opções para os trabalhadores.

Lisboa, 08 de Fevereiro de 2011
O Gabinete de Imprensa

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