Demissão de António Duro na Moita segundo Concelhia do PCP«Fracasso da política e da governação do PS gera demissão na Câmara Municipal»
«A desilusão política de duro está bem patente no artigo que fez publicar na Imprensa regional onde afirma, “pessoas no PS que não se revêem na política governativa errada.”» - refere o Executivo do PCP da Moita, sublinhando que – “em abono da verdade que este foi o candidato socialista a presidente da Câmara que nos mandatos recentes mais tempo permaneceu na vereação”.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral do comunicado do Executivo da Comissão Concelhia da Moita do PCP:
Fracasso da política e da governação do PS gera demissão na Câmara Municipal
O candidato do PS à Presidente da Câmara da Moita nas eleições de 2009, António Duro, em reunião do executivo camarário, anunciou a suspensão do mandato a que se seguirá o abandono definitivo. Mostrando-se desiludido com os resultados eleitorais das Presidenciais, com o seu partido, com a política do Governo, e de caminho, com críticas à gestão da CDU na Câmara, faltando-lhe assumir a sua falta de empenhamento no desempenho do cargo.
A desilusão política de duro está bem patente no artigo que fez publicar na Imprensa regional onde afirma, “pessoas no PS que não se revêem na política governativa errada.” O Secretariado concelhio do PS, para atenuar o significado da derrota política da demissão e dos motivos que lhes estão associados, sai com comunicado a criticar a gestão da Câmara Municipal e a sobrevalorizar o vereador demissionário, escamoteando os motivos invocados põe este “de saturação, de índole partidário e de política geral.”
No texto em que anuncia a sua decisão, bem como no comunicado do PS a esse respeito, temos apenas mais do mesmo: o mesmo discurso estafado, alguma tentativa de demarcação de um governo desgastado, que fica bem nos tempos que correm e o mesmo vazio de ideias, de propostas e de alternativas para a autarquia e para o Concelho. O que este PS e os seus representantes têm para oferecer à população da Moita é uma mão cheia de nada e por isso o seu cabeça de lista entrou e saiu e nem rasto deixou.
Cumpre-se assim a tradição. Diga-se em abono da verdade que este foi o candidato socialista a presidente da Câmara que nos mandatos recentes mais tempo permaneceu na vereação: os seus dois antecessores por cá resistiram apenas o curto tempo de espera necessário até lhes ser atribuído um lugar no aparelho do Estado, junto aos outros milhares de quadros do PS alojados na Administração Pública e nas empresas públicas.
As “lições de democracia” de Duro e do secretariado concelhio do PS desmarcaram-se desde logo nos seus próprios comunicados: ao retirar o direito de voto aos Presidentes de Junta nas reuniões da Assembleia Municipal, ou na proposta de diminuição do número de vereadores, ou ainda no abandono dos cargos para que foram eleitos, denotando um enorme desrespeito pela vontade do povo da Moita, que os quis na Câmara Municipal, mas em minoria.
10 de Fevereiro de 2011
O Executivo da Comissão Concelhia da Moita do PCP













