Saltar para o conteúdo
Bastidores

BE quer ouvir responsáveis pelos aumentos das rendasnos bairros sociais de Almada, Lisboa e Seixal

Em requerimento dirigido à Comissão Parlamentar de Ambiente e do Ordenamento do Território, a deputada Rita Calvário requereu a audição da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, do Presidente do IHRU e do Movimento de Associações e Comissões de Moradores Contra a Renda Apoiada.

2 min de leitura
BE quer ouvir responsáveis pelos aumentos das rendas nos bairros sociais de Almada, Lisboa e Seixal

Por Jornal Rostos

O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), instituto público sob a superintendência e tutela do Ministério do Ambiente, insiste em forçar a aplicação do regime da renda apoiada em vários bairros sociais, ignorando as injustiças deste regime e o duro momento de crise social que o país atravessa. São muitas as famílias afectadas por esta medida nos bairros sociais de Almada (Bairro Rosa e Bairro do Raposo), Lisboa (Bairro das Amendoeiras) e Seixal (Bairro Quinta do Cabral).
A aplicação do regime de renda apoiada nestes bairros sociais, e dos seus critérios socialmente injustos, tem como consequência aumentos muito expressivos das rendas, realidade que coloca em grandes dificuldades os agregados familiares de baixos rendimentos que aí residem. Existem casos em que as rendas aumentaram cerca de 800%. O Bloco de Esquerda tem conhecimento de que há famílias no desemprego cujo novo valor da renda atingiu mesmo o seu valor máximo, agravando-se assim a situação de forte vulnerabilidade social em que se encontram.
O argumento utilizado pelo instituto público, de que foram realizadas obras de reabilitação, não é justificável, pois não foram resolvidos os problemas estruturais do edificado, que durante largos anos foi dotado ao abandono, degradando-se flagrantemente por omissão das entidades públicas responsáveis pela sua gestão. Acresce ainda que as famílias que, exclusivamente às suas custas, efectuaram obras de beneficiação nas suas casas viram as suas rendas sofrer maiores aumentos, situação que reflecte bem a incoerência da aplicação deste regime.
Esta política por parte do IHRU e do Ministério do Ambiente revela uma extrema insensibilidade social, pelo que o Bloco de Esquerda chama ao Parlamento os responsáveis por esta situação para prestar os devidos esclarecimentos, bem como ouvir os representantes das famílias afectadas.

Fonte - BE

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção