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Bastidores

Vereadores Socialistas do SeixalVisita ao Bairro da Jamaica

A requerimento dos vereadores socialistas na Câmara Municipal do Seixal, realizou-se hoje, 16 de Março de 2011, uma visita a Vale de Chicharos, mais conhecido como Bairro da Jamaica, na qual participaram vários técnicos da autarquia e eleitos.
O objectivo desta visita era observar no local esta realidade, uma das mais graves na Área Metropolitana de Lisboa, a nível social, do ponto de vista da segurança e das condições urbanísticas.

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Vereadores Socialistas do Seixal Visita ao Bairro da Jamaica

Por Jornal Rostos

Divulgamos a nota de iomprensa que recebemos na nossa redacção:

VEREADORES SOCIALISTAS VISITAM BAIRRO DA JAMAICA

A requerimento dos vereadores socialistas na Câmara Municipal do Seixal, realizou-se hoje, 16 de Março de 2011, uma visita a Vale de Chicharos, mais conhecido como Bairro da Jamaica, na qual participaram vários técnicos da autarquia e eleitos.
O objectivo desta visita era observar no local esta realidade, uma das mais graves na Área Metropolitana de Lisboa, a nível social, do ponto de vista da segurança e das condições urbanísticas.
Por coincidência esta visita realizou-se escassas 24 horas depois da intervenção da Policia Judiciária no bairro, através da sua unidade nacional de contra-terrorismo, no âmbito do combate a gangs organizados que lutam pelo controlo do tráfico de droga no concelho. Nesta operação foram detidas onze pessoas.
Foi possível verificar no local as condições degradantes em que vivem estas 806 pessoas, que correspondem a 252 famílias, segundo dados fornecidos pelo município e de acordo com o censo levado a cabo no passado mês de Outubro.
Estas pessoas vivem sem quaisquer condições de salubridade, “desviando” a água com que se abastecem da rede pública, o mesmo acontecendo com a energia eléctrica. Na maioria dos prédios foi possível verificar que o sistema de esgotos escoa directamente para a cave, nalguns casos estando esta já cheia e escorrendo os mesmos para a via pública. Em consequência desta realidade alguns prédios correm risco eminente de colapso, em virtude do comprometimento das suas fundações.
No que se refere à segurança, na zona e de toda a área envolvente, apesar de ter sido veementemente negado pelos autarcas comunistas qualquer problema de insegurança, invocando até para isso dados pretensamente fornecidos pela PSP, a verdade é que quer a experiência pessoal e profissional dos signatários, quer as notícias vinculadas na comunicação social, bem como os relatos ouvidos no local provam precisamente o contrário. A título de exemplo refira-se que já no fim da visita foi possível falar com uma moradora que apresentou o seu problema em virtude de ter três filhos presos, em três locais diferentes.
Do ponto de vista urbanístico constatou-se que apesar das sucessivas promessas do PCP/CDU nada de relevante se fez ou se perspectiva fazer a curto/médio prazo para a resolução deste problema. Na verdade o protocolo assinado em 2004 com a empresa proprietária dos terrenos e que serviu de pretexto para afixar propaganda do município no local afirmando que a demolição daquelas torres e o consequente realojamento aconteceria durante o ano de 2005, foi esquecido.
Também com a aprovação do Plano de Pormenor para a área em 2009 a maioria comunista no município afirmou que seria desta que o problema seria resolvido, com o realojamento desta população noutro local.
A verdade é que as informações recolhidas durante o dia de hoje vão no sentido de que desde a data da aprovação do PP nada mais foi feito, remetendo-se agora a solução do problema para o IHRU, em virtude de eventuais dificuldades financeiras do promotor. A realidade é que entretanto a Câmara já isentou a Urbangol, a empresa proprietária dos terrenos do pagamento de taxas urbanísticas e autorizou o crescimento dos índices de construção inicialmente previstos para o local, como se já não bastasse esta empresa ser sedeada no offshore de Gibraltar.
Curioso foi também verificar que no contacto com a população residente nos foi manifestado o seu desagrado pelo facto de lhe serem criadas continuadamente falsas expectativas de realojamento no curto prazo, o que, segundo alguns residentes os inibiu de, no passado, procurarem soluções alternativas.
Estranho foi também ouvir residentes no local afirmar que o realojamento estaria previsto para a zona da Flôr da Mata mas que não se concretizava por oposição dos moradores nesse local. Uma das residentes afirmou mesmo já ter ido com a filha ver as obras de desmatação da Flôr da Mata, na expectativa de aí vir a ser realojada.
Os signatários consideram que é necessário, que de uma vez por todas, o PCP assuma as responsabilidades que tem neste problema, e recorde-se que a ocupação por estes moradores do local é toda ela posterior a 1993, falando verdade e não continuando a enganar a população.

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