PCP da Moita acusa PS da MoitaFaz «rasgados elogios ao Governo e a Sócrates»

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral do comunicado do Secretariado da Comissão Concelhia da Moita do PCP:
É PRECISO E URGENTE POR FIM À POLÍTICA DE DESASTRE NACIONAL
Com eleições marcadas para 5 de Junho o PS/Moita, em artigo intitulado, “Alianças Negras”, publicado na edição da semana passada no Jornal da Moita, recorre a acontecimentos de há 70 anos na Polónia para fazer ataques ao PCP.
A prosa, a fazer corar inscritos e apoiantes do PS, tal o grau de falsificação da história, transforma a vítima (a ex-União Soviética), que sofreu mais de 22 milhões de mortos, em agressor da Polónia. Este é sem dúvida um reflexo da desorientação ideológica (ou da ignorância da história?) reinante no PS que vai beber à propaganda imperialista da época, agora novamente na berra, para denegrir o contributo inestimável da ex- URSS para a capitulação do monstro Nazi Fascista que grassou por toda Europa.
O comunicado do Secretariado Concelhio do PS, marca o arranque da campanha eleitoral, iniciando com uma retumbante mentira sobre o PCP e a realidade social do país: “ deixando em exclusivo ao Partido Socialista continuar o caminho para uma sociedade mais justa, mais fraterna, com maior apoio social, com serviços de saúde ao serviço da população e uma educação cada vez mais fomentadora de oportunidades”. Esta frase, mostra a desonestidade política de quem a escreveu, porque o que está a ser feito pelo governo do PS é exactamente o contrário, sendo aliás uma parte do conteúdo do PEC que foi derrotado.
O PS refugia-se numa alegada ingovernabilidade para iludir que a razão que conduziu à demissão do Governo foi a rejeição de um novo e mais brutal pacote de medidas que pretendia impor, dirigido contra os rendimentos, os direitos e as condições de vida dos trabalhadores e do povo.
A verdade é que, o PEC IV não incluía nenhuma medida visando o crescimento económico, mais justa distribuição da riqueza, diminuição do desemprego ou o combate às desigualdades. Tal documento continha um pacote de medidas brutalmente gravosas para os trabalhadores, o povo e o desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, apontava para a atribuição de maiores apoios financeiros à banca e sector financeiro.
O PEC IV determinava novo corte nas prestações sociais e no subsídio de desemprego, e uma ainda maior diminuição das comparticipações nos medicamentos. Decidia a liberalização em novos sectores económicos e sociais, como o das rendas e despejos dos inquilinos. Propunha novo corte no investimento público, agravado com nova diminuição de verbas transferidas para as autarquias locais e as regiões autónomas.
Por todas estas razões, o PCP propôs e viu aprovada a rejeição deste PEC IV, salientando a gravidade das medidas que continha. De facto, o Governo PS e José Sócrates, acenando com a ameaça da sua própria demissão, procuraram desviar as atenções da baixa de salários, de reformas, do aumento do desemprego, do agravamento de impostos. Veja-se o caso do agravamento do IVA sobre bens alimentares e outros bens essenciais, acentuando o aumento do custo de vida, cuja previsão da inflação de 3,6% comprova a grave descida do poder de compra do nosso povo.
O comunicado do PS faz rasgados elogios ao Governo e a Sócrates, numa tentativa de iludir o desastroso resultado a que o PS, PSD e CDS-PP levaram Portugal: um país cada vez mais pobre, menos desenvolvido, mais dependente e num rumo em que, ano após ano, se avolumam e agravam problemas, em que cada imposição de sacrifícios e injustiças sobre os trabalhadores e a população, tornam menores as perspectivas de saída e solução.
No Distrito de Setúbal, as consequências desta desastrosa governação, de destruição do aparelho produtivo e da quebra do investimento público, têm contribuído para enviar para o desemprego muitos milhares de trabalhadores, determinando assim maiores dificuldades para a região e o agravamento das condições de vida dos trabalhadores e da população.
É urgente outra política que promova o crescimento económico, eleve as condições de vida dos trabalhadores e da população, defenda os serviços e o interesse públicos, os direitos dos cidadãos e afirme e defenda a soberania nacional.
4 de Abril de 2011
O Secretariado da Comissão Concelhia da Moita do PCP













