Comemorações do 37º aniversário do 25 de AbrilMensagem 25 de Abril do Governador Civil de Setúbal

Por Jornal Rostos
Mensagem 25 de Abril
A longa e dramática marcha de Portugal e dos Portugueses para a liberdade começa há mais de dois séculos. O nosso Bocage, que pelas suas ideias padeceu na cadeia, no seu imortal soneto gritava “Liberdade onde estás? Quem te demora?” (…) “Nosso númen tú és, e glória, e tudo, mãe do génio e prazer, ó Liberdade.”
Lutando por ela morreram Gomes Freire de Andrade e os seus companheiros
“Os Mártires da Pátria” em 1817, cujo drama Luís de Sttau Monteiro imortalizou na peça “Felizmente há luar” que esteve proibida pelo fascismo até 1974.
Pela liberdade lutaram e morreram os republicanos do 31 de Janeiro de 1891 no Porto e por ela se bateram e venceram os republicanos do 5 de Outubro de 1910.
Desde 1926 a 1974 Portugal e os Portugueses viveram sob uma ditadura que esmagou todas as liberdades, retirou aos trabalhadores direitos fundamentais, falsificou eleições, censurou livros, torturou, prendeu e matou.
O 25 de Abril de 1974 trouxe-nos a aurora da liberdade. Somos hoje um país livre e democrático.
Os direitos fundamentais são respeitados, a dignidade de todas as pessoas é um valor constitucionalmente consagrado.
A República, a democracia, a liberdade, a igualdade, o respeito por todas as pessoas sem distinção de credo, raça ou opiniões políticas são as bases fundamentais do Estado de Direito, mas também os direitos sociais são essenciais, a sua realização no quotidiano exige-nos muito esforço, sobretudo em momentos tão difíceis.
Temos todos de trabalhar muito, de aceitar sacrifícios para garantir uma melhor repartição da riqueza que produzimos e para podermos apoiar os que mais necessitam.
Sobre os que exercem uma parcela de poder, por pequena que seja, recaem responsabilidades enormes: trabalhar com rigor, prestar contas com humildade democrática e dar exemplo na prática dos valores éticos republicanos.
Realizar todos os ideais do 25 de Abril não é fácil mas está ao nosso alcance. É o nosso dever para com as gerações futuras e para com os que tendo sofrido no fascismo ainda hoje têm fome e sede de justiça. Realizar na prática os direitos sociais fundamentais é a exigência do nosso tempo a que não podemos recusar-nos por mais difícil que pareça.
O Governador Civil
Manuel Malheiros













