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Bastidores

Sessão Pública «O que é um governo de esquerda?» em Almada»É preciso um novo 25 de Abril»

Dezenas de pessoas debateram sexta-feira, na Charneca de Caparica, as medidas alternativas ao pacote da austeridade acordado entre o governo e a troika internacional, com o apoio declarado dos partidos da direita.

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Sessão Pública «O que é um governo de esquerda?» em Almada »É preciso um novo 25 de Abril»

Por Jornal Rostos

Joana Mortágua, membro da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda e candidata à Assembleia da República, salientou que os sucessivos PECs não foram mais do que “o programa do FMI às prestações”, programa que só traz recessão à economia. “Aventureirismo irresponsável é querer impor a desvalorização do salário e do trabalho”, afirmou.

A bloquista salientou ainda que o plano do FMI para Portugal vai mais longe do que na Grécia, pois assenta numa alteração profunda do papel do Estado e no mercado laboral. A resposta da esquerda passa, por isso, por “resgatar a economia da banca e da elite governante dos últimos 30 anos” terminou.

“É preciso um novo 25 de Abril e é preciso que o povo participe mais nesse 25 de Abril” continuou Mariana Aiveca. A cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral de Setúbal realçou os valores da liberdade, da democracia, da igualdade e da solidariedade, valores que estão em causa quando nos apresentam como “inevitável”, e sem hipótese de escolha, mais medidas de austeridade.

“Há cortes a fazer, há muito desperdício”, acrescentou ainda a deputada, “mas não nos salários e nas pensões”. “Corte-se nas Forças Armadas, façam-se auditorias aos ministérios, corte-se nos salários e prémios dos gestores públicos” disse. O Bloco de Esquerda opõe-se a mais um ataque social representado no aumento dos impostos, na redução dos salários, nas parcerias público-privadas ou no congelamento das pensões, medidas previstas nos programas do FMI e dos partidos que o apoiam.

“Sem crescimento económico não há emprego” referiu Mariana Aiveca, por isso “a urgência é criar emprego”, nomeadamente na reabilitação urbana e no apoio à terceira idade. “Recusamos que condicionem as nossas vidas” e “apresentamos medidas alternativas” para o crescimento económico e para maior justiça social, finalizou.

A sessão foi moderada por Fátima Marras, da concelhia de Almada do Bloco de Esquerda.

Fonte - BE

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