Núcleo Concelhio da Moita do Bloco de EsquerdaEsquerda portuguesa e BE não conseguiram contrariar a vaga do voto do pânico

Por Jornal Rostos
Divulgamos o comunicado do Núcleo Concelhio da Moita do Bloco de Esquerda:
É agora altura de balanço e de luta. Não cruzaremos os braços!
A esquerda portuguesa e o BE em particular, à semelhança de situações similares em outros países europeus em crise, não conseguiu contrariar a vaga do voto do pânico, do voto na ilusão de uma solução, de um acordo, que, mesmo com algum sacrifício, há-de trazer, ao fim e ao cabo, o regresso à normalidade do emprego, do salário, da pensão, da renda da casa. Um voto que quer ver no acordo com a Troika – cujo significado foi deliberadamente ocultado na campanha pelos partidos seus subscritores – uma tábua de salvação face ao desastre iminente.
O voto do passado dia 5 de Junho puniu os que “ficaram de fora”, os que “não podiam influenciar”, os que pareciam não ter nada para dar quando – dizia-se – a partir de Junho nem dinheiro para os ordenados havia. Esta visão foi, aliás, massivamente difundida pelos media numa campanha ideológica sem precedentes
Apesar de o BE, ter conduzido, do ponto de vista do discurso político, uma campanha eleitoral falando verdade, de forma pedagógica e realista, contando com o empenho dos seus militantes e apoiantes por todo o país, isso não foi suficiente para conter a vaga do voto na “segurança” e no mal menor. E por aí perdemos no pais, no distrito e no concelho da Moita, milhares de votos, uns para a abstenção outros para os partidos da Troika formada pelo PS, PSD e CDS.
A derrota do Bloco nas eleições legislativas é suficientemente expressiva. Ela é da responsabilidade da direcção do BE no seu conjunto e vamos discuti-la colectivamente com seriedade, dentro do Bloco e com os seus simpatizantes, com o espírito de reforçar a nossa unidade em torno das políticas que nos habilitem para os duríssimos combates que temos pela frente
Ao contrário do que os comentadores da direita voltaram excitadamente a anunciar, o BE perdeu, recuou, mas aguentou o embate. Tem raízes que esta tempestade não quebrou nem romperá. É agora altura de balanço e de luta. Com uma certeza, nos duros combates que se avizinham, nas difíceis condições que temos pela frente, os trabalhadores, os jovens, os desempregados, os pensionistas, os precários, sabem onde nos encontrar, estaremos dentro e fora do parlamento, a defender os seus direitos, a combater a barbárie neoliberal, a batalhar pelo socialismo.
Moita, 6 de Junho de 2011













