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Bastidores

Cortes no subsídio de Natal é mais um inadmissível roubo aos trabalhadoresafirma Organização Regional de Setúbal do PCP

"O PCP apela aos trabalhadores e ao povo que prossigam e intensifiquem a luta contra a política de direita, particularmente no próximo dia 9 de Julho, na acção dinamizada pela Interjovem, Juventude Operária Católica, Associação de Bolseiros de Investigação Científica e Movimento 12 de Março, e no próximo dia 14 Julho, às 15 horas, na manifestação que partirá do Largo de Santos para a Assembleia da República, convocada pela CGTP-IN." - refere um comunicado da DORS do PCP.

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Cortes no subsídio de Natal é mais um inadmissível roubo aos trabalhadores afirma Organização Regional de Setúbal do PCP

Por Jornal Rostos

Mais fortes para continuar a luta - Fazer frente às políticas de direita!

1. A Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP analisou a situação social e política e as consequências que teriam para os trabalhadores e a população a concretização dos objectivos do Governo PSD/CDS de levar por diante o programa de submissão e agressão que PS, PSD e CDS assinaram com o FMI e a UE.

2. O Programa do Governo, a ser concretizado, significará mais desemprego, mais precariedade, o aumento da exploração de quem trabalha e do custo de vida, a privatização de empresas estratégicas, o definhamento da economia nacional, a destruição do aparelho produtivo e dos serviços públicos e não resolverá nenhum dos problemas com que o país está confrontado.
O anúncio recente de cortes no subsídio de Natal é mais um inadmissível roubo aos trabalhadores. O PCP tem apresentado sucessivamente propostas que permitiriam arrecadar mais receitas, evitando penalizar ainda mais quem trabalha. É o caso nomeadamente da taxação das transacções bolsistas e das transferências para offshore.

3. A DORS do PCP salienta as consequências que a política de direita tem tido para os trabalhadores e as populações da região de Setúbal e que a acção deste Governo agravará: o aumento do desemprego e do número de desempregados sem qualquer tipo de apoio; o encerramento de muitas micro, pequenas e médias empresas; o asfixiamento do movimento cooperativo de consumo, nomeadamente da Pluricoop; o encerramento e degradação de serviços públicos.

4. O PCP reafirma a exigência de uma ruptura com a política de direita que abra caminho a uma outra política, patriótica e de esquerda que, rompendo com as orientações da União Europeia e os interesses do grande capital: valorize os salários e os direitos de quem produz riqueza; defenda a produção nacional; imponha a tributação dos lucros dos grupos económicos; avance com a renegociação da dívida; concretize o reforço dos serviços públicos e do sector empresarial do Estado.

5. Só a luta é o caminho para defender e conquistar direitos. Numa altura em que a ideologia dominante faz passar incessantemente as teses da inevitabilidade, do conformismo, do “tem que ser”, o PCP saúda as lutas vitoriosas dos trabalhadores da CP e da FISIPE.

6. A DORS do PCP relembra que nenhuma das medidas contidas no programa do Governo ou do pacto da troika estão aprovadas: é possível e necessário fazer frente e impedir a concretização de cada uma das medidas negativas. O PCP apela aos trabalhadores e ao povo que prossigam e intensifiquem a luta contra a política de direita, particularmente no próximo dia 9 de Julho, na acção dinamizada pela Interjovem, Juventude Operária Católica, Associação de Bolseiros de Investigação Científica e Movimento 12 de Março, e no próximo dia 14 Julho, às 15 horas, na manifestação que partirá do Largo de Santos para a Assembleia da República, convocada pela CGTP-IN.

7. O PCP reafirma que há alternativa a este caminho de desastre nacional e que uma outra política, patriótica e de esquerda, não só é possível como necessária. O reforço do Partido, nomeadamente a concretização da campanha “Avante por um PCP mais forte!” é determinante para a construção da alternativa

8. O PCP levará a cabo durante os próximos meses uma intensa acção de contacto e esclarecimento junto dos trabalhadores e do povo, nas empresas e locais de trabalho, nas festas populares e nas zonas balneares da região. A preparação e realização da 35ª edição da Festa do Avante! com data de 2,3 e 4 de Setembro, integra-se nesta acção.

9. Sendo uma festa aberta a todos, a Festa do Avante!, é uma expressão maior da capacidade de realização do PCP e indissociável do ideal comunista de que é portador. Assente no trabalho voluntário e na militância de milhares de homens, mulheres e jovens que de forma generosa asseguram as mil e uma tarefas indispensáveis para o seu êxito, a Festa do Avante! é um exemplo concreto do empenhamento que milhares de militantes comunistas colocam na vida do seu Partido e nas muitas lutas que travam por uma vida melhor para os trabalhadores e o Povo Português.
10. A DORS do PCP saúda os milhares de camaradas e amigos que neste momento estão envolvidos nas jornadas de trabalho, na organização nas escalas de serviço para o funcionamento da Festa, na divulgação e venda antecipada da EP (Entrada permanente) -Título de Solidariedade com a maior realização político-cultural do país- e na preparação do espaço de Setúbal, que abordará este ano as questões da produção nacional, o reforço do Partido e as conclusões da 8ª AORS.

A DORS do PCP, 01/07/2011

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