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Bastidores

Vítor Ramalho, Presidente da Federação do PS SetúbalNecessárias alterações estatutárias para que se reforce o dever de pertença ao partido

“O grande vencedor destas eleições foi mais uma vez o PS. As declarações finais do Secretário-Geral eleito, António José Seguro e de Francisco Assis atestam de forma clara essa vitória do PS” – sublinha Vítor Ramalho, Presidente da Federação do PS de Setúbal.

Nas eleições para Secretário-Geral e Delegados ao próximo Congresso, no distrito de Setúbal votaram cerca de 2.000 militantes, número que fica aquém dos constantes nos cadernos eleitorais.
Segundo Vítor Ramalho estes dados reforçam a ideia – “para a necessidade de procedermos às necessárias alterações estatutárias para que, entre outros objectivos se reforce o dever de pertença ao partido”.

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Vítor Ramalho, Presidente da Federação do PS Setúbal Necessárias alterações estatutárias para que se reforce o dever de pertença ao partido

Por Jornal Rostos

As eleições para Secretário-Geral e Delegados ao próximo Congresso

Os militantes do PS foram chamados a votar o novo Secretário-Geral e os Delegados ao próximo Congresso nos passados dias 22 e 23 do corrente mês de Julho.

A forma como a campanha eleitoral decorreu, os debates que em função das Moções foram realizados, a elevação com que os dois candidatos a Secretário-Geral defenderam os seus pontos de vista na essência sempre na base de princípios políticos e não numa perspectiva fulanizada e finalmente a mobilização e participação dos militantes, são factos que ficam a testemunhar a grandeza do PS e que não poderia deixar de registar perante todos os militantes.

O grande vencedor destas eleições foi mais uma vez o PS. As declarações finais do Secretário-Geral eleito, António José Seguro e de Francisco Assis atestam de forma clara essa vitória do PS.

O distrito de Setúbal correspondeu, na pluralidade que é ínsita a um partido de homens e mulheres livres às expectativas criadas em redor do debate das ideias em que se desenvolveu a campanha eleitoral, resultado das legítimas opções individuais de cada militante, próprias de um partido de liberdade.

Como é sabido participaram no acto eleitoral cerca de 30.000 militantes. No distrito de Setúbal exerceram esse direito cerca de 2.000 militantes. Este número, que fica aquém dos constantes dos cadernos eleitorais reforça a ideia, defendida consensualmente por todos na campanha, para a necessidade de procedermos às necessárias alterações estatutárias para que, entre outros objectivos se reforce o dever de pertença ao partido.

Encerradas as eleições devemos agora concentrarmos no próximo Congresso, reforçando nele o direito á participação e à intervenção, em liberdade, contribuindo com a elevação da palavra e das ideias para o reforço do PS, partido que é sempre de futuro, incontornável na democracia e no país.

Este objectivo é tanto mais importante quanto é facto vivermos numa situação de crise grave, que afecta a própria U.E. e que foi gerada por concepções neoliberais, movidas pela ganância do dinheiro e do primado das finanças e da economia sobre a política.

Olhando para o futuro, porque é nele que nos devemos concentrar, é indispensável sabermos agora responder com firmeza no plano interno a tudo o que possa agravar ainda mais a vida dos cidadãos e que não se contenha no memorando de entendimento bem como a propostas de revisão constitucional que descaracterizam a própria Constituição, tal como privatizações que alienem do nosso domínio verdadeiros instrumentos de soberania que são algumas empresas. O quadro das respostas deve sustentar-se no reforço do nosso ideário, na luta contra a corrupção, na criação da riqueza, na defesa de um mercado mais regulamentado e obviamente na causa dos mais desfavorecidos, como também resultou do debate das ideias que se desenrolaram na campanha eleitoral e cujos princípios foram reiterados no final pelo Secretário-Geral eleito.

A circunstância de ser hoje patente que a U.E. tem reagido ao retardador, aos problemas que enfrenta, justifica também, de forma acrescida, que o PS, ou seja todos nós, seus militantes, saibamos contribuir para que ela, U.E., reganhe um novo rumo politico de marcha. Isso implica sabermos reforçar e reforçarmos o nosso ideário, carinho que também nos conduz à reafirmação da identidade da Internacional Socialista e do Partido Socialista Europeu, que tem estado ausente de uma intervenção tão necessária e mesmo indispensável ao mundo.

Na qualidade de presidente da Federação do PS de Setúbal e em nome do Secretariado da Federação saúdo todos os militantes do distrito, pelo contributo que mais uma vez deram, em liberdade, a um acto importante da vida do nosso partido e do país, no período tão complexo que se vive.

Transmiti ao Secretário-Geral eleito, António José Seguro, que passou a ser o Secretário-Geral de todos os socialistas, o desejo de grandes sucessos no cargo para que foi eleito e fiz registar ao Francisco Assis o reconhecimento pelo contributo muito relevante que mais uma vez deu ao PS com a sua candidatura.

Setúbal, 11.07.28

O Presidente da Federação,
Vítor Ramalho

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