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Bastidores

Micro e Pequenos Empresários do PCP de SetúbalApelam à não resignação a politicas de miserabilismo económico

“As MPME´s estão a sofrer as consequências da diminuição drástica dos rendimentos dos portugueses, que contrasta com as fortunas dos 25 mais ricos de Portugal que cresceram com a “crise” 17,4 mil milhões de euros.” – salienta um comunicado da Comissão Regional de Setúbal do PCP dos Micro, Pequenos e Médios Empresários.

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Micro e Pequenos Empresários do PCP de Setúbal Apelam à não resignação a politicas de miserabilismo económico

Por Jornal Rostos

Micro e Pequenos Empresários
Protestar antes que seja tarde demais

Os Partidos que compõem o actual Governo, PSD/CDS-PP, contrariando todas as promessas eleitorais de apoio às micro, pequenas e médias empresas, tomam medidas de impacto extremamente negativo, que a não serem travadas vão contribuir para a falência de milhares de MPME´s. Desta forma, com mais um governo de alternância, em vez de uma real alternativa às politicas seguidas pelo PS estão aí, bem presentes, as mais gravosas medidas de austeridade dos últimos 25 anos, que só irão degradar ainda mais a economia nacional e o respectivo tecido empresarial, maioritariamente de micro e pequenas empresas, como é exemplo concreto o corte a que o povo vai ser sujeito no seu subsídio de Natal deste ano e a subida da taxa do IVA sobre o consumo de electricidade e gás, dos actuais 6% para 23% com efeitos a partir de Outubro e o mais que está para vir.
As MPME´s estão a sofrer as consequências da diminuição drástica dos rendimentos dos portugueses, que contrasta com as fortunas dos 25 mais ricos de Portugal que cresceram com a “crise” 17,4 mil milhões de euros.
Os erros são estratégicos e estão relacionados com a destruição do aparelho produtivo e a aposta feita pelos vários governos, desde a entrada na UE, nas grandes empresas e nos mercados globais, que grosso modo foram fracassando e que potenciaram uma frente de “guerra interna em Portugal”, em que as micro e pequenas empresas foram suas vitimas, tendo sido, em muitos casos, absorvidas nas suas actividades pelos grandes grupos comerciais e financeiros, de que as grandes superfícies e mega centros comerciais são o maior exemplo. Além disso, estes têm sido os grandes impulsionadores das imensas importações que foram entrando neste país, contribuindo para os crescentes défices na balança de transacções correntes e que este governo uma vez mais quer continuar a proteger, dizendo que a aposta é total nas exportações, “esquecendo-se” que uma balança económica tem dois factores, as exportações, que são importantes, mas sobretudo, no caso concreto de Portugal, a dinamização do seu mercado interno, das suas micro e pequenas empresas, isto é, da produção de cariz verdadeiramente nacional, importando o menos possível.
O PCP apela à não resignação a estas politicas de miserabilismo económico, à luta contra os interesses instalados, em unidade com as demais classes sociais desfavorecidas.
Que resposta a Passos Coelho à “concertação social” que propõe, quando nos estão a assaltar as nossas empresas?
Só pode ser a unidade e a luta!

A Comissão Regional de Setúbal do PCP dos Micro, Pequenos e Médios Empresários
Setúbal, Agosto de 2011

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