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Bastidores

Jerónimo de Sousa na abertura da Festa do Avante no SeixalNão ao programa de agressão e rejeição imposto pela troika

“Há momentos em que é preciso dizer não! Dissemos não ao programa de agressão e rejeição imposto pela troika estrangeira, acordado e executado pelo trio PS, PSD e CDS. Nem lá fomos dar o aval a uma troika sem legitimidade, que já tinha o seu pacote pronto como comida mastigada” – sublinhou Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP, ontem, na abertura da 35ª Edição da Festa do Avante, no Seixal.

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Jerónimo de Sousa na abertura da Festa do Avante no Seixal Não ao programa de agressão e rejeição imposto pela troika

Por Jornal Rostos

Na abertura da 35ª edição da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP, recordou que a festa foi – “ edificada a pulso por muitos milhares de participantes nas jornadas de trabalho militante”.
“Esta Festa tem uma outra dimensão, um carácter e um valor acrescido quando nos confrontamos com uma dura realidade nacional, com uma situação vincada pela violenta ofensiva política, económica, social e cultural e contra a soberania nacional, quando a toque de caixa da troika estrangeira e do seu programa de agressão e submissão, o Governo PSD/CDS acolitado pelo PS desencadeia e aplica medidas que se sucedem em avalanche contra os trabalhadores, as populações e todas as classes e camadas antimonopolistas” – sublinhou.

Não ao programa de agressão e rejeição imposto pela troika

“Há momentos em que é preciso dizer não! Dissemos não ao programa de agressão e rejeição imposto pela troika estrangeira, acordado e executado pelo trio PS, PSD e CDS. Nem lá fomos dar o aval a uma troika sem legitimidade, que já tinha o seu pacote pronto como comida mastigada” – referiu Jerónimo de Sousa, repudiando o que classificou de “calvário de sacrifícios e de austeridade não é só até 2013. Será para 2013, 2014, 2015 e depois logo se vê.”
Jerónimo de Sousa condenou, o corte no subsídio de natal, o congelamento dos salários e das pensões, o aumento dos impostos, o aumento do desemprego, a falência de quase 3 mil empresas nestes primeiros 6 meses do ano.
“O Governo PSD/CDS não faz o que faz por sadismo. Faz porque está na sua natureza, na sua ideologia, na sua identificação com a troika estrangeira e com os interesses dos poderosos ainda por cima com as costas quentes pelo colaboracionismo do PS” – salientou o líder do PCP.

Recuperação do conceito da “sopa do Sidónio”

“Os exemplos do chamado programa de emergência social ou do “passe social +” põem de forma mais crua a ideologia do Governo em que se procura substituir o Estado com preocupações sociais pelo estado assistencialista. Primeiro criam a pobreza e aumentam o número de pobres, depois a partir do estado de pobreza avançam com medidas parcelares, recuperação do conceito da “sopa do Sidónio”, do medicamento fora do prazo que sendo para pobre não interessa a consequência, mesmo nas cantinas de refeição para pobres dispensa-se a fiscalização da ASAE (é para pobre não interessam as condições de saúde e higiene).” – referiu.

Não aceitamos o quanto pior melhor

“Em nome da crise, ou do Programa da troika, PSD e CDS levarão o mais longe possível a sua política de afundamento do país, farão da vida de muitos portugueses um inferno e depois quem vier atrás que feche a porta.
Não nos conformamos. Não aceitamos o quanto pior melhor. Há um caminho alternativo. Há uma política alternativa, patriótica e de esquerda, renegociando a dívida em que estamos atolados, defendendo e modernizando o nosso aparelho produtivo e aumentando a nossa produção nacional” – defendeu Jerónimo de Sousa.

Precariedade e elevado desemprego juvenil

O Secretário Geral do PCP salientou que entre as vítimas desta política, está a juventude e as novas gerações.
“Novas gerações que cresceram entendendo a liberdade e a democracia tão naturais como o ar que respiram.
Novas gerações que a política de direita tem condenado à mais brutal exploração com a desvalorização do trabalho e que vê, de forma sistemática, os seus parcos salários serem puxados para baixo sob o efeito da enorme precariedade e do elevado desemprego juvenil, hoje com uma taxa de 27%” – sublinhou.

Os direitos sociais no capitalismo nunca são perenes

“Os direitos sociais no capitalismo nunca são perenes. Ganham-se e perdem-se. Nunca são dádivas e muito menos legados doutras gerações. Conquistam-se e defendem-se pela luta dos próprios em cada época concreta.” – recordou o Secretário Geral do PCP., lançando o apelo à participação no dia 1 de Outubro, na jornada nacional convocada pela CGTP-IN.

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