Saltar para o conteúdo
Bastidores

Vítor Ramalho, Presidente da Federação PS de SetúbalFuturo estará com o socialismo democrático

"A dignificação da política, o reforço e a credibilização dela são de todo incompatíveis com o debate fulanizado, centrado nas pessoas dos militantes enquanto tais facto que prejudica seriamente a sua elevação, menorizando-a de forma medíocre, o que contraria os interesses do PS." - afirma Vítor Ramalho numa nota politica, onde faz a avaliação interna das eleições do PS.

4 min de leitura
Vítor Ramalho, Presidente da Federação PS de Setúbal Futuro estará com o socialismo democrático

Por Jornal Rostos

Termo dos processos das eleições internas no PS

O PS concluiu o processo eleitoral interno com a realização da primeira comissão politica nacional que se seguiu ao Congresso Nacional de Braga, fazendo eleger o secretariado e a comissão política nacionais, facto que temporalmente coincidiu com a eleição da direcção do grupo parlamentar.

Na qualidade de presidente da Federação e em representação dela, saúdo solidariamente os eleitos para os vários órgãos nacionais, registando com muito agrado o facto de militantes do distrito estarem presentes em todos eles, incluindo no secretariado nacional.

Consciente de que o PS é um partido de homens e mulheres, que se exprimem de forma livre, registo também com o mesmo agrado a preocupação que houve em acautelar uma plural diversidade nos órgãos, aliás estimulada pelo debate das ideias de duas moções de orientação, o que em nada afectou a unidade de acção do partido, bem pelo contrário.

A dignificação da política, o reforço e a credibilização dela são de todo incompatíveis com o debate fulanizado, centrado nas pessoas dos militantes enquanto tais facto que prejudica seriamente a sua elevação, menorizando-a de forma medíocre, o que contraria os interesses do PS.

Vale ter sempre presente esta consideração que aqui e agora mais se justifica em função do adágio popular que nos ensina que “em casa que não tem pão todos ralham e ninguém tem razão”.

No período histórico que estamos a viver, de crise grave, com reflexos em todos os azimutes e que nos conduz à incerteza do futuro, é necessário que os militantes saibam estar à altura dos desafios que se nos colocam na procura dos caminhos do futuro. É verdade que esses caminhos não dependem só de nós, sabendo que hoje somos parte integrante de uma U.E. agora em desnorte. Isso não afecta que reforcemos o estudo sobre a realidade de hoje e sobre o ideário do socialismo democrático suportado em princípios e valores, com aprofundamento do debate interno, sem complexos e com abertura quanto ao seu sentido de marcha. Contribuindo também para a revitalização, senão mesmo para a refundação da própria Internacional Socialista e aceitando humildemente, através da auto-crítica os erros que se cometeram.

O caminho não é fácil mas há muitas razões para termos esperança. E há esperança porque a U.E., um dos pólos de maior desenvolvimento à escala planetária não deixará no curto prazo de se reencontrar, sob o primado da política e não do endeusamento dos mercados.

A dissolução do euro e o desmembramento da E.U. teriam consequências trágicas para o mundo como aliás países emergentes e os próprios EUA vêm alertando com profunda preocupação.

Os indícios que começam a desdenhar-se lendo e estudando analistas insuspeitos permitem concluir que há factores que estão a convergir para que aqueles efeitos, profundamente perversos, possam ser afastados através do corte de situações que valorizam erradamente o primado das finanças sobre a economia e de ambas sobre o político, o que é de todo inaceitável e reflectem uma concepção neo-liberal que não tem futuro.

Estamos convictos que um novo caminho acabará por prevalecer e é nele que temos de apostar, seguros que não é nem curto nem fácil e que será com a esquerda do socialismo democrático que venceremos.

No que respeita ao PS e do ponto de vista interno esse caminho é tanto mais complexo quanto é facto termos uma governação que é cega no cumprimento do memorando da Troika, assumindo-se mais papista que o papa, na interpretação dele e uma esquerda à nossa esquerda que não entende a mudança que ocorreu no mundo, mantendo-se agarrada a ideários que ruíram pela vontade maioritária dos povos. Acresce que os objectivos a prosseguir, do reforço do ideário do socialismo democrático e da esperança têm de se conjugar com uma luta politica complexa e com eleições internas a curto prazo para os órgãos regionais, a que se seguirão eleições nacionais autárquicas a também a curto prazo de vista.

Estes desafios que estarão à altura do PS e dos seus militantes, serão seguramente prosseguidos com a determinação de sempre, em unidade reforçada a alcançar com o aprofundamento do debate, cientes que o futuro – repito – estará com o socialismo democrático.

Setúbal, 2011.09.23
O Presidente da Federação,
Vítor Ramalho

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção